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domingo, 17 de janeiro de 2016
[Opinião Literária] The Waves/The Colour of Magic
Olá a todos e bom Domingo! Por hoje temos um vídeo onde falo sobre as minhas duas últimas leituras para a TBR normal e para a TBR Challenge. Foram 2 livros que adorei, especiais e que iniciaram trajectórias diferentes enquanto leitura - 1 deles foi o primeiro livro que li de Woolf, o outro lançou uma pequena fasquia em relação a magia (ups,rimou!). Espero que gostem destas opiniões :-)
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
[Opinião Literária] A Ilha na Rua dos Pássaros - Uri Orlev
Sinopse:
"A Segunda Guerra Mundial está em curso. Os tempos são difíceis na Polónia, especialmente para os judeus. Alex é judeu e tem onze anos. Quando a sua mãe desaparece e o pai é "seleccionado" pelo exército alemão para ir para um destino desconhecido, Alex, completamente sozinho, é obrigado a refugiar-se num edifício abandonado na Rua dos Pássaros onde vai aguentar um Inverno. Pacientemente, sem pressas, Alex vai sobrevivendo, enquanto espera o regresso do pai. Por um nicho de luz, Alez consegue vislumbrar os escombros, a degradação e miséria total a que aquela terra, outrora tão apetecível, foi votada."
Opinião Literária:
Este livro fala de um tema que não é propriamente fora do comum - a II Guerra Mundial. Só por aí já tinha alguns receios em relação ao livro; não que não me interesse pelo assunto mas sim pelo facto de ser muito (mal) abordado em certos livros. História é História e confunde-me um pouco aquela ficção histórica fantasiada. Contudo, tal não ocorreu com este livro; aliás, um dos pormenores que gostei desta obra foi o facto de a acção ter ocorrido na Polónia e não na típica Alemanha. Em termos de cenários e barra cronológica, tudo muito bem escrito.
Em relação às personagens, adorei-as a todas! São bastante inocentes e ingénuas, especialmente porque estão a ser vistas através dos olhos de Alex. Acho que o facto de ele ter apenas 11 anos não tornou a história menos bela ou realista, apenas tivemos acesso a uma visão diferente à qual estamos habituados. No meu caso, até ajudou pois tornou o livro mesmo muito fácil de se ler.
Como é uma obra infanto-juvenil, não estejam à espera de uma linguagem complexa - é bastante simples e sem grandes rodeios. Apesar disso, é também delicada e sensível. Gostei bastante do livro, a leitura foi intensa mas não chocante. Deu para entreter e aquecer o coração. E deu para recordar essa época histórica que não deve ser esquecida.
Título: A Ilha na Rua dos Pássaros
Autor: Uri Orlev
Número de páginas: 170
Publicado em: 1981
Goodreads: aqui
Pontuação: 5 Estrelas
"A Segunda Guerra Mundial está em curso. Os tempos são difíceis na Polónia, especialmente para os judeus. Alex é judeu e tem onze anos. Quando a sua mãe desaparece e o pai é "seleccionado" pelo exército alemão para ir para um destino desconhecido, Alex, completamente sozinho, é obrigado a refugiar-se num edifício abandonado na Rua dos Pássaros onde vai aguentar um Inverno. Pacientemente, sem pressas, Alex vai sobrevivendo, enquanto espera o regresso do pai. Por um nicho de luz, Alez consegue vislumbrar os escombros, a degradação e miséria total a que aquela terra, outrora tão apetecível, foi votada."Opinião Literária:
Este livro fala de um tema que não é propriamente fora do comum - a II Guerra Mundial. Só por aí já tinha alguns receios em relação ao livro; não que não me interesse pelo assunto mas sim pelo facto de ser muito (mal) abordado em certos livros. História é História e confunde-me um pouco aquela ficção histórica fantasiada. Contudo, tal não ocorreu com este livro; aliás, um dos pormenores que gostei desta obra foi o facto de a acção ter ocorrido na Polónia e não na típica Alemanha. Em termos de cenários e barra cronológica, tudo muito bem escrito.
Em relação às personagens, adorei-as a todas! São bastante inocentes e ingénuas, especialmente porque estão a ser vistas através dos olhos de Alex. Acho que o facto de ele ter apenas 11 anos não tornou a história menos bela ou realista, apenas tivemos acesso a uma visão diferente à qual estamos habituados. No meu caso, até ajudou pois tornou o livro mesmo muito fácil de se ler.
Como é uma obra infanto-juvenil, não estejam à espera de uma linguagem complexa - é bastante simples e sem grandes rodeios. Apesar disso, é também delicada e sensível. Gostei bastante do livro, a leitura foi intensa mas não chocante. Deu para entreter e aquecer o coração. E deu para recordar essa época histórica que não deve ser esquecida.
Título: A Ilha na Rua dos Pássaros
Autor: Uri Orlev
Número de páginas: 170
Publicado em: 1981
Goodreads: aqui
Pontuação: 5 Estrelas
terça-feira, 13 de outubro de 2015
[Opinião Literária] A Cidade e as Serras - Eça de Queirós
Sinopse:
"A «novela fantasista» como Eça de Queirós chamou à Cidade e as Serras denuncia um aspecto importante da vida do escritor.
A partir dos trinta anos, Eça escreve várias cartas aos seus amigos em que denuncia essa ânsia por uma vida de família que o retempere do «descampado do sentimentalismo» de que estava cansado.
A autenticidade da fotografia que reproduzimos - Eça de Queirós com sua filha - é um documento complementar deste livro, não só por ser contemporânea da sua feitura, como pelo ambiente de paz de que é expressão".
Opinião Literária:
Olá olá! Ultimamente não tenho escrito muitas opiniões e admito que tenho algumas saudades; dá sempre muito trabalho mas quando escrevo sinto que estou a fazer algo muito mais útil. Não consigo explicar mas sinto que estou,de facto, a ajudar os leitores a escolher os seus livros com uma opinião honesta e preparada, não apenas dizer 'gostei muito'.
Avançando este pequeno desabafo (penso que irei fazer 1 Deambulando sobre este assunto!), li este livro no 11º ano, supostamente substituindo Os Maias pois esse livro é considerado demasiado grande e denso; tenho um sério problema com a minha escola por ter substituído um dos maiores clássicos portugueses por um livro com metade da qualidade só por uma questão de tamanho.
Com esta introdução, já deu para perceber que este livro não conseguiu arrebatar-me. A história é bastante bonita e interessante, como sempre, Eça brinca com a posição dos burgueses e da riqueza mal dividida pela sociedade. A descrição feita em Paris cativou-me mais do que a parte em Portugal, onde senti que a acção parou um pouco e arrastou-se; penso que a melhor parte desta acção é a explicação histórica sobre o que está a ocorrer em Portugal em 1800s, ou seja, a famosa guerra civil entre dois irmãos. Esta parte foi, de facto, interessante e gostei bastante! Há sempre uma base um pouco política nos livros de Eça, onde esta é abordada de uma forma um pouco leviana e completamente clara para o leitor, algo que gosto bastante nas obras dele.
Quanto às personagens, não senti ligação com nenhuma em especial mas achei-as mesmo muito divertidas, algo que não senti em Os Maias. São planas, sem grandes segredos ou complexidades, feitas para criar o riso. Há um grande choque entre Jacinto, o menino rico que tenta mostrar-se intelectual apesar de não o ser e os habitantes das terras em Portugal (desculpem, não me lembro do nome!), onde são completamente simples, sem qualquer tipo de luxos. Como poderão adivinhar, este livro tem um final óbvio e feliz e o desenvolvimento foca-se no crescimento de Jacinto, tornando-o numa pessoa melhor.
No geral, é um livro bom! Pode parecer que não pois esta opinião não está a focar-se muito nos pontos positivos MAS gostei mesmo muito deste livro, apenas não teve a qualidade de Os Maias; é mais pequeno e penso que tem um objectivo diferente - divertir. Aconselho este livro vivamente para leituras descontraídas, contudo, com qualidade e com clássicos. Vi este livro como a chick lit da altura! ;-)
Título: A Cidade e as Serras
Autor: Eça de Queirós
Número de Páginas: 247
Publicado em: 1901
Goodreads: aqui
Pontuação: 3 Estrelas
"A «novela fantasista» como Eça de Queirós chamou à Cidade e as Serras denuncia um aspecto importante da vida do escritor.
A partir dos trinta anos, Eça escreve várias cartas aos seus amigos em que denuncia essa ânsia por uma vida de família que o retempere do «descampado do sentimentalismo» de que estava cansado.
A autenticidade da fotografia que reproduzimos - Eça de Queirós com sua filha - é um documento complementar deste livro, não só por ser contemporânea da sua feitura, como pelo ambiente de paz de que é expressão".
Opinião Literária:
Olá olá! Ultimamente não tenho escrito muitas opiniões e admito que tenho algumas saudades; dá sempre muito trabalho mas quando escrevo sinto que estou a fazer algo muito mais útil. Não consigo explicar mas sinto que estou,de facto, a ajudar os leitores a escolher os seus livros com uma opinião honesta e preparada, não apenas dizer 'gostei muito'.
Avançando este pequeno desabafo (penso que irei fazer 1 Deambulando sobre este assunto!), li este livro no 11º ano, supostamente substituindo Os Maias pois esse livro é considerado demasiado grande e denso; tenho um sério problema com a minha escola por ter substituído um dos maiores clássicos portugueses por um livro com metade da qualidade só por uma questão de tamanho.
Com esta introdução, já deu para perceber que este livro não conseguiu arrebatar-me. A história é bastante bonita e interessante, como sempre, Eça brinca com a posição dos burgueses e da riqueza mal dividida pela sociedade. A descrição feita em Paris cativou-me mais do que a parte em Portugal, onde senti que a acção parou um pouco e arrastou-se; penso que a melhor parte desta acção é a explicação histórica sobre o que está a ocorrer em Portugal em 1800s, ou seja, a famosa guerra civil entre dois irmãos. Esta parte foi, de facto, interessante e gostei bastante! Há sempre uma base um pouco política nos livros de Eça, onde esta é abordada de uma forma um pouco leviana e completamente clara para o leitor, algo que gosto bastante nas obras dele.
Quanto às personagens, não senti ligação com nenhuma em especial mas achei-as mesmo muito divertidas, algo que não senti em Os Maias. São planas, sem grandes segredos ou complexidades, feitas para criar o riso. Há um grande choque entre Jacinto, o menino rico que tenta mostrar-se intelectual apesar de não o ser e os habitantes das terras em Portugal (desculpem, não me lembro do nome!), onde são completamente simples, sem qualquer tipo de luxos. Como poderão adivinhar, este livro tem um final óbvio e feliz e o desenvolvimento foca-se no crescimento de Jacinto, tornando-o numa pessoa melhor.
No geral, é um livro bom! Pode parecer que não pois esta opinião não está a focar-se muito nos pontos positivos MAS gostei mesmo muito deste livro, apenas não teve a qualidade de Os Maias; é mais pequeno e penso que tem um objectivo diferente - divertir. Aconselho este livro vivamente para leituras descontraídas, contudo, com qualidade e com clássicos. Vi este livro como a chick lit da altura! ;-)
Título: A Cidade e as Serras
Autor: Eça de Queirós
Número de Páginas: 247
Publicado em: 1901
Goodreads: aqui
Pontuação: 3 Estrelas
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
[Opinião Literária] Escrito com Olhos - Teresa de Paiva
Olá olá! Hoje trago-vos a opinião do último livro de poesia que li - intitula-se Escrito com Olhos e é da autoria de Teresa de Paiva. A página do Goodreads deste livro está um pouco pobrezinha, pelo que achei melhor falar aqui um pouco sobre este livro.Teresa de Paiva nasceu a 1 de Março de 1959 e é do Porto; a sua formação académica foca-se nas Línguas, contudo, frequentou também o curso de Psicologia. Quanto ao livro, este é relativamente curso, tem apenas 46 páginas, pelo que podemos lê-lo rapidamente :-)
Posso dizer que fiquei muito fã da escrita da poetisa - é bastante sensível mas sem grandes floreados. As palavras foram escolhidas de forma inteligente, ou seja, não são de todo complicadas apenas para encher o texto mas também não caem no tom vulgar/coloquial. Os seus temas são bastante diversificados, a maioria focando-se na passagem da vida,algo que me interessa imenso! O ritmo de leitura é muito favorável, não é cansativo e podemos ler o livro de 1 só vez.
O que me fez dar 4 estrelas foi o facto da estrutura da maioria dos poemas ter sido como que poesia prosaica, com versos demasiado longos; rimas não é algo que aprecie muito mas gosto de ver o poema com uma certa estrutura e nestes poemas de Teresa de Paiva a estrutura foi desconstruída e, por vezes, não ficava assim tão bem.
De qualquer forma, foi uma óptima leitura, recomendo vivamente! Apoiem a poesia nacional ;-)
Título: Escrito com Olhos
Autora: Teresa de Paiva
Número de Páginas: 46
Publicado em: 2012
Goodreads: aqui
Pontuação: 4 Estrelas
terça-feira, 11 de agosto de 2015
[Opinião Literária] A Game of Thrones - George R.R. Martin
Sinopse:
"Summers span decades. Winter can last a lifetime. And the struggle for the Iron Throne has begun. As Warden of the north, Lord Eddard Stark counts it a curse when King Robert bestows on him the office of the Hand. His honour weighs him down at court where a true man does what he will, not what he must … and a dead enemy is a thing of beauty. The old gods have no power in the south, Stark’s family is split and there is treachery at court. Worse, the vengeance-mad heir of the deposed
Dragon King has grown to maturity in exile in the Free Cities. He claims the Iron Throne."
Opinião Literária:
Olá olá! Decidi fazer a opinião logo este mês para não cair em 'esquecimento' em termos de detalhes e tudo mais. A história é, no mínimo, surreal - é complicado seguir todos os detalhes do livro se não tiveste algum contacto com a série. Há muita informação a surgir e muitos nomes para trocar. Felizmente, a edição que tenho está muito bem preparada pois tem dois mapas que representam o norte e sul de Westeros; tem também um apêndice onde estão representadas todas as casas que irão surgir nesse volume.
Quanto à escrita de G.R.R.Martin, esta é bastante simples e descritiva, tornando-se fácil de imaginar as personagens e locais na nossa mente. Não é complexa, algo que me desiludiu um pouco; isto parece não fazer sentido mas tenho sempre a esperança que um livro tão aclamado traga algum mérito em termos formais mas, neste caso, não trouxe. Não foi fora do comum e todo a atenção foca-se na imaginação de Martin.
A estrutura do livro é também bastante interessante e torna-se muito mais fácil de ler - não é tão maçador e cria uma relação deliciosa com o leitor pois entramos na mente das personagens :-) Há algumas personagens que estão muito mais favorecidas na série do que nos livros mas isso são pormenores que não interessam para um leitor sem contacto com a série.
O que me fez dar 4 estrelas ao livro? O tamanho dele. O livro foi excessivamente grande para a quantidade de informação que nos trouxe. Um livro daquele tamanho foi representado em apenas uma temporada, o que nos desmotiva logo. As edições portuguesas, apesar de criticadas, são bastante inteligentes - torna-se mais fácil ler dois livros do que apenas um daquele tamanho mas para quem sabe das edições inglesas, torna-se ainda mais revoltante. Acabei por ler dois livros, cada um com aproximadamente 500páginas e a acção não correspondeu ao número destas nem às expectativas. Espero que o próximo livro tenha mais acção!
Título: A Game of Thrones
Autor: George R.R. Martin
Número de Páginas: 835
Publicado em: 1996
Goodreads: aqui
Pontuação: 4 Estrelas
"Summers span decades. Winter can last a lifetime. And the struggle for the Iron Throne has begun. As Warden of the north, Lord Eddard Stark counts it a curse when King Robert bestows on him the office of the Hand. His honour weighs him down at court where a true man does what he will, not what he must … and a dead enemy is a thing of beauty. The old gods have no power in the south, Stark’s family is split and there is treachery at court. Worse, the vengeance-mad heir of the deposed
Dragon King has grown to maturity in exile in the Free Cities. He claims the Iron Throne."
Opinião Literária:
Olá olá! Decidi fazer a opinião logo este mês para não cair em 'esquecimento' em termos de detalhes e tudo mais. A história é, no mínimo, surreal - é complicado seguir todos os detalhes do livro se não tiveste algum contacto com a série. Há muita informação a surgir e muitos nomes para trocar. Felizmente, a edição que tenho está muito bem preparada pois tem dois mapas que representam o norte e sul de Westeros; tem também um apêndice onde estão representadas todas as casas que irão surgir nesse volume.
Quanto à escrita de G.R.R.Martin, esta é bastante simples e descritiva, tornando-se fácil de imaginar as personagens e locais na nossa mente. Não é complexa, algo que me desiludiu um pouco; isto parece não fazer sentido mas tenho sempre a esperança que um livro tão aclamado traga algum mérito em termos formais mas, neste caso, não trouxe. Não foi fora do comum e todo a atenção foca-se na imaginação de Martin.
A estrutura do livro é também bastante interessante e torna-se muito mais fácil de ler - não é tão maçador e cria uma relação deliciosa com o leitor pois entramos na mente das personagens :-) Há algumas personagens que estão muito mais favorecidas na série do que nos livros mas isso são pormenores que não interessam para um leitor sem contacto com a série.
O que me fez dar 4 estrelas ao livro? O tamanho dele. O livro foi excessivamente grande para a quantidade de informação que nos trouxe. Um livro daquele tamanho foi representado em apenas uma temporada, o que nos desmotiva logo. As edições portuguesas, apesar de criticadas, são bastante inteligentes - torna-se mais fácil ler dois livros do que apenas um daquele tamanho mas para quem sabe das edições inglesas, torna-se ainda mais revoltante. Acabei por ler dois livros, cada um com aproximadamente 500páginas e a acção não correspondeu ao número destas nem às expectativas. Espero que o próximo livro tenha mais acção!
Título: A Game of Thrones
Autor: George R.R. Martin
Número de Páginas: 835
Publicado em: 1996
Goodreads: aqui
Pontuação: 4 Estrelas
sábado, 8 de agosto de 2015
[Opinião Literária] White Noise - Don DeLillo
Sinopse:
"A brilliant satire of mass culture and the numbing effects of technology, White Noise tells the story of Jack Gladney, a teacher of Hitler studies at a liberal arts college in Middle America. Jack and his fourth wife, Babette, bound by their love, fear of death, and four ultramodern offspring, navigate the rocky passages of family life to the background babble of brand-name consumerism. Then a lethal black chemical cloud, unleashed by an industrial accident, floats over their lives, an "airborne toxic event" that is a more urgent and visible version of the white noise engulfing the Gladneys—the radio transmissions, sirens, microwaves, and TV murmurings that constitute the music of American magic and dread."
Opinião Literária:
A escrita do autor é brilhante - é por aí que posso começar e terminar. O livro aborda um tema que agora está bastante em voga e que considero que tem de ser debatido mais vezes; em termos de temática, o livro é excelente. É satírico no que toca ao consumismo, à poluição, ao medo constante de morrer e à troca das nossas crenças religiosas por compras materiais. É divertido e irónico de uma ponta à outro, é impossível não adorar esse aspecto.
O que se perdeu um pouco no livro é a estrutura dele e o conteúdo em si - o tema foi bem explorado, os traços característicos da escrita do autor estão lá... Só faltou matéria suficiente para as mais de 300páginas que o livro tem. Senti que nada avançava e apenas havia uma continuidade de críticas e julgamentos - onde está o desenvolvimento das personagens? Da história? Há um desenrolar, no final percebemos o avanço que houve mas até lá chegarmos... Foi muito tempo de leitura e suor.
Acabei por dar apenas 3 estrelas ao livro pois ele ficou muito aquém das minhas expectativas - e mesmo apenas com 3 estrelas foi um livro excelente e que aconselho a toda a gente! Penso que é um livro de 4 estrelas, apenas não foi uma boa experiência lê-lo; foi excelente ler SOBRE ele, analisá-lo, estudá-lo... Lê-lo foi bastante aborrecido e demorado. É uma pena!
Título: White Noise
Autor: Don DeLillo
Número de Páginas: 320
Publicado em: 1999
Goodreads: aqui
Pontuação: 3 Estrelas
"A brilliant satire of mass culture and the numbing effects of technology, White Noise tells the story of Jack Gladney, a teacher of Hitler studies at a liberal arts college in Middle America. Jack and his fourth wife, Babette, bound by their love, fear of death, and four ultramodern offspring, navigate the rocky passages of family life to the background babble of brand-name consumerism. Then a lethal black chemical cloud, unleashed by an industrial accident, floats over their lives, an "airborne toxic event" that is a more urgent and visible version of the white noise engulfing the Gladneys—the radio transmissions, sirens, microwaves, and TV murmurings that constitute the music of American magic and dread."
Opinião Literária:
A escrita do autor é brilhante - é por aí que posso começar e terminar. O livro aborda um tema que agora está bastante em voga e que considero que tem de ser debatido mais vezes; em termos de temática, o livro é excelente. É satírico no que toca ao consumismo, à poluição, ao medo constante de morrer e à troca das nossas crenças religiosas por compras materiais. É divertido e irónico de uma ponta à outro, é impossível não adorar esse aspecto.
O que se perdeu um pouco no livro é a estrutura dele e o conteúdo em si - o tema foi bem explorado, os traços característicos da escrita do autor estão lá... Só faltou matéria suficiente para as mais de 300páginas que o livro tem. Senti que nada avançava e apenas havia uma continuidade de críticas e julgamentos - onde está o desenvolvimento das personagens? Da história? Há um desenrolar, no final percebemos o avanço que houve mas até lá chegarmos... Foi muito tempo de leitura e suor.
Acabei por dar apenas 3 estrelas ao livro pois ele ficou muito aquém das minhas expectativas - e mesmo apenas com 3 estrelas foi um livro excelente e que aconselho a toda a gente! Penso que é um livro de 4 estrelas, apenas não foi uma boa experiência lê-lo; foi excelente ler SOBRE ele, analisá-lo, estudá-lo... Lê-lo foi bastante aborrecido e demorado. É uma pena!
Título: White Noise
Autor: Don DeLillo
Número de Páginas: 320
Publicado em: 1999
Goodreads: aqui
Pontuação: 3 Estrelas
terça-feira, 23 de junho de 2015
[Opinião Literária] If Only it Were True - Marc Levy
Sinopse:
"What do you do when you find a stranger in your closet; particularly when she's surprised that you can even see her -- and she can disappear and reappear at whim? What if she then tells you that her body is actually in a coma on the other side of town? Should you have her see a psychiatrist or should you consult one yourself? Or do you take a chance and believe in her, and allow yourself to be swept up in an extraordinary adventure?
This is the beginning of the dilemma that Arthur, a young San Francisco architect, is faced with when he discovers Lauren in his apartment.
Arthur is the only man who can share Lauren's secret, the only one who can see her, hear her, and talk to her when no one else so much as senses her presence. So when doctors prepare to end Lauren's physical care -- which would destroy the magical bond she and Arthur cherish -- he must find a way to save her. For, after all, it is only her love that can save him."
“It's when you give something that you have very little of, that you truly give."
Opinião Literária:
Esta foi uma obra que li há algum tempo atrás e que ficou um pouco perdida na gaveta, com muita pena minha. Estava a arrumar as minhas leituras no Goodreads e reparei que faltava a opinião deste livro do qual até tenho uma opinião positiva. Melhor partilhá-la, não é? ;-)
O enredo não é nada demais nem nada de novo trazido para a literatura - fantasmas, experiências paranormais, médicos e por aí além. Mas a verdade é que, mesmo não sendo algo invulgar, não consegue deixar de ser surpreendente e de agarrar o leitor ao livro. Mesmo lendo sobre este tema vezes sem conta, ficamos sempre surpreendidos! Não existem grandes contornos na história, não há uma base relativamente sólida sobre o que ocorreu - apenas sabemos que algo aconteceu.
As personagens são a parte mais cativante do livro - são divertidas, entretém o leitor e não criam grandes polémicas nem questões.
No geral, é 1 livro que me marcou? Não. É 1 livro que divertiu? Sem dúvida. Nem todos os livros têm de ser como Saramago e visto que está a chegar o Verão, sabe bem descontrair e ler estas histórias de amor sem grandes filosofias, apenas sonhos. Há acção, romance, comédia e divertimento garantido. Infelizmente, não há nada de completa diferença que o distinga de vários outros livros do mesmo género. Este é um bom livro para levar para as férias, visto que é uma leitura agradável e suave, em Portugal é versão pocket e penso que apenas custou 8€!
Pontuação:
Título: If Only it were True
Autor: Marc Levy
Número de Páginas: 216
Publicado em: 2000
Goodreads:aqui
"What do you do when you find a stranger in your closet; particularly when she's surprised that you can even see her -- and she can disappear and reappear at whim? What if she then tells you that her body is actually in a coma on the other side of town? Should you have her see a psychiatrist or should you consult one yourself? Or do you take a chance and believe in her, and allow yourself to be swept up in an extraordinary adventure?
This is the beginning of the dilemma that Arthur, a young San Francisco architect, is faced with when he discovers Lauren in his apartment.
Arthur is the only man who can share Lauren's secret, the only one who can see her, hear her, and talk to her when no one else so much as senses her presence. So when doctors prepare to end Lauren's physical care -- which would destroy the magical bond she and Arthur cherish -- he must find a way to save her. For, after all, it is only her love that can save him."
“It's when you give something that you have very little of, that you truly give."
Opinião Literária:
Esta foi uma obra que li há algum tempo atrás e que ficou um pouco perdida na gaveta, com muita pena minha. Estava a arrumar as minhas leituras no Goodreads e reparei que faltava a opinião deste livro do qual até tenho uma opinião positiva. Melhor partilhá-la, não é? ;-)
O enredo não é nada demais nem nada de novo trazido para a literatura - fantasmas, experiências paranormais, médicos e por aí além. Mas a verdade é que, mesmo não sendo algo invulgar, não consegue deixar de ser surpreendente e de agarrar o leitor ao livro. Mesmo lendo sobre este tema vezes sem conta, ficamos sempre surpreendidos! Não existem grandes contornos na história, não há uma base relativamente sólida sobre o que ocorreu - apenas sabemos que algo aconteceu.
As personagens são a parte mais cativante do livro - são divertidas, entretém o leitor e não criam grandes polémicas nem questões.
No geral, é 1 livro que me marcou? Não. É 1 livro que divertiu? Sem dúvida. Nem todos os livros têm de ser como Saramago e visto que está a chegar o Verão, sabe bem descontrair e ler estas histórias de amor sem grandes filosofias, apenas sonhos. Há acção, romance, comédia e divertimento garantido. Infelizmente, não há nada de completa diferença que o distinga de vários outros livros do mesmo género. Este é um bom livro para levar para as férias, visto que é uma leitura agradável e suave, em Portugal é versão pocket e penso que apenas custou 8€!
Pontuação:
Título: If Only it were True
Autor: Marc Levy
Número de Páginas: 216
Publicado em: 2000
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terça-feira, 16 de junho de 2015
[Opinião Literária] The Casual Vacancy - J.K.Rowling
Sinopse:"When Barry Fairbrother dies in his early forties, the town of Pagford is left in shock. Pagford is, seemingly, an English idyll, with a cobbled market square and an ancient abbey, but what lies behind the pretty façade is a town at war. Rich at war with poor, teenagers at war with their parents, wives at war with their husbands, teachers at war with their pupils ... Pagford is not what it first seems.
And the empty seat left by Barry on the parish council soon becomes the catalyst for the biggest war the town has yet seen. Who will triumph in an election fraught with passion, duplicity and unexpected revelations?"
“It was strange how your brain could know what your heart refused to accept."
Opinião Literária:
Sabem o que tornou este livro especial? O efeito especial que ele cria ao leitor. Aquela sensação de 'não acredito que isto aconteceu'. A história não é nada extraordinária, pelo contrário, achei-a aborrecida e li o livro rapidamente pois viva o Verão. As personagens têm 1 caracterização riquíssima, algo que também poderei dizer dos cenários - são bastante visuais e descritos ao pormenor. A escrita foi 1 choque (quem não o teve?), não estava de todo preparada! Contudo, foi uma evolução agradável e foi uma escrita que me cativou a atenção, gostei mais deste registo do que o registo utilizado em Harry Potter - faixas etárias diferentes.
É um livro que aconselho a todos, sem dúvida. Se tens medo que apanhes 1 desilusão ou se pensas 'lá se vai a minha infância', ela vai-se por 1 boa leitura! O livro cria uma atmosfera só sua e do leitor, tão interessante e envolvente que sentimos que lemos 500páginas e que não chegamos a lado nenhum - na verdade, chegamos a todos os lados.
“But who could bear to know which stars were already dead, she thought, blinking up at the night sky; could anybody stand to know that they all were?”
Pontuação:
Título: The Casual Vacancy
Autor: J.K. Rowling
Número de Páginas: 503
Publicado em: 2012
Goodreads: aqui
terça-feira, 14 de abril de 2015
[Opinião Literária] On the Road - Jack Kerouac
Sinopse: On the Road
chronicles Jack Kerouac's years traveling the North American continent
with his friend Neal Cassady, "a sideburned hero of the snowy West." As
"Sal Paradise" and "Dean Moriarty," the two roam the country in a quest
for self-knowledge and experience. Kerouac's love of America, his
compassion for humanity, and his sense of language as jazz combine to
make On the Road an inspirational work of lasting importance.Opinião Literária: Mais um livro que li graças à minha licenciatura e que, felizmente, adorei! Começo por relembrar que este livro é um clássico da literatura norte americana contemporânea e que representa uma geração problemática, presa e atormentada por várias guerras e pelo capitalismo americano. Acima de tudo, procuravam a essência americana, sem qualquer tipo de barreiras ou compromissos com o 'mundo real': empregos, famílias, responsabilidades.
A escrita é bastante agitada e turbulenta, sem grande organização,o que torna o livro mais entusiasmante. Quanto ao seu poder de palavra, Kerouac escolhe as melhores palavras e frases - todo o texto está homogéneo, segue o mesmo ritmo acelerado e desordenado, contudo, com lógica.
Quanto às personagens, estas são reais (pormenores que dependem se estão a ler The Original Scroll ou não), o que torna toda a história mais excitante. São loucas, não perdem qualquer segundo a ponderar em filosofias, sentem tudo genuinamente, como que desfazendo a sua vida aos bocados - tudo à volta de Dean Moriarty/Neal Cassady.
No geral, o que interessa não são os enredos ou as personagens mas sim a sensação que recebes ao ler este livro. Quando o terminei, senti que era capaz de vencer mesmo quando fosse perder, que a vida era uma constante viagem e que era necessário avançar; que tudo o que temos à nossa volta é acessório e que,futuramente, irei começar a minha definitiva viagem.
Um maravilhoso livro, com tudo o que e crucial para marcar um leitor; com várias frases e mensagens que sublinhei e que irei reler!
Título: On the Road
Autor: Jack Kerouac
Número de páginas: 307
Publicado em: 1957
Goodreads: aqui
quinta-feira, 12 de março de 2015
[Opinião Literária] Let it Snow - Vários Autores
Sinopse:
" Sparkling white
snowdrifts, beautiful presents wrapped in ribbons, and multicolored
lights glittering in the night through the falling snow. A Christmas Eve
snowstorm transforms one small town into a romantic haven, the kind you
see only in movies. Well, kinda. After all, a cold and wet hike from a
stranded train through the middle of nowhere would not normally end with
a delicious kiss from a charming stranger. And no one would think that a
trip to the Waffle House through four feet of snow would lead to love
with an old friend. Or that the way back to true love begins with a
painfully early morning shift at Starbucks. Thanks to three of today’s
bestselling teen authors—John Green, Maureen Johnson, and Lauren
Myracle—the magic of the holidays shines on these hilarious and charming
interconnected tales of love, romance, and breathtaking kisses."
Opinião Literária:
Um livro de Natal que acabou por receber esta opinião apenas na Primavera... De facto, é uma pena mas apenas consegui agendar esta opinião agora. A estrutura deste livro é interessante - personagens diferentes mas interligadas ao longo dos contos. Os contos eram relativamente grandes, o que me agradou bastante pois pudemos compreender melhor a dinâmica das personagens. No geral, foi um livro leve e divertido, sem qualquer tipo de reflexão ou mensagem - apenas algumas gargalhadas e a típica luta pelo 'verdadeiro amor'. Em termos de autores, John Green foi o autor que menos gostei neste livro - achei as personagens relativamente fracas e sem grande descrição ou relevo, sem contar com os diálogos exagerados e sem grande sentido. Johnson e Myracle apresentaram uma escrita relativamente homogénea, penso que não existem grandes vacilos. A pontuação que atribuí justifica-se pela estrutura do livro, gostei bastante da ideia e do facto de terem cooperado para que tenha funcionado.
Um livro light e sem grande 'ciência' atrás dele - apenas o espírito natalício.
Título: Let it Snow
Autor: John Green, Maureen Johnson, Lauren Myracle
Número de páginas: 352
Lido em: Paperback
Mais informações em: Goodreads
Classificação:
" Sparkling white
snowdrifts, beautiful presents wrapped in ribbons, and multicolored
lights glittering in the night through the falling snow. A Christmas Eve
snowstorm transforms one small town into a romantic haven, the kind you
see only in movies. Well, kinda. After all, a cold and wet hike from a
stranded train through the middle of nowhere would not normally end with
a delicious kiss from a charming stranger. And no one would think that a
trip to the Waffle House through four feet of snow would lead to love
with an old friend. Or that the way back to true love begins with a
painfully early morning shift at Starbucks. Thanks to three of today’s
bestselling teen authors—John Green, Maureen Johnson, and Lauren
Myracle—the magic of the holidays shines on these hilarious and charming
interconnected tales of love, romance, and breathtaking kisses." Opinião Literária:
Um livro de Natal que acabou por receber esta opinião apenas na Primavera... De facto, é uma pena mas apenas consegui agendar esta opinião agora. A estrutura deste livro é interessante - personagens diferentes mas interligadas ao longo dos contos. Os contos eram relativamente grandes, o que me agradou bastante pois pudemos compreender melhor a dinâmica das personagens. No geral, foi um livro leve e divertido, sem qualquer tipo de reflexão ou mensagem - apenas algumas gargalhadas e a típica luta pelo 'verdadeiro amor'. Em termos de autores, John Green foi o autor que menos gostei neste livro - achei as personagens relativamente fracas e sem grande descrição ou relevo, sem contar com os diálogos exagerados e sem grande sentido. Johnson e Myracle apresentaram uma escrita relativamente homogénea, penso que não existem grandes vacilos. A pontuação que atribuí justifica-se pela estrutura do livro, gostei bastante da ideia e do facto de terem cooperado para que tenha funcionado.
Um livro light e sem grande 'ciência' atrás dele - apenas o espírito natalício.
Título: Let it Snow
Autor: John Green, Maureen Johnson, Lauren Myracle
Número de páginas: 352
Lido em: Paperback
Mais informações em: Goodreads
Classificação:
sábado, 21 de fevereiro de 2015
[Opinião Literária] Nómada - Stephanie Meyer
Título: NómadaAutor: Stephanie Meyer
Número de páginas: 620
Sinopse:
"Melanie Stryder refuses to fade away. The earth has been invaded by a species that take over the minds of human hosts while leaving their bodies intact. Wanderer, the invading "soul" who has been given Melanie's body, didn't expect to find its former tenant refusing to relinquish possession of her mind.
As Melanie fills Wanderer's thoughts with visions of Jared, a human who still lives in hiding, Wanderer begins to yearn for a man she's never met. Reluctant allies, Wanderer and Melanie set off to search for the man they both love." (mais em Goodreads)
“It's not the face, but the expressions on it.
It's not the voice, but what you say. It's not how you look in that body, but the thing you do with it. You are beautiful.”
Opinião Literária:
Este livro tinha todo um cenário para me afastar dele e não o desejar ler - aliens dentro de humanos, Terra dominada, almas que caminham? Não, obrigada. Contudo, posso dizer que este livro mereceu as 4 estrelas que lhe dei e foi surpreendemente bom. Apesar de demorar a entrar na história, não foi em parte alguma aborrecido, pelo contrário; devorei o livro rapidamente, a escrita é deliciosa e, apesar do livro ser enorme, o tamanho da fonte é relativamente grande, o que faz com que a leitura flua mais naturalmente. Sem contar com o facto de que os capítulos são pequenos! Estes pequenos pormenores ajudam a que o leitor leia sem se aperceber da quantidade de folhas e sem ter de prestar muita atenção ao fio condutor.
Apesar de cair em alguns clichés (aviões todos xpto, aquela ideia de rebelião), a ideia geral até é bastante inovadora: não são aliens 'físicos' mas sim uns seres um pouco parecidos com bactérias que entram no corpo das personagens, a ideia de que o amor não tem qualquer tipo de fronteiras (mesmo estas sendo entre galáxias!) e que nem tudo o que é exterior ao nosso campo de conhecimento é necessariamente mau.
Sem querer alongar muito mais esta opinião, é um livro mediano - não é brilhante nem traz nada de extraordinário mas também não é medíocre pois tem vários detalhes que fazem deste um livro com certa qualidade: a descrição dos espaços, alguns pormenores interessantes, a própria estrutura... Penso que o seu maior erro estará então na descrição de algumas personagens que deixou um pouco a desejar.
“Perhaps there could be no joy on this planet without an equal weight of pain to balance it out on some unknown scale.”
sábado, 14 de fevereiro de 2015
[Opinião Literária] Hymns to the Night - Novalis
Título: Hymns to the NightAutor: Novalis
Número de páginas: 55
Opinião Literária:
Quem estuda literatura alemã e chega ao período Romântico, é necessário fazer uma pausa em Novalis. Este autor teve a típica vida de um poeta romântico - a sua amada morreu bastante nova e ele também, devido à tuberculose. Hymns to the Night é a primeira obra deste após a morte da rapariga que cortejava, pelo que tem uma carga bastante melancólica e pesssimista. A obra divide-se em 6 partes, cada uma dedicada 1 espécide de 'temática' diferente, contudo, as sensações são as mesmas. É uma coletânica que considerei relativamente maçadora se lida de uma só vez - poderá tornar-se demasiado pesado e até exagerado, pelo que necessitamos de uma pausa após a leitura de cada parte, para intepretarmos melhor os sentimentos de Novalis. A riqueza desta obra é imensa pelo simples facto de conter vários tipos de expressão: prosa, poesia, poesia prosaica... Dentro da poesia, temos vários esquemas de rima, o que mostra a grande preparação que o autor tinha em termos didáticos.
Acima de tudo, é uma obra 'sem papas na língua', onde Novalis se exprime sem ter qualquer tipo de receio em chocar em emocionar a plateia - apenas deseja mostrar-se ao mundo tal como é, sem qualquer desejo de mudar. Em termos de estudo, simplesmente adorei a obra pela importância que esta tem em relação ao movimento.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
[Opinião Literária] Gritos Silenciosos - Patrícia M. Pereira
Título: Gritos SilenciososAutor: Patrícia M. Pereira
Número de páginas: 56
Opinião Literária:
Primeira opinião literária de um livro de poesia de 2015! Uma das coisas que quero melhorar nos meus hábitos literários é a quantidade de livros que poesia que leio - apesar de adorar poesia, leio muito poucos livros e antologias; algo a mudar este ano. De qualquer forma, este foi o último livro de poesia que li em 2014 e confesso que não morri de amores, o que é uma pena. A estrutura formal não tem qualquer tipo de embelezamento, nada demais - o que me incomodou no livro foi a forma como a autora exprimiu as suas sensações; todas as pessoas têm direito a exprimir-se livremente e não julgo de todo,apenas não achei sublime a forma como se mostrou ao mundo literário, ao ler senti algum impasse em libertar-se, o que acabou numa série de poemas demasiado forçados.
Apesar desta questão que me levou a dar apenas 3 estrelas ao livro, existe algo que torna a poesia de Patrícia M. Pereira singular - as suas temáticas. Penso que nunca li poemas tão realistas ao denunciar os vícios da socieidade e a descrever classes mais desfavorecidas; estes temas misturados com a sua escrita terminam numa poesia bastante descritiva e denunciadora.
Apesar de não ser um livro que irei reler, achei interessante a obra poética desta autora, especialmente ao analisá-la e a reparar que os seus medos e queixumes são similares aos dos outros poetas que já li. Ou talvez todos os poetas tenham os mesmos problemas, quem sabe?
Poemas da autora presentes nos Poemas da Quinzena: Quebrada e Penso, penso, penso...
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
[Opinião Literária] The Rape of the Lock - Alexander Pope
Título: The Rape of the LockAutor: Alexander Pope
Número de páginas: 53
Opinião Literária:
Decidi fazer logo esta opinião pois já li este texto duas vezes, ambas num contexto universitário; é, portanto, uma obra cansativa e sem grande interesse por si só, as suas maravilhas encontram-se na estrutura do poema e no contexto histórico.
O poema fala-nos então do roubo de 1 caracol de 1rapariga. O cenário é neoclássico, onde a frivolidade e o fútil demonstram o seu esplendor. De forma a honrar a jovem, Pope escreve este poema longo contando toda a história, de forma a que toda a corte saiba do sucedido (não importa o que a rapariga sente, apenas o que a corte acha...). Todo o poema é heróico e satírico ao mesmo tempo: a descrição da rapariga indo para um baile como se fosse para a guerra, um concílio de figuras mitológicas para tecerem o destino da rapariga... A maquinaria que este poema apresenta é incrível, das melhores que já vi. Tal como disse, poderá não ser o poema mais marcante ou interessante alguma vez já criado mas definitivamente tem o seu valor histórico e é uma leitura obrigatória para quem gosta de história no papel.
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
[Opinião Literária] The Fellowship of the Ring - J.R.R.Tolkien

Autor: J.R.R.Tolkien
Número de páginas: 398
Sinopse:
"Frodo Baggins knew the Ringwraiths were searching for him - and the Ring of Power he bore that would enable Sauron to destroy all that was good in Middle-earth. Now it was up to Frodo and his faithful servant Sam to carry the Ring to where it could be detroyed - in the very center of Sauron's dark kingdom." (mais em Goodreads)
Opinião Literária:
Quase que não era preciso uma sinopse,pois não? De qualquer forma,decidi pô-la pois há muita gente que já ouviu falar mas que não sabe sobre o que é especificamente (acreditem,eu própria andava um pouco perdida antes de entrar neste mundo ficcional). Queria começar pelo aspeto mais fascinante deste livro e direi saga até, aquilo que me faz gostar da triologia - a imaginação de Tolkien por si só. Quando digo por si só, quero dizer sem rodeios, sem falas, descrições, sem texto sequer. Estou a falar da imaginação pura. Este senhor criou mapas, mundos, conseguiu trabalhar com figuras mitológicas e,sabe-se lá como, criou mais um par destas que agora estão presentes e enraizadas na nossa sociedade cultural. Isto é algo que quase ninguém consegue fazer e é por isto que,na minha opinião, este homem tem grande valor.
Em relação à história, não posso dizer que morra de amores. Frodo e os seus amigos hobbits irritam-me um pouco, toda aquela intriga entre figuras é compreensível mas também um pouco chata. Se não gostam de descrições, nem se aventurem a ler este livro - a não ser que adorem o filme. É bastante longo,pesado e difícil de se ler,na minha opinião. Em termos de primeira impressão, penso que foi um bom livro para o primeiro público que o recebeu; provavelmente estranhou!
No geral, é um bom livro. Não adorei nem me marcou mas foi algo que recebi com curiosidade e deu-me vontade para ver o filme. A pontuação justifica-se mesmo pela genialidade.
“All that is gold does not glitter,
Not all those who wander are lost;
The old that is strong does not wither,
Deep roots are not reached by the frost.
From the ashes a fire shall be woken,
A light from the shadows shall spring;
Renewed shall be blade that was broken,
The crownless again shall be king.”
Not all those who wander are lost;
The old that is strong does not wither,
Deep roots are not reached by the frost.
From the ashes a fire shall be woken,
A light from the shadows shall spring;
Renewed shall be blade that was broken,
The crownless again shall be king.”
sábado, 18 de outubro de 2014
[Opinião Literária] Norwegian Wood - Haruki Murakami
Título: Norwegian Wood
Autor: Haruki Murakami
Número de páginas: 296
Sinopse:
"Toru, a quiet and preternaturally serious young college student in Tokyo, is devoted to Naoko, a beautiful and introspective young woman, but their mutual passion is marked by the tragic death of their best friend years before. Toru begins to adapt to campus life and the loneliness and isolation he faces there, but Naoko finds the pressures and responsibilities of life unbearable. As she retreats further into her own world, Toru finds himself reaching out to others and drawn to a fiercely independent and sexually liberated young woman. A poignant story of one college student's romantic coming-of-age, Norwegian Wood takes us to that distant place of a young man's first, hopeless, and heroic love." (mais em Goodreads)
“What happens when people open their hearts?"...
"They get better.”
Opinião Literária:
Este livro foi a minha primeira experiência literária com Murakami e confesso que me magoou um pouco; explicando-me melhor, o livro magoou-me, chocou-me, fez-me chorar e não foram lágrimas sobre personagens e triângulos amorosos. Foram lágrimas de dor e compaixão pela história que estas personagens mostraram, consegui sentir as suas emoções e é assim que conseguimos verificar se um autor é, de facto, bom no faz. Murakami não é bom, para mim, ele é um génio. Estou mortinha para poder ler mais dele. As personagens e os espaços são originais e bem descritos, cativam imenso o autor pois não têm nada a ver com as descrições que lemos nos livros de autores ocidentais. O autor tem uma maneira de escrever bastante...singular. É melancólica, lenta e arrastada, como que o decorrer da ação influenciasse a escrita do autor.
Não consigo dizer muito mais do que isto: leiam e experimentem Haruki Murakami, em especial este livro. Aborda assuntos tão interessantes e chocantes. Acho impossível terminar a leitura desta livro e não sentires que algo em ti mudou.
Autor: Haruki Murakami
Número de páginas: 296
Sinopse:
"Toru, a quiet and preternaturally serious young college student in Tokyo, is devoted to Naoko, a beautiful and introspective young woman, but their mutual passion is marked by the tragic death of their best friend years before. Toru begins to adapt to campus life and the loneliness and isolation he faces there, but Naoko finds the pressures and responsibilities of life unbearable. As she retreats further into her own world, Toru finds himself reaching out to others and drawn to a fiercely independent and sexually liberated young woman. A poignant story of one college student's romantic coming-of-age, Norwegian Wood takes us to that distant place of a young man's first, hopeless, and heroic love." (mais em Goodreads)
“What happens when people open their hearts?"...
"They get better.”
Opinião Literária:
Este livro foi a minha primeira experiência literária com Murakami e confesso que me magoou um pouco; explicando-me melhor, o livro magoou-me, chocou-me, fez-me chorar e não foram lágrimas sobre personagens e triângulos amorosos. Foram lágrimas de dor e compaixão pela história que estas personagens mostraram, consegui sentir as suas emoções e é assim que conseguimos verificar se um autor é, de facto, bom no faz. Murakami não é bom, para mim, ele é um génio. Estou mortinha para poder ler mais dele. As personagens e os espaços são originais e bem descritos, cativam imenso o autor pois não têm nada a ver com as descrições que lemos nos livros de autores ocidentais. O autor tem uma maneira de escrever bastante...singular. É melancólica, lenta e arrastada, como que o decorrer da ação influenciasse a escrita do autor.
Não consigo dizer muito mais do que isto: leiam e experimentem Haruki Murakami, em especial este livro. Aborda assuntos tão interessantes e chocantes. Acho impossível terminar a leitura desta livro e não sentires que algo em ti mudou.
“If you only read the books that everyone else is reading, you can only think what everyone else is thinking.”
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
[Opinião Literária] Utopia - Thomas More
Título: Utopia Autor: Thomas More
Número de páginas: 135
Sinopse:
"First published in 1516, Thomas More's Utopia is one of the most important works of European humanism. Through the voice of the mysterious traveler Raphael Hythloday, More describes a pagan, communist city-state governed by reason. Addressing such issues as religious pluralism, women's rights, state-sponsored education, colonialism, and justified warfare, Utopia seems remarkably contemporary nearly five centuries after it was written, and it remains a foundational text in philosophy and political theory." (mais em Goodreads)
“Pride thinks it's own happiness shines the brighter by comparing it with the misfortunes of others.”
Opinião Literária:
Este livro poderá ser um pouco maçador para quem não gosta de livros sobre factos históricos, admito. Para perceberem melhor: a obra está dividida duas partes, a primeira com mais ficção e trabalho nas personagens; contudo, esta apenas dura umas 20 páginas,sendo o resto a segunda parte. Essa segunda parte é a mais completa descrição de um local que já vi. Qual é o objetivo da obra? Demonstrar o mundo que o humanista Thomas More considerava perfeito.
Não considero um livro para ler de ânimo leve (li-o para a faculdade) mas achei-o bastante interessante num ponto de vista histórico e tão mas tão rico. Foi super interessante perceber como pensavam na altura e o que achavam sobre diversos assuntos.
No geral, penso que é um bom livro para debate!
domingo, 7 de setembro de 2014
[Opinião Literária] Sei lá - Margarida Rebelo Pinto
Título: Sei láAutora: Margarida Rebelo Pinto
Número de páginas: 197
Sinopse:
"A estabilidade pode fazer parte das aspirações humanas, mas a diversidade também, e a atracção pelo novo e pelo proibido é absolutamente inevitável.
Pensa na seguinte situação:
Conhecias hoje o teu amigo Francisco de quem falaste de uma forma tão enfastiada; achas que o irias ver como vês agora?
É óbvio que não! Foi a convivência diária, a proximidade permanente que te fez descobrir nele defeitos que, com o tempo, se tornaram aos teus olhos insuportáveis."
Opinião Literária:
Nunca ouvi maravilhas desta autora e não esperei nenhuma obra de arte, estava preparada para algo medíocre. Afinal, calhou-me um livro deplorável, aborrecido e sem qualquer interesse. As falas são primárias, nada de especial e a descrição não vai por aí além. As personagens, apesar de bem desenvolvidas, têm interligações estranhas entre si e apresentam todos os defeitos que a sociedade moderna tem - a fuga da responsabilidade, o desejo da fugacidade, o controlo do dinheiro. A história tem demasiadas reviravoltas em tão poucas páginas, algumas demasiado ridículas e incomuns; é uma mistura entre vulgaridade e o irreal.
No geral, não gostei mesmo nada do livro e, tal como suspeitava, Margarida Rebelo Pinto escreve para um determinado grupo socio-cultural, não tentando desenvolver o seu possível talento.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
[Opinião Literária] The murders in the Rue Morgue - Edgar Allan Poe
Título: The Murders in the Rue Morgue e The Mystery of Marie RogêtAutor: Edgar Allan Poe
Número de páginas: depende das versões que as editoras criam, ronda as 38-9páginas
Sinopse:
"C. Auguste Dupin is a
man in Paris who solves the mysterious brutal murder of two women.
Numerous witnesses heard a suspect, though no one agrees on what
language was spoken. At the murder scene, Dupin finds a hair that does
not appear to be human. As the first true detective in fiction,
the Dupin character established many literary devices which would be
used in future fictional detectives including Sherlock Holmes and
Hercule Poirot." (Goodreads)""The Mystery of Marie Rogêt", often subtitled A Sequel to "The Murders in the Rue Morgue", is a short story by Edgar Allan Poe written in 1842. This is the first murder mystery based on the details of a real crime. It first appeared in Snowden's Ladies' Companion in three installments, November and December 1842 and February 1843." (Goodreads)
Opinião Literária:
Para começar esta opinião, preciso de desabafar sobre o quão difícil estas histórias são em termos logísticos. São pequenas e, muitas vezes, consideram estas e mais outra que ainda não li um conjunto de crimes na 'rua morgue'. É complicadíssimo de se encontrar estas obras.
Em relação à sua qualidade... não há sombra de dúvidas que é imensa. O conteúdo é riquíssimo e todo o desenvolvimento é impressionante, demonstrando a rica capacidade criativa de Poe. É algo inovador, contemporâneo, bastante surpreendente até nos dias de hoje. Podemos relacionar a personagem principal com outras grandes figuras de policiais, como Dickens ou Christhie.
No entanto, o que me entristece mais é mesmo a forma como a história foi escrita. É maçadora, pesada, como que se arrasta ao longo das páginas. Não existe praticamente ação ou diálogo de alguma espécie, apenas um contínuo monólogo e descrição do que Dupin pensa que ocorreu.
Não foi uma leitura que adorei, contudo, dei-lhe esta pontuação pois achei ambos os contos importantes a nível histórico e demasiado peculiares para desvalorizar.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
[Opinião Literária] Os Heróis do 6ºF- António Mota
Título: Os Heróis do 6ºFAutor: António Mota
Número de páginas: 144
Opinião Literária:
Antes de iniciar a opinião, queria lamentar por não ter uma sinopse mas não consegui encontrá-la em parte nenhuma. Contudo, espero que percebam o conteúdo do livro ao longo da opinião.
Quando li o livro pela primeira vez, não lhe achei nenhuma piada - tinha aproximadamente 12anos e não percebera a história. Há alguns meses atrás, reencontrei o livro e decidi dar-lhe uma segunda oportunidade. Esta história fala-nos de uma turma problemática, o 6ºF, de uma escola no interior de Portugal e de como é o dia a dia para estas crianças, tão diferentes das crianças que vivem no litoral português. É um enredo simples e o tipo de escrita é bastante simples e acessível (visto que a literatura é infanto-juvenil). Apesar destes fatores, a mensagem transmitida é um tanto forte e aborda assuntos importantes: as dificuldades económicas, os divórcios e o sentido de verdadeira amizade.
Aconselho este livro para uma leitura descontraída durante a tarde, para relaxar e, ao mesmo tempo, ajudar-nos a refletir! Apesar de não me ter marcado, decidi dar-lhe a pontuação máxima pois é um livro que, definitivamente, irei repetir. Foi uma pequena alegria que valeu a pena.
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