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domingo, 17 de janeiro de 2016

[Opinião Literária] The Waves/The Colour of Magic

Olá a todos e bom Domingo! Por hoje temos um vídeo onde falo sobre as minhas duas últimas leituras para a TBR normal e para a TBR Challenge. Foram 2 livros que adorei, especiais e que iniciaram trajectórias diferentes enquanto leitura - 1 deles foi o primeiro livro que li de Woolf, o outro lançou uma pequena fasquia em relação a magia (ups,rimou!). Espero que gostem destas opiniões :-)


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

[Opinião Literária] Madame Bovary - Gustave Flaubert

Sinopse:
"When Emma Rouault marries Charles Bovary she imagines she will pass into the life of luxury and passion that she reads about in sentimental novels and women's magazines. But Charles is a dull country doctor, and provincial life is very different from the romantic excitement for which she yearns. In her quest to realize her dreams she takes a lover, and begins a devastating spiral into deceit and despair."
 
Opinião Literária:
 Confesso desde já que não li este livro na melhor altura do ano - escolhi lê-lo na praia, em Agosto. Sim, clássicos em Agosto! Normalmente resulta mas este não entrou no meu ritmo, de todo. Emma Rouault é uma personagem tão interessante e tão irónica que foi o único aspecto que me fez manter a leitura. Não me identifiquei com o estilo de escrita do autor, achei uma narração demasiado arrastada, não me cativou. Charles Bovary e bastante parecido com o Karenina e penso que isso me afastou ainda mais do livro - senti que foi uma imitação francesa de Anna Karenina. Este livro pertence a uma espécie de círculo de livros adúlteros, algo muito na moda (acrescentando Effie Briest e O Primo Basílio), pelo que a temática e a construção das personagens torna-se muito similar. 
No geral, não foi um livro que me arrebatou e penso que não voltarei a experimentar algo do autor - a escrita simplesmente foi demasiado limpa e sem grandes 'floreados', que eu bem gosto nos clássicos. 3 estrelas pela construção de Emma, sem dúvida.

Título: Madame Bovary
Autor: Gustave Flaubert
Número de Páginas: 329
Publicado em: 1856
Goodreads: aqui
Pontuação: 3 Estrelas
 

terça-feira, 13 de outubro de 2015

[Opinião Literária] A Cidade e as Serras - Eça de Queirós

Sinopse:

"A «novela fantasista» como Eça de Queirós chamou à Cidade e as Serras denuncia um aspecto importante da vida do escritor.
A partir dos trinta anos, Eça escreve várias cartas aos seus amigos em que denuncia essa ânsia por uma vida de família que o retempere do «descampado do sentimentalismo» de que estava cansado.
A autenticidade da fotografia que reproduzimos - Eça de Queirós com sua filha - é um documento complementar deste livro, não só por ser contemporânea da sua feitura, como pelo ambiente de paz de que é expressão".


Opinião Literária:
Olá olá! Ultimamente não tenho escrito muitas opiniões e admito que tenho algumas saudades; dá sempre muito trabalho mas quando escrevo sinto que estou a fazer algo muito mais útil. Não consigo explicar mas sinto que estou,de facto, a ajudar os leitores a escolher os seus livros com uma opinião honesta e preparada, não apenas dizer 'gostei muito'. 
Avançando este pequeno desabafo (penso que irei fazer 1 Deambulando sobre este assunto!), li este livro no 11º ano, supostamente substituindo Os Maias pois esse livro é considerado demasiado grande e denso; tenho um sério problema com a minha escola por ter substituído um dos maiores clássicos portugueses por um livro com metade da qualidade só por uma questão de tamanho.

Com esta introdução, já deu para perceber que este livro não conseguiu arrebatar-me. A história é bastante bonita e interessante, como sempre, Eça brinca com a posição dos burgueses e da riqueza mal dividida pela sociedade. A descrição feita em Paris cativou-me mais do que a parte em Portugal, onde senti que a acção parou um pouco e arrastou-se; penso que a melhor parte desta acção é a explicação histórica sobre o que está a ocorrer em Portugal em 1800s, ou seja, a famosa guerra civil entre dois irmãos. Esta parte foi, de facto, interessante e gostei bastante! Há sempre uma base um pouco política nos livros de Eça, onde esta é abordada de uma forma um pouco leviana e completamente clara para o leitor, algo que gosto bastante nas obras dele.
Quanto às personagens, não senti ligação com nenhuma em especial mas achei-as mesmo muito divertidas, algo que não senti em Os Maias. São planas, sem grandes segredos ou complexidades, feitas para criar o riso. Há um grande choque entre Jacinto, o menino rico que tenta mostrar-se intelectual apesar de não o ser e os habitantes das terras em Portugal (desculpem, não me lembro do nome!), onde são completamente simples, sem qualquer tipo de luxos. Como poderão adivinhar, este livro tem um final óbvio e feliz e o desenvolvimento foca-se no crescimento de Jacinto, tornando-o numa pessoa melhor.
No geral, é um livro bom! Pode parecer que não pois esta opinião não está a focar-se muito nos pontos positivos MAS gostei mesmo muito deste livro, apenas não teve a qualidade de Os Maias; é mais pequeno e penso que tem um objectivo diferente - divertir. Aconselho este livro vivamente para leituras descontraídas, contudo, com qualidade e com clássicos. Vi este livro como a chick lit da altura! ;-)

Título: A Cidade e as Serras
Autor: Eça de Queirós

Número de Páginas: 247
Publicado em: 1901
Goodreads: aqui
Pontuação: 3 Estrelas
 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

[Opinião Literária] O Último Dia de Um Condenado - Victor Hugo

Sinopse:

"Esta obra, profunda e densa, consiste num monólogo que descreve os últimos pensamentos de um jovem indivíduo preso e condenado à morte por um crime que nunca é referido, enquanto aguarda pela sua execução pública pormeio da guilhotina na Praça de Grève. Ela constitui, directa ou indirectamente, nas palavras do próprio autor no prefácio à 2.ª edição (1832), um manifesto a favor da abolição da pena de morte (que apenas será legalmente abolida em França em 1983), isto é, por aquilo que «ainda ontem era considerado utopia, teoria, sonho, loucura, poesia»."

Opinião Literária:
Esta não é uma obra que deva ser lida em ânimo leve - como diz na sinopse, o livro acaba por ser um manifesto em termos políticos; neste caso, contra a pena de morte. Apesar de poucas páginas, é um livro que nos toca profundamente (chorei imenso!) e choca o leitor, especialmente o actual, visto que a pena de morte praticamente não existe no mundo ocidental. Não tem qualquer tipo de falas mas não foi por isso que o achei mais aborrecido - a escrita de Victor Hugo é maravilhosa e cada vez gosto mais deste autor.
O personagem é construído de uma forma interessante, de forma a que o texto se foque apenas num pormenor - a morte. Terminamos o livro sem saber nada deste personagem; não sabemos nome, idade, estrato social e muito menos o motivo pelo qual será morto. Ao omitir estes detalhes, Victor Hugo quis que nos focássemos apenas na barbaridade que tirar a vida de alguém pode ser.
No geral, é um livro excelente, que se lê perfeitamente num dia e óptimo para reflectir pois ainda é um assunto discutível. Acho também que é um bom exemplo para se começar a ler Victor Hugo sem grandes 'compromissos' em termos de tamanho da obra!

Título: O Último Dia de Um Condenado
Autor: Victor Hugo
Número de Páginas: 90
Publicado em: 1829
Goodreads: aqui
Pontuação: 5 Estrelas

terça-feira, 19 de maio de 2015

[Opinião Literária] The Great Gatsby - F. Scott Fitzgerald

Sinopse:
"A portrait of the Jazz Age in all of its decadence and excess, The Great Gatsby captured the spirit of the author's generation and earned itself a permanent place in American mythology. Self-made, self-invented millionaire Jay Gatsby embodies some of Fitzgerald's--and his country's--most abiding obsessions: money, ambition, greed, and the promise of new beginnings. "Gatsby believed in the green light, the orgiastic future that year by year recedes before us. It eluded us then, but that's no matter--tomorrow we will run faster, stretch out our arms farther.... And one fine morning--"Gatsby's rise to glory and eventual fall from grace becomes a kind of cautionary tale about the American Dream."

“I hope she'll be a fool -- that's the best thing a girl can be in this world, a beautiful little fool.” 

Opinião Literária:
Há algum tempo atrás,dei a minha opinião sobre este livro; contudo, tinha-o lido em português e tinha sido uma experiência péssima! A tradução arruinou tudo. As metáforas, os diálogos demasiado irritantes, as personagens excessivamente frívolas (não que elas se tornem subitamente geniais na versão original)... Foi um completo desastre e aconselho vivamente a que leiam este livro na sua língua materna. O enredo é plano e simples - famílias ricas, com diferentes estatutos sociais, dramas que ocorrem no seio deste mundo à parte num país onde o dinheiro é como a água. Muito jazz, traição, festas extraordinárias e sentimentos furiosos - não pensem que encontrarão algum tipo de filosofia ou pausas para pensarem na situação, não encontrarão. Ou melhor, só encontrarão através de Nick, o narrador e também personagem do livro. Apreendemos tudo dos seus olhos,o que poderá levar-nos a certas conclusões que poderão ou não ser verdade. O genial desta obra (e aqui irei inserir algumas coisas que aprendi na faculdade...) é o facto do narrador e do personagem se separarem,por vezes. Eu sei,parece impossível mas,ao longo do texto, vamos notando que existem uns certos distanciamentos e juízos de valor que são mesmo de Nick enquanto personagem. Achei esta características interessantíssima e brilhante. 5 estrelas para a narração.

Quanto às personagens, são todas irritantes. Todas. A única que suporto e compreendo o seu comportamento é Jordan Baker e, por vezes, Nick. Daisy e Tom, por mais diferentes que sejam um do outro, a verdade é que são 'careless people'. Eles querem dinheiro, felicidade rápida e prazer modo 'take-away express'. Não há tempo para se renderem às verdadeiras emoções e ao mundo que lhes rodeia. Daisy é particularmente interessante, visto que, por vezes, parece que tem noção da sua própria 'condição'; contudo, não tenta pará-la. Quanto a Gatsby... Gatsby é um sonhador louco e crente, acima de tudo. Nós tendemos a criar na nossa mente 1 versão diferente da pessoa de quem gostamos e Gastby fez isso - tal como criou-se a si próprio, criou o amor da sua vida. Foi um idealista.

Para não alongar esta opinião (que já está enorme!), é um livro que aconselho vivamente a que leiam e que aproveitem.  Tem uma história dramática, curiosa e inesperada - lembra-nos o quão simples e minúsculo o ser humano é. Limitamo-nos a desejos e vontades, não é verdade?

"Reserving judgements is a matter of infinite hope."

Título: The Great Gatsby
Autor: F.Scott Fitzgerald
Publicado em: 1925
Goodreads: aqui
Pontuação: 


 

terça-feira, 14 de abril de 2015

[Opinião Literária] On the Road - Jack Kerouac

Sinopse: On the Road chronicles Jack Kerouac's years traveling the North American continent with his friend Neal Cassady, "a sideburned hero of the snowy West." As "Sal Paradise" and "Dean Moriarty," the two roam the country in a quest for self-knowledge and experience. Kerouac's love of America, his compassion for humanity, and his sense of language as jazz combine to make On the Road an inspirational work of lasting importance.

Opinião Literária:  Mais um livro que li graças à minha licenciatura e que, felizmente, adorei! Começo por relembrar que este livro é um clássico da literatura norte americana contemporânea e que representa uma geração problemática, presa e atormentada por várias guerras e pelo capitalismo americano. Acima de tudo, procuravam a essência americana, sem qualquer tipo de barreiras ou compromissos com o 'mundo real': empregos, famílias, responsabilidades. 
A escrita é bastante agitada e turbulenta, sem grande organização,o que torna o livro mais entusiasmante. Quanto ao seu poder de palavra, Kerouac escolhe as melhores palavras e frases - todo o texto está homogéneo, segue o mesmo ritmo acelerado e desordenado, contudo, com lógica. 
Quanto às personagens, estas são reais (pormenores que dependem se estão a ler The Original Scroll ou não), o que torna toda a história mais excitante. São loucas, não perdem qualquer segundo a ponderar em filosofias, sentem tudo genuinamente, como que desfazendo a sua vida aos bocados - tudo à volta de Dean Moriarty/Neal Cassady. 
No geral, o que interessa não são os enredos ou as personagens mas sim a sensação que recebes ao ler este livro. Quando o terminei, senti que era capaz de vencer mesmo quando fosse perder, que a vida era uma constante viagem e que era necessário avançar; que tudo o que temos à nossa volta é acessório e que,futuramente, irei começar a minha definitiva viagem.
Um maravilhoso livro, com tudo o que e crucial para marcar um leitor; com várias frases e mensagens que sublinhei e que irei reler!



Título: On the Road
Autor: Jack Kerouac
Número de páginas: 307
Publicado em: 1957
Goodreads: aqui

sexta-feira, 10 de abril de 2015

[Opinião Literária] 2 mini-clássicos em 1

Olá a todos! Hoje trago-vos as opiniões de 2 short stories que li, sendo estas considerados clássicos. Apesar de nacionalidades diferentes (1 é americana, a outra é alemã), achei ambas interessantes e com particularidades engraçadas de se descobrir; o que une estas 2 é a sua crítica a algo ou a alguém.  Para estas opiniões serem de melhor compreensão (e também mais rápidas, visto que são short stories...), serão escritas em tópicos

















sexta-feira, 20 de março de 2015

[Opinião Literária] Jane Austen - Persuasion

Sinopse:
"Twenty-seven-year old Anne Elliot is Austen's most adult heroine. Eight years before the story proper begins, she is happily betrothed to a naval officer, Frederick Wentworth, but she precipitously breaks off the engagement when persuaded by her friend Lady Russell that such a match is unworthy. The breakup produces in Anne a deep and long-lasting regret. When later Wentworth returns from sea a rich and successful captain, he finds Anne's family on the brink of financial ruin and his own sister a tenant in Kellynch Hall, the Elliot estate. All the tension of the novel revolves around one question: Will Anne and Wentworth be reunited in their love?"

"I hate to hear you talk about all women as if they were fine ladies instead of rational creatures. None of us want to be in calm waters all our lives.” 

Opinião Literária:
Antes de começar a opinião propriamente dita, fica aqui o registo: dei a este livro 3,5estrelas, não apenas 3; infelizmente, não existe esse mecanismo de avaliaçã no Goodreads!
Parti para esta leitura com expectativas relativamente altas e penso que, de certa forma, foram e não foram correspondidas. A elegância, subtileza e delicadeza do texto encontra-se presente - as personagens incrivelmente frágeis, as regras da sociedade a serem respeitadas, amores por trocas de olhares; as falas requitandas e os cenários foram elementos que também me cativaram bastante. Acima de tudo, considerei-o um excelente clássico para desanuviar um pouco de leituras mais pesadas e também aumentar o nosso conhecimento em termos de clássicos. O que faltou para as 5estrelas? Ação e efeito surpresa. Apesar de ter lido este livro relativamente rápido, achei que continha várias páginas sem qualquer tipo de interesse para a história - não avançava e não parava de caraterizar personagens de quem já tinha uma ideia geral. Quanto ao efeito surpresa, não havia nada disso,0%. Tudo foi bastante óbvio, não houve grandes reviravoltas, como se o livro avançasse lentamente tal como a vida das personagens (pormenores interessantes!). No geral, foi um livro cativante e de leitura agradável mas dificilmente poderá ser 1 objeto de ensino (tirando detalhes histórico-culturais,claro) ou poderá ser O livro; é simplesmente algo simples e sem grandes enredos.

Título: Persuasion
Autora: Jane Austen
Data da Publicação: 1818
Número de páginas: 249
Lido em: Hardcover
Mais informações em: Goodreads
Classificação:

quarta-feira, 4 de março de 2015

[Opinião Literária] Urfaust - J.W. Goethe

Opinião Literária:
Mais um livro onde a sinopse existe mas é tão rara de se encontrar...! Especialmente em inglês ou em português. Aproveito já para vos contar os rodeios desta leitura - foi feita de forma académica, acompanhada pelo regente da cadeira, e foi toda em alemão; portanto, o que vos poderei dizer é que não é,de todo, uma leitura fácil, mesmo sendo em inglês (dei uma espreitadela na versão inglesa e assustei-me). Apesar destes pormenores, é um dos maiores clássicos europeus e, mais concretamente, alemães, e é uma pena não o ler, até porque trouxe temas que agora são bastante explorados.
A história fala-nos de um professor académico que se sente limitado pela sua condição humana e que já viu e experimentou tudo - decide então comunicar com o outro mundo e tentar subir de posição; conseguindo fazer um contrato com o diabo, este promete-lhe ficar seu servo se não lhe conseguir mostrar algum prazer na vida que Faust ainda não tenha vivido. O prazer vencedor desta aposta foi o amor (algo cliché mas morbidamente bonito neste caso).

Apesar da leitura não ser fácil, o livro não é grande e a maioria das versões apresenta logo a continuação (este livro foi o primeiro estudo que Goethe fez da história), o que é excelente considerando que poderemos ler mais cenas para nos ajudarem a compreender melhor o enredo sem ter de comprar individualmente cada livro. As personagens são, na minha opinião, a melhor parte desta história - o desenvolvimento de Faust é o mais cru, mais abrupto e, apesar de bem feito, mais inconsistente. Sem saber o que realmente deseja na vida, assume os seus desejos animalescos e segue as suas vontades sem pensar em qualquer tipo de consequências; achei-o imaturo, irracional e egoísta, o que acabou por nao me fazer gostar do personagem, apenas refletir sobre o seu comportamento. Quanto a Gretchen, considero-a a personagem principal - tem um crescimento ao longo do texto tremendo, algo que me deixou triste e com uma certa pena da personagem (faz sentido ter pena de personagens? :-P). Penso que Gretchen tem um papel importantíssimo pois tanto representa a importância que a mulher começa a ter na sociedade ao poder escolher o que quer fazer, mesmo essas escolhas podendo arruiná-la; a personagem é também uma metáfora para o que o nosso crescimento é - a perda de inocência, a morte de parte de nós, a noção dos nossos atos,etc.

No geral, é um livro com muita matéria para se analisar e nos fazer enriquecer, penso que notou pelo tamanho desta review! Vale a pena perder algum tempo neste livro e perceber como é que as mentalidades foram mudando até chegarmos ao século XXI.



Autor: J.W.Goethe
Título: Urfaust
Nº de páginas: 71
Data da Publicação: 1932  (mas terminado em 1887)
Informações no Goodreads: clica aqui


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

sábado, 14 de fevereiro de 2015

[Opinião Literária] Hymns to the Night - Novalis

Título: Hymns to the Night
Autor: Novalis
Número de páginas: 55

Opinião Literária:
Quem estuda literatura alemã e chega ao período Romântico, é necessário fazer uma pausa em Novalis. Este autor teve a típica vida de um poeta romântico - a sua amada morreu bastante nova e ele também, devido à tuberculose. Hymns to the Night é a primeira obra deste após a morte da rapariga que cortejava, pelo que tem uma carga bastante melancólica e pesssimista. A obra divide-se em 6 partes, cada uma dedicada 1 espécide de 'temática' diferente, contudo, as sensações são as mesmas. É uma coletânica que considerei relativamente maçadora se lida de uma só vez - poderá tornar-se demasiado pesado e até exagerado, pelo que necessitamos de uma pausa após a leitura de cada parte, para intepretarmos melhor os sentimentos de Novalis. A riqueza desta obra é imensa pelo simples facto de conter vários tipos de expressão: prosa, poesia, poesia prosaica... Dentro da poesia, temos vários esquemas de rima, o que mostra a grande preparação que o autor tinha em termos didáticos.
Acima de tudo, é uma obra 'sem papas na língua', onde Novalis se exprime sem ter qualquer tipo de receio em chocar em emocionar a plateia - apenas deseja mostrar-se ao mundo tal como é, sem qualquer desejo de mudar. Em termos de estudo, simplesmente adorei a obra pela importância que esta tem em relação ao movimento.


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

[Opinião Literária] O Contrabaixo - Patrick Suskind

Título: O Contrabaixo
Autor: Patrick Suskind
Número de páginas: 92

Opinião Literária:
Este foi então o livro escolhido para a TBR de... Outubro?Outubro, penso eu. Não me recordo, escolhi uma péssima altura para começar a TBR. De qualquer modo, os eleitos tinham sido O Contrabaixo e Persuasão de Jane Austen. Foi uma situação relativamente caricata pois não ganhou nenhum deles: a disparidade do tamanho dos livros era imensa e as pessoas que votaram acharam que teria tempo para ler ambos. Numa situação normal teria mas, sendo que estava nas últimas semanas do semestre, não tive. Últimas semanas do semestre não são, de todo, uma situação normal.
O livro tem uma estrutura completamente fora do vulgar - é uma conversa onde só uma pessoa fala. Durante 92 páginas. Eu sei, não parece o livro mais interessante e maravilhoso de se ler mas eu gostei genuinamente dele. O livro é vulgar e, por vezes, precisamos disso - vulgaridade. Não posso dizer muito mais sobre a obra em si, visto que a estrutura é uma grande fala e a personagem.. bem, só há uma, não poderei fazer uma grande descrição pois nem há como comparar. A escrita do autor é corrida e agitada, como que saboreamos cada palavra que Suskind dizer. Como é um monólogo, quase que ouvimos a fala em voz alta, até porque todo o cenário foi montado para criar uma interação com o leitor.
 O que vos posso dizer é que é um livro que tem de ser lido na sua altura. Para alguns, poderá ser uma leitura aborrecida e até acabarão por desistir. Para mim, como li numa fase eufórica e agitada da minha vida, relaxou-me bastante. Ficou com ótima impressão do autor e mal posso esperar para ler O Perfume.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

[Opinião Literária] The Rape of the Lock - Alexander Pope

Título: The Rape of the Lock
Autor: Alexander Pope
Número de páginas: 53

Opinião Literária:
Decidi fazer logo esta opinião pois já li este texto duas vezes, ambas num contexto universitário; é, portanto, uma obra cansativa e sem grande interesse por si só, as suas maravilhas encontram-se na estrutura do poema e no contexto histórico.
O poema fala-nos então do roubo de 1 caracol de 1rapariga. O cenário é neoclássico, onde a frivolidade e o fútil demonstram o seu esplendor. De forma a honrar a jovem, Pope escreve este poema longo contando toda a história, de forma a que toda a corte saiba do sucedido (não importa o que a rapariga sente, apenas o que a corte acha...). Todo o poema é heróico e satírico ao mesmo tempo: a descrição da rapariga indo para um baile como se fosse para a guerra, um concílio de figuras mitológicas para tecerem o destino da rapariga... A maquinaria que este poema apresenta é incrível, das melhores que já vi. Tal como disse, poderá não ser o poema mais marcante ou interessante alguma vez já criado mas definitivamente tem o seu valor histórico e é uma leitura obrigatória para quem gosta de história no papel.



quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

[Opinião Literária] Elective Affinities - Goethe

Título: Elective Affinities
Autor: Johann Goethe
Número de páginas: 272

Sinopse:
"Elective Affinities was written when Goethe was sixty and long established as Germany's literary giant. This is a new edition of his penetrating study of marriage and passion, bringing together four people in an inexorable manner. The novel asks whether we have free will or not and confronts its characters with the monstrous consequences of repressing what little "real life" they have in themselves, a life so far removed from their natural states that it appears to them as something terrible and destructive." (mais em Goodreads)


"There is nothing in which people more betray their character than in what they find to laugh at.” 

Opinião Literária:
Não costumo ser tão rápida a dar a opinião sobre um livro mas em relação a este livro tive a certeza do que diria. Este foi o primeiro contacto que tive com uma obra de narração de Goethe e começo por dizer que adorei. A riqueza do texto é extensa e sou obrigada a discordar com o meu professor de ICLA quando diz que Goethe não é 1 romântico; talvez não seja por completo mas grande parte da essência deste é. Há também uma crítica aos comportamentos das personagens românticas. As personagens caem nos estereotipos da época, desde os traços de personalidade até à maneira como se vestem. Ninguém fica indeferente ao sangue que ferve de Eduard ou à delicadeza e fragilidade de Ottilie. Contrastando com estes personagens, resta-nos Charlotte e o Capitain, personagens sóbrias e realistas, sem qualquer tipo de falsas ilusões. Existem vários motivos que nos fazer adorar um livro e,nesta obra,são os personagens. Adorei todos eles, tornaram a leitura atrativa e acabaram por moldar o ritmo de leitura do livro.
É uma obra clássica que, a meu ver, tem um nível de qualidade altíssimo, fiquei bastante impressionada. Fiquei curiosa do início até ao fim, sendo este nada previsível e trágico , o que acaba por chocar o leitor. O texto tem várias frases e citações que me inspiraram bastante e aconselho a quem goste de um bom clássico para o inverno!

 

domingo, 14 de dezembro de 2014

[Opinião Literária] Voo Nocturno - Antoine de Saint-Exupéry

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Título: Voo Nocturno
Autor:








quinta-feira, 6 de novembro de 2014

[Opinião Literária] The Pearl - John Steinbeck


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 Título: The Pearl
Autor: John Steinbeck
Número de páginas: 87

“He said, "I am a man," and that meant certain things to Juana. It meant that he was half insane and half god.” 

Sinopse:
"A retelling of an old Mexican folk tale involving the discovery of a great pearl and the ensuing misfortune of the fisherman who found it.Today, nearly forty years after his death, Nobel Prize winner John Steinbeck remains one of America's greatest writers and cultural figures." (mais informações em Goodreads)

Opinião Literária:
Penso que devo de considerar este livro como um conto, visto que é tão pequeno. De qualquer forma, foi um conto que adorei. Simples e direto, a linguagem é bastante acessível e pragmática, sem grandes rodeios ou floreados. As personagens são nuas, sem quaisquer preconceitos ou complicações. São personagens que poderiam perfeitamente ser verdadeiras. E, claramente, trazem uma mensagem para quem lê este livro.
Não tinha grandes expectativas em relação ao livro pois não gostei bastante do Of Mice and Men do mesmo autor e este livro, em termos de escrita e tudo mais, diferencia-se completamente do livro supracitado. 
Definitivamente um bom livro para quem quiser ler livros para 1 único dia - é enriquecedor, inspirador e bastante interessante.
 
“And because they were in some way one thing and one purpose, she smiled with him.

And they began this day with hope.”


domingo, 26 de outubro de 2014

[Opinião Literária] Don Carlos - Friedrich Schiller

Título: Don Carlos
Autor: Friedrich Schiller
Número de páginas: aproximadamente 150


Opinião Literária:
Não é a peça de teatro mais famosa do mundo, muito menos em Portugal - e esse foi um dos motivos que me levou a escrever esta opinião literária. Gostei tanto da peça que achei que seria um desperdício não a divulgar e partilhar a minha opinião sobre esta.
Existem sinopses mas...estão em alemão. Como tal, decidi fazer uma pequena sinopse para vocês.
A ação passa-se durante o reinado de Filipe II de Portugal, I de Espanha; Filipe já tem uma certa idade, contudo, está casado com Isabel de Valois, uma princesa jovem, próspera e considerada uma santa. Contudo, há uma pessoa que os separou - Don Carlos, filho de Filipe II.
E,por mais que queira contar,vou ter de ficar por aqui,não quero estragar a magia da peça!
Desde já,elogio o tradutor que,apesar de ter cortado várias cenas, cortou-as de forma lógica,não nos fazendo perder nenhuma cena importantíssima.
A peça trata então de um amor puro e ilícito mas também um tanto lógico (não direi porquê), ou seja, o amor não é suposto ser lógico mas,nesta peça, esta paixão não é algo assim tão irracional. Eu simplesmente adorei a relação que foi retrata, adorei a profundidade de cada personagem, nunca caíndo no exagero ou nos antagonismos de O Bom e O Mau. É uma peça riquíssima, repleta de figuras de estilo, de acusações à sociedade da época (os males da corte espanhola; a ocupação de espanha em flandres) e de indícios de que a literatura estava a evoluir.



domingo, 5 de outubro de 2014

[Opinião Literária] Macbeth - William Shakespeare

Título:Macbeth
Autor:William Shakespeare
Número de páginas:132

“Stars, hide your fires; Let not light see my black and deep desires.” 

Opinião Literária:
Umas pequenas notas antes de começar esta opinião:
1)Li este livro em inglês, o que dificultou um pouco a compreensão de determinadas partes; contudo, basta comprar 1 edição de estudo que contenha todas as informações necessárias e torna a leitura muito mais fácil e menos cansativa.;
2)Não encontrei uma única edição no goodreads que tivesse a verdadeira sinopse da obra! As edições limitam-se a valorizarem-se e a anunciarem que,aparentemente, têm melhores traduções, melhores referências...Nenhuma explica a história ou fala de Shakespeare. Achei este pormenor interessante.

A história fala-nos de um lord, Macbeth, que apanha um traidor e todos o consideram um salvador, um exemplo a seguir, até o próprio rei. Contudo, a fama começa a pressioná-lo e tambéma a alterar os valores morais da sua esposa.
Em termos de enredo, Macbeth não traz nada de novo, nada refrescante - um ambiente medieval, uma luta entre lords, a utilização de figuras mitológicas... Nada aberracional comparando com outros textos da época isabelina. O que diferencia Macbeth dos outros livros - o quão bem escrito está! Apesar do início ser um pouco lento, a meio do livro surge um clique que nos faz ler sem parar. As falas são dramáticas e exageradas, cheias da energia e exuberância da época, as personagens têm uma evolução bastante interessante... No geral, Shakespeare não desiludiu. Não tenho outro termo para comparar (li Romeu e Julieta traduzido) mas, como primeira impressão, teve um bom impacto.
No geral, é um livro de estudo, um ótimo exemplo da literatura da época. Não marca mas ensina e entretem!




quinta-feira, 25 de setembro de 2014

[Opinião Literária] Anna Karenina - Leo Tolstoi

Aqui está a prometida opinião! Veio um pouco tarde mas acabei por dar prioridade a outras leituras e esta foi ficando para trás. Espero que gostem!