Olá leitores! Hoje trago-vos mais contos para poderem ler e deliciar-se em poucas páginas. Desta vez, o pequeno livro corresponde a contos focados em Memórias. Confesso que não sabia muito bem o que esperar em relação à seleção, visto que Memórias é um tema tão abrangente. No final, achei que os 3 contos foram fáceis de se compreender, agradáveis e inspiradores - gostei mais destes do que os do mês passado, haja progresso! Vamos começar?
Putois - Anatole France
Este conto fala-nos sobre uma mentira que uma família inventou e que, aos poucos, vai avançando em rumo à cidade e espalhando pela população. A questão deste livro é: será que é mesmo uma mentira ou a realidade é feita de sonhos nossos? O persongem Putois é uma autência aberração, com todas as caraterizações possíveis feitas pela população, o que vai tornando o conto divertido e também curioso; no geral, é um conto muito bem concebido. Em 13 páginas, podemos ler algo inspirador na forma da descrição e avanço da história (a escrita de France fascinou-me, tem um certo encanto da época), divertido e misterioso - mas afinal, quem foi Putois?
Aquele Sol Poente - William Faulkner
Este conto aborreceu-me um pouco e vou desde já explicar o motivo - o fim. Apesar da história da família, de como um escravo se sente nas mãos de um branco e como este tem noção da sua condição de oprimido está relativamente bom; um tanto confuso mas bom. As personagens tiveram uma caraterização crua e nua mas sente-se a falta de muitos detalhes e o final foi aberto; no geral, faltou informação e isso impede de gostar deste plenamente.
A Cigarra e a Formiga - W.Somerset Maugham
Conhecem a história 'A Cigarra e a Formiga'? Maugham utilizou essa exata história mas aplicada num caso vivencial, com personagens fictícias mas claramente mais verdadeiras no quen na fábula. Não achei nada de extraordinário, não me divertiu muito nem adorei a escrita do autor - 3 estrelas pela tentativa de recriar a fábula muito conhecida por todos nós, gosto sempre de recriações!
Aqui estão os contos de Fevereiro! Já leram algo de algum destes autores? Gostam de contos?
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
[Opinião Literária] Operation Sunshine - Jenny Colgan
Título: Operation Sunshine Autora: Jenny Colgan
Número de páginas: 320
Mais opiniões literárias:
The Loveliest Chocolate Shop in Paris, Jenny Colgan
Sinopse:
"Evie needs a good holiday. Not just because she’s been working all hours in her job, but also because every holiday she has ever been on in her life has involved sunburn, arguments and projectile vomiting – sometimes all three at once. Why can’t she have a normal holiday, like other people seem to have – some sun, sand, sea and (hopefully) sex?
So when her employers invite her to attend a conference with them in the south of France, she can’t believe her luck. It’s certainly going to be the holiday of a lifetime – but not quite in the way Evie imagines!" (mais em Goodreads)
Opinião Literária:
Começo por dizer que apenas li 2 livros desta autora e que este foi o que menos gostei. A sinopse não é brilhante, pelo contrário, é tão banal que não me pareceu que fosse divertir o leitor. A verdade é que acabei por acertar. Evie tem alguns traços na sua personalidade que incitam a comédia, contudo, não é tão engraçada com as personagens de The Loveliest Chocolate Shop in Paris - talvez demasiado impulsiva em termos físicos e não tão inteligente?
Não é um livro maravilhoso em criou qualquer tipo de impacto em mim, contudo, foi um livro divertido de se ler durante o Verão; as personagens que rodeim Evie são caricatas, há uma série de situações que nos convidam a rir... Colgan tentou tornar as coisas um pouco mais apimentadas que acabaram por cair no ridículo. Não foi um mau livro; apenas não foi o melhor chick-lit de sempre.
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Deambulando... Livros Fraude
Olá a todos! Li um post sobre livros fraude no blog Mini Estante Literária e fiquei indignida com a situação - autores de livros biográficos que,após a publicação destes livros e do sucesso que surge, admitirem que inventaram todo o enredo. A questão que levanto é a seguinte - até que ponto os direitos dos leitores são desrespeitados ao comprarmos livros que são mentiras e nada acontecer aos autores? Não vos parece estranho?
Já não é nenhuma surpresa o facto do mercado literário estar arrasado e sobreviver maioritariamente à base de livros apelativos para as massas e isso inclui má escrita, histórias sem grande enredo e seguir as tendências literárias, um fenómeno deste século. Antigamente, os movimentos literários rodavam à volta do que era aceitável pela comunidade e a forma de escrita defendida pelas escolas de arte - atualmente, a escrita é feita livremente, com temas que se repetem. Romances históricos, distopias, romances de vampiros, romances sexuais... Quantos livros não conhecem que andam à volta destes temas?
A última aquisição destas 'repetições' são as biografias e livros mais 'reais' - são livros mais fáceis de se ler, sem grande diversão e,aparentemente, mais úteis que os 'livros de literatura'. Penso que as pessoas estão cada vez mais preguiçosas mas também pressionadas pela rotina, o que as faz desejar ler e aprender o mais rapidamente possível - sem grandes enredos ou interpretações. Não é algo que concorde mas, tal como em todas as divisões literárias, há sempre alguns livros com aparente qualidade no meio desta salada de livros práticos. O problema situa-se em como determinadas pessoas julgam ter uma lição importantíssima e querem passá-la para a população; não duvido que existam indivíduos por aí que passaram por uma fase complicada e que a superaram mas até que ponto foi algo assim tão valioso para se escrever um livro? A maioria dessas pessoas não tem capacidade para escrever uma obra, pelo que a própria editora a cria através das informações que a pessoa dá.
Penso que pior que esses casos são ainda os ditos 'autores' que publicam um livro de ficção sem sequer o ter escrito - o último caso que me chocou mais foi o de Zoella, uma youtuber muito famosa que publicou um livro onde ela não o escreveu sozinha mas sim com a ajuda de várias pessoas, sendo que apenas o nome dela é que surgiu na capa. Em dias, ela superou autores que trabalharam arduamente ao longe de meses e anos para criar uma obra decente de se publicar, que vivem apenas do papel e da escrita. E agora pergunto: com que direito o dinheiro pode falar mais alto que a arte? E como é que o público consegue ser tão cego em relação a estes problemas?
Já não é nenhuma surpresa o facto do mercado literário estar arrasado e sobreviver maioritariamente à base de livros apelativos para as massas e isso inclui má escrita, histórias sem grande enredo e seguir as tendências literárias, um fenómeno deste século. Antigamente, os movimentos literários rodavam à volta do que era aceitável pela comunidade e a forma de escrita defendida pelas escolas de arte - atualmente, a escrita é feita livremente, com temas que se repetem. Romances históricos, distopias, romances de vampiros, romances sexuais... Quantos livros não conhecem que andam à volta destes temas?
A última aquisição destas 'repetições' são as biografias e livros mais 'reais' - são livros mais fáceis de se ler, sem grande diversão e,aparentemente, mais úteis que os 'livros de literatura'. Penso que as pessoas estão cada vez mais preguiçosas mas também pressionadas pela rotina, o que as faz desejar ler e aprender o mais rapidamente possível - sem grandes enredos ou interpretações. Não é algo que concorde mas, tal como em todas as divisões literárias, há sempre alguns livros com aparente qualidade no meio desta salada de livros práticos. O problema situa-se em como determinadas pessoas julgam ter uma lição importantíssima e querem passá-la para a população; não duvido que existam indivíduos por aí que passaram por uma fase complicada e que a superaram mas até que ponto foi algo assim tão valioso para se escrever um livro? A maioria dessas pessoas não tem capacidade para escrever uma obra, pelo que a própria editora a cria através das informações que a pessoa dá.Penso que pior que esses casos são ainda os ditos 'autores' que publicam um livro de ficção sem sequer o ter escrito - o último caso que me chocou mais foi o de Zoella, uma youtuber muito famosa que publicou um livro onde ela não o escreveu sozinha mas sim com a ajuda de várias pessoas, sendo que apenas o nome dela é que surgiu na capa. Em dias, ela superou autores que trabalharam arduamente ao longe de meses e anos para criar uma obra decente de se publicar, que vivem apenas do papel e da escrita. E agora pergunto: com que direito o dinheiro pode falar mais alto que a arte? E como é que o público consegue ser tão cego em relação a estes problemas?
sábado, 21 de fevereiro de 2015
[Opinião Literária] Nómada - Stephanie Meyer
Título: NómadaAutor: Stephanie Meyer
Número de páginas: 620
Sinopse:
"Melanie Stryder refuses to fade away. The earth has been invaded by a species that take over the minds of human hosts while leaving their bodies intact. Wanderer, the invading "soul" who has been given Melanie's body, didn't expect to find its former tenant refusing to relinquish possession of her mind.
As Melanie fills Wanderer's thoughts with visions of Jared, a human who still lives in hiding, Wanderer begins to yearn for a man she's never met. Reluctant allies, Wanderer and Melanie set off to search for the man they both love." (mais em Goodreads)
“It's not the face, but the expressions on it.
It's not the voice, but what you say. It's not how you look in that body, but the thing you do with it. You are beautiful.”
Opinião Literária:
Este livro tinha todo um cenário para me afastar dele e não o desejar ler - aliens dentro de humanos, Terra dominada, almas que caminham? Não, obrigada. Contudo, posso dizer que este livro mereceu as 4 estrelas que lhe dei e foi surpreendemente bom. Apesar de demorar a entrar na história, não foi em parte alguma aborrecido, pelo contrário; devorei o livro rapidamente, a escrita é deliciosa e, apesar do livro ser enorme, o tamanho da fonte é relativamente grande, o que faz com que a leitura flua mais naturalmente. Sem contar com o facto de que os capítulos são pequenos! Estes pequenos pormenores ajudam a que o leitor leia sem se aperceber da quantidade de folhas e sem ter de prestar muita atenção ao fio condutor.
Apesar de cair em alguns clichés (aviões todos xpto, aquela ideia de rebelião), a ideia geral até é bastante inovadora: não são aliens 'físicos' mas sim uns seres um pouco parecidos com bactérias que entram no corpo das personagens, a ideia de que o amor não tem qualquer tipo de fronteiras (mesmo estas sendo entre galáxias!) e que nem tudo o que é exterior ao nosso campo de conhecimento é necessariamente mau.
Sem querer alongar muito mais esta opinião, é um livro mediano - não é brilhante nem traz nada de extraordinário mas também não é medíocre pois tem vários detalhes que fazem deste um livro com certa qualidade: a descrição dos espaços, alguns pormenores interessantes, a própria estrutura... Penso que o seu maior erro estará então na descrição de algumas personagens que deixou um pouco a desejar.
“Perhaps there could be no joy on this planet without an equal weight of pain to balance it out on some unknown scale.”
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
[Tag] Dias da Semana
Olá a todos! Vi esta tag no blog da Jen (http://jm-just-me.blogspot.pt/) (o vídeo original é este https://www.youtube.com/watch?v=KVQmwI1Rzfo) e achei tão engraçado que decidi fazê-lo também! Vamos a isto?
Domingo-Um livro que você não quer que termine / que não quis que terminasse.
Para o Domingo, escolho A Praia do Destino de Anita Shreve - repeti a leitura deste livro e foi devorado em ambas as leituras!Segunda-Um livro que você tem preguiça de começar.
Já comecei a leitura mas ainda não tive coragem para o terminar... Estou a falar de Os Miseráveis de Victor Hugo. Comecei-o há exatamente 2 anos e ainda não cheguei nem a metade! 2015 será o ano em que acabarei o livro, de certeza!
Terça-Um livro que você empurrou com a barriga / que leu por obrigação.
Definitivamente li por obrigação Fúria Divina de José Rodrigues do Santos. Odeio deixar livros pelo meio e então fiz esse sacrifício final.Quarta-Um livro que você deixou pela metade / está lendo no momento.
Eu tenho um trauma enorme em relação ao livro O Deus das Moscas, de William Golding. Já comecei este livro 2 vezes, uma desta quase até ao fim mas, por razões adversas,nunca acabo!Quinta-Um livro que você recomenda.
Definitivamente recomendo os livros de Haruki Murakami; apesar de só ter lido um (algo que quero mudar em breve!), a sua escrita é impressionante e deixa-nos sem ar. Vale a pena investir ao autores como Murakami.Sexta-Um livro que quer que chegue logo (lançamento ou compra).
De momento, estou a evitar desejar livros... Mas se há algo que quero mesmo, então fico-me pelo Livro do Desassossego, de Bernardo Soares.Sábado-Um livro que você quis começar novamente assim que terminou.
Isto poderá parecer infantil mas terei de dizer Crepúsculo de Stephanie Meyer... Li tantas vezes esse livro.
Que acharam desta tag? Eu cá achei-a pequena mas divertida!
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
[Opinião Literária] Hard Times - Charles Dickens
sábado, 14 de fevereiro de 2015
[Opinião Literária] Hymns to the Night - Novalis
Título: Hymns to the NightAutor: Novalis
Número de páginas: 55
Opinião Literária:
Quem estuda literatura alemã e chega ao período Romântico, é necessário fazer uma pausa em Novalis. Este autor teve a típica vida de um poeta romântico - a sua amada morreu bastante nova e ele também, devido à tuberculose. Hymns to the Night é a primeira obra deste após a morte da rapariga que cortejava, pelo que tem uma carga bastante melancólica e pesssimista. A obra divide-se em 6 partes, cada uma dedicada 1 espécide de 'temática' diferente, contudo, as sensações são as mesmas. É uma coletânica que considerei relativamente maçadora se lida de uma só vez - poderá tornar-se demasiado pesado e até exagerado, pelo que necessitamos de uma pausa após a leitura de cada parte, para intepretarmos melhor os sentimentos de Novalis. A riqueza desta obra é imensa pelo simples facto de conter vários tipos de expressão: prosa, poesia, poesia prosaica... Dentro da poesia, temos vários esquemas de rima, o que mostra a grande preparação que o autor tinha em termos didáticos.
Acima de tudo, é uma obra 'sem papas na língua', onde Novalis se exprime sem ter qualquer tipo de receio em chocar em emocionar a plateia - apenas deseja mostrar-se ao mundo tal como é, sem qualquer desejo de mudar. Em termos de estudo, simplesmente adorei a obra pela importância que esta tem em relação ao movimento.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Momentos de Leitura #1
Bem vindos ao primeiro Momentos de Leitura aqui no Cantinho dos Livros! Mais num novidade aqui pelo blog, trata-se de um pequenito post onde vos mostro o que ando a ler e onde... Por aqui andamos a ler Os Miseráveis de Victor Hugo, um livro gigantesco que, apesar de estar a adorar, está a dar cá uma trabalheira... A leitura deste livro deveria de contar por 10livros! Contudo, estou a aproveitar estes dias de férias que recebi após a época de exames para o adiantar, visto que andar com um livro de capa dura com 1500páginas não é a coisa mais prática de sempre; como tal, neste Momentos de Leitura aproveitei aqueles minutos de estar na cama pela manhã enquanto tomo o pequeno-almoço para adiantar leituras!
De momento, estou pelas 600-700páginas lidas, encontrando-me quase no meio da história. Já conheço todas as personagens com que Hugo irá trabalhar até ao final do livro, só estou à espera que as intrigas comecem a complicar-se ainda mais... ;-) Para quem não sabe de que se trata a história, vejam a ultima adaptação cinematográfica e ficarão maravilhados! Já vi o filme 3vezes e acabo sempre a chorar nas mesmas cenas... Dramas!
E vocês, que andam a ler e por onde?
De momento, estou pelas 600-700páginas lidas, encontrando-me quase no meio da história. Já conheço todas as personagens com que Hugo irá trabalhar até ao final do livro, só estou à espera que as intrigas comecem a complicar-se ainda mais... ;-) Para quem não sabe de que se trata a história, vejam a ultima adaptação cinematográfica e ficarão maravilhados! Já vi o filme 3vezes e acabo sempre a chorar nas mesmas cenas... Dramas!
E vocês, que andam a ler e por onde?
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
[TAG] S.Valentim em livros
Pssst! Fiz uma nova tag, desta vez,da minha autoria! Vejam se gostam ;-)
PERGUNTAS:
1-Solteiro: um livro que não conquistou o teu coração;
2-Cupido: um livro que lançou uma seta no teu coração;
3-Afrodite: um livro escrito por uma autora e cujo livro seja de amor;
4-Rosa...com espinhos - um livro maravilhoso com um final agridoce;
5-Bombons - um livro que se revelou uma boa surpresa.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
[Opinião Literária] Gritos Silenciosos - Patrícia M. Pereira
Título: Gritos SilenciososAutor: Patrícia M. Pereira
Número de páginas: 56
Opinião Literária:
Primeira opinião literária de um livro de poesia de 2015! Uma das coisas que quero melhorar nos meus hábitos literários é a quantidade de livros que poesia que leio - apesar de adorar poesia, leio muito poucos livros e antologias; algo a mudar este ano. De qualquer forma, este foi o último livro de poesia que li em 2014 e confesso que não morri de amores, o que é uma pena. A estrutura formal não tem qualquer tipo de embelezamento, nada demais - o que me incomodou no livro foi a forma como a autora exprimiu as suas sensações; todas as pessoas têm direito a exprimir-se livremente e não julgo de todo,apenas não achei sublime a forma como se mostrou ao mundo literário, ao ler senti algum impasse em libertar-se, o que acabou numa série de poemas demasiado forçados.
Apesar desta questão que me levou a dar apenas 3 estrelas ao livro, existe algo que torna a poesia de Patrícia M. Pereira singular - as suas temáticas. Penso que nunca li poemas tão realistas ao denunciar os vícios da socieidade e a descrever classes mais desfavorecidas; estes temas misturados com a sua escrita terminam numa poesia bastante descritiva e denunciadora.
Apesar de não ser um livro que irei reler, achei interessante a obra poética desta autora, especialmente ao analisá-la e a reparar que os seus medos e queixumes são similares aos dos outros poetas que já li. Ou talvez todos os poetas tenham os mesmos problemas, quem sabe?
Poemas da autora presentes nos Poemas da Quinzena: Quebrada e Penso, penso, penso...
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
O que li em Janeiro e irei ler em Fevereiro...
Olá leitores, já não fazia um pequeno plano de leitura há meses! A verdade é que esta desintoxicação de planos fez-me bem - pude ler mais livremente e,estranhamente, organizar-me. De qualquer forma, não sei se voltarei a fazer estes planos mensais, quem sabe! 
Janeiro foi um mês relativamente produtivo, contudo, não senti essa produtividade pois as leituras foram um pouco de 'passagem' - terminei Hard Times de Charles Dickens, li A Menina que Não Sabia Ler de John Harding e Let it Snow the uma série de autores e, por último, recomecei a minha leitura de Os Miseráveis de Victor Hugo. O motivo pelo qual não senti a produtividade tem a sua explicação - 2 destes livros não eram meus e li quase que 'obrigada' pois não sou de ficar muito tempo com empréstimos (sei o quão aborrecido é e não quero estragar as pontas dos livros!) e Os Miseráveis já é uma aventura muito antiga, pelo que não senti que fosse um começo.
Para Fevereiro, os planos não são muitos: tentar avançar ao máximo o meu calhamaço do momento e,quando as aulas começarem, ler Persuasão de Jane Austen e, se conseguir, As Horas de
Michael Cunningham.
E vocês? que andam por aí a ler?
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
[TAG] compra de livros
Olá a todos! Hoje trago-vos uma tag que vi há algum tempo no blog da Jen e simplesmente adorei. Quem quiser, que a utilize!
1- Onde compras os teus livros?
Na Fnac, no Continente, online e, raramente mas estou a tentar mudar este hábito, na Bertrand.
2- Fazes pré-ordem de livros? Se sim, fazes em lojas ou online?
Não.
3- Em média, quantos livros compras por mês?
Agora estou em contenção de custos mas há uns meses atrás comprar 1 a 3 livros por mês.
4- Usas a tua biblioteca local?
Não, utlizo a da minha faculdade.
5- Se sim, quantos livros podes trazer/ requisitar de cada vez?
6- Qual a tua opinião acerca dos livros das bibliotecas?
Depende das bibliotecas e das condições que estas apresentam. A biblioteca da minha faculdade tem uma variedade enorme e os livros não estão em muito más condições; sem esquecer o facto de que o tempo que nos emprestam é maior do que nas bibliotecas municipais - 21dias.7- Como te sentes em relação a lojas de caridade/livros em segunda mão?
Nunca fui a uma loja de caridade mas alfabarristas é sempre uma boa opção!8- Mantens os teus livros lidos e por ler na mesma estante?
Não.
9- Planeias ler todos os livros que tens?
Sim!
10- O que fazes com livros que sentes que nunca irás ler/sentes que não irás gostar?
Não tenho um livro que sinto que não irei ler na minha estante,se os comprei é porque os desejo ler, com mais ou menos vontade. Se eventualmente não gostar, dou a alguém ou ponho à venda.
11- Alguma vez doaste livros?
Sim.
12- Alguma vez estiveste num período de abstenção de compra de livros?
Sim, estou neste preciso momento!
13- Achas que compras demasiados livros?
Sem dúvida. Não consigo ler todos os livros que tenho e nem acho que haja tanta necessidade - frequento uma biblioteca que apresenta ótimas condições e poderia investir mais em ler em e-book.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
[Opinião Literária] A rapariga que não sabia ler - John Harding
Olá a todos! Hoje temos um vídeo onde vos falo um pouco sobre um dos primeiros livros que li este ano. Foi uma surpresa agradável e não estava a espera de gostar tanto deste livro, visto que não sou grande fã de mistérios. Vejam e talvez vos interesse!
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Os Contos do Mês - Janeiro
Olá leitores! Continuando com as pequenas alterações que estão em marcha no blog, em 2015 começarei uma nova rúbrica intitulada Os Contos do Mês; confesso que sou uma grande amante de contos e decidi dar-lhes mais atenção ao ler os livros de contos que tenho em casa (que devem de ser mais de 15!) e trazer-vos umas pequenas opiniões sobre estes contos. Não é difícil encontrá-los e a maioria pertencem a autores mundialmente conhecidos.
Este mês decidi trazer-vos contos românticos, onde a base destes seja o amor. Já que São Valentim está próximo... ;)
O Rouxinol e a Rosa- Oscar Wilde
Este conto fala-nos de um estudante que queria dançar com uma rapariga mas que esta apenas ofereceria a sua mão se este lhe desse uma rosa vermelha, algo que o estudante não consegue encontrar. Perto deste, cantava um rouxinol que ficara emocionado pela história de amor e decidi então partir à buscar da dita rosa.
Este conto é fabuloso apesar do seu lado triste e melancólico - demonstra o quão ingrato o amor é e como devíamos de dar mais valor a quem realmente merece a nossa atenção. Wilde traz-nos também 1 batalha entre o que é ser um artista e o que é ser um estudioso, o que achei bastante intrigante! Acima de tudo, é um conto onde o autor demonstra o que é ser um poeta e artista: entregar a arte a todos e receber nada!
De Viagem - Guy de Maupassant
A estrutura deste conto é feita de contos e ditos, resumidamente. O médico conta isto que conta aquilo a alguém... É curioso mas não me fascinou, especialmente devido às poucas págnias que utilizou para contar uma história de amor tão intensa - trata sobre uma nobre que estava gravemente doente e que,numa viagem de comboio, conhece 1senhor que lhe pede ajuda para abandonar a Rússia. Não adorei e é uma pena que não exista um livro sobre este amor!
A Fuga - Rainer Maria Rilke
Dos 5contos desta categoria, este é o meu segundo preferido (o primeiro lugar pertence a Wilde)! Sem vos dar grandes pistas, o conto é minúsculo mas fala de 2 jovens que estão, supostamente, enamorados. Em pequenas páginas, Rilke demonstra-nos o que os jovens acabam por ser - ridículos quando estão apaixonados e a necessidade que sentem em libertar-se das responsabilidades.
Hubert e Minnie - Aldous Huxley
Por último, trago-vos um conto de Aldous Huxley (um nome tão caricato :-P). Este conto, tal como o Amor, irrita-me bastante o facto que as personagens simpesmente são irritantes, cobardes e sedentárias - em vez de tentarem mudar a situação, resignam-se. Nestas páginas, conhecemos Hubert, um jovem de 20anos que é admirado por damas pela primeira vez e Minnie, uma jovem de 28 que já devia de ter casado mas não consegue evitar apaixonar-se por todos os homens e nenhum deles apresentar algum interesse nela. Acima de tudo, Minnie é um pouco parva e mal tratada e Hubert é egocêntrico. Tudo dito.
E pronto,foi esta a primeira coletânea de contos que vos trouxe! Já ouviram falar de algum destes contos? Ou dos autores? :-)
Este mês decidi trazer-vos contos românticos, onde a base destes seja o amor. Já que São Valentim está próximo... ;)
O Rouxinol e a Rosa- Oscar Wilde
Este conto fala-nos de um estudante que queria dançar com uma rapariga mas que esta apenas ofereceria a sua mão se este lhe desse uma rosa vermelha, algo que o estudante não consegue encontrar. Perto deste, cantava um rouxinol que ficara emocionado pela história de amor e decidi então partir à buscar da dita rosa.
Este conto é fabuloso apesar do seu lado triste e melancólico - demonstra o quão ingrato o amor é e como devíamos de dar mais valor a quem realmente merece a nossa atenção. Wilde traz-nos também 1 batalha entre o que é ser um artista e o que é ser um estudioso, o que achei bastante intrigante! Acima de tudo, é um conto onde o autor demonstra o que é ser um poeta e artista: entregar a arte a todos e receber nada!
De Viagem - Guy de Maupassant
A estrutura deste conto é feita de contos e ditos, resumidamente. O médico conta isto que conta aquilo a alguém... É curioso mas não me fascinou, especialmente devido às poucas págnias que utilizou para contar uma história de amor tão intensa - trata sobre uma nobre que estava gravemente doente e que,numa viagem de comboio, conhece 1senhor que lhe pede ajuda para abandonar a Rússia. Não adorei e é uma pena que não exista um livro sobre este amor!
Amor - Anton Tschekhov
Este conto traz-nos o amor de forma peculiar - a descrição de como conheceu quem viria a ser a mulher da sua vida. Tschekhov traz a nudez da personagem, todas as qualidades e defeitos, numa descrição quer física quer psicológica. Apesar de ter percebido a lógica do conto e o motivo pelo qual este o escreveu (amor prevalece e ninguém percebe porquê), não consegui evitar achar que a personagem simplesmente era cobarde! Manias. A Fuga - Rainer Maria Rilke
Dos 5contos desta categoria, este é o meu segundo preferido (o primeiro lugar pertence a Wilde)! Sem vos dar grandes pistas, o conto é minúsculo mas fala de 2 jovens que estão, supostamente, enamorados. Em pequenas páginas, Rilke demonstra-nos o que os jovens acabam por ser - ridículos quando estão apaixonados e a necessidade que sentem em libertar-se das responsabilidades.
Hubert e Minnie - Aldous Huxley
Por último, trago-vos um conto de Aldous Huxley (um nome tão caricato :-P). Este conto, tal como o Amor, irrita-me bastante o facto que as personagens simpesmente são irritantes, cobardes e sedentárias - em vez de tentarem mudar a situação, resignam-se. Nestas páginas, conhecemos Hubert, um jovem de 20anos que é admirado por damas pela primeira vez e Minnie, uma jovem de 28 que já devia de ter casado mas não consegue evitar apaixonar-se por todos os homens e nenhum deles apresentar algum interesse nela. Acima de tudo, Minnie é um pouco parva e mal tratada e Hubert é egocêntrico. Tudo dito.
E pronto,foi esta a primeira coletânea de contos que vos trouxe! Já ouviram falar de algum destes contos? Ou dos autores? :-)
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