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domingo, 17 de janeiro de 2016
[Opinião Literária] The Waves/The Colour of Magic
Olá a todos e bom Domingo! Por hoje temos um vídeo onde falo sobre as minhas duas últimas leituras para a TBR normal e para a TBR Challenge. Foram 2 livros que adorei, especiais e que iniciaram trajectórias diferentes enquanto leitura - 1 deles foi o primeiro livro que li de Woolf, o outro lançou uma pequena fasquia em relação a magia (ups,rimou!). Espero que gostem destas opiniões :-)
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
[Opinião Literária] Veronika Decide Morrer - Paulo Coelho
Sinopse:
"« No dia 11 de Novembro de 1997, Veronika decidiu que havia - afinal! - chegado o momento de se matar.» É assim que começa o romance de Paulo Coelho. Veronika é uma jovem eslovena que decide suicidar-se, cansada que está da vida que leva. Salva no último instante, dá entrada num hospital psiquiátrico. Aí conhece Zedka, internada por depressão, transformada à custa do tratamento numa "mulher louca" e feliz; Mari, advogada que integra o grupo A Fraternidade, organizador de palestras sobre a meditação sufi, e parte para a Bósnia em missão humanitária em busca de aventura; Eduard, um jovem belo e rico que se faz passar por esquizofrénico; e o Dr. Igor, o psiquiatra do hospital. O autor, que esteve em Portugal para o lançamento do livro, revelou ele próprio ter estado internado num hospital psiquiátrico, experiência que lhe valeu para a escrita desta obra sobre a loucura. E também sobre o amor e a sabedoria, as relações com os outros, atravessada pelo esoterismo."
Opinião Literária:
Este foi o primeiro contacto que tive com o autor que já vendeu milhões de exemplares; queria saber o motivo pelo qual é tão bem sucedido. Tendo lido duas obras, penso que existe algo em comum entre todas - um elemento cósmico e espiritual, que nos obriga a reflectir sobre algo.
Ao contrário de O Vencedor Está Só, este livro foi uma experiência interessante e que me marcou. Veronika tem um desenvolvimento fascinante, fazendo com que o leitor se compadeça automaticamente pela sua situação. Todas as personagens são interessantes e bem desenvolvidas - somos capazes de as encontrar no dia a dia.
Gostava de poder falar mais um pouco sobre a obra mas a verdade é que a li há alguns tempos atrás e lembro-me de muito pouco. Lembro-me das personagens e nos cenários, tão ricos. E lembro-me, obviamente, da experiência agradável que foi ler este livro. Foi uma leitura rica, interessante e que abriu os meus horizontes para a literatura relacionada com problemas mentais. Gostaria de reler este livro e aconselho-o a todos que queiram começar Paulo Coelho.
Título: Veronika Decide Morrer
Autor: Paulo Coelho
Número de Páginas: 248
Publicado em: 1998
Goodreads: aqui
Pontuação: 4 Estrelas
"« No dia 11 de Novembro de 1997, Veronika decidiu que havia - afinal! - chegado o momento de se matar.» É assim que começa o romance de Paulo Coelho. Veronika é uma jovem eslovena que decide suicidar-se, cansada que está da vida que leva. Salva no último instante, dá entrada num hospital psiquiátrico. Aí conhece Zedka, internada por depressão, transformada à custa do tratamento numa "mulher louca" e feliz; Mari, advogada que integra o grupo A Fraternidade, organizador de palestras sobre a meditação sufi, e parte para a Bósnia em missão humanitária em busca de aventura; Eduard, um jovem belo e rico que se faz passar por esquizofrénico; e o Dr. Igor, o psiquiatra do hospital. O autor, que esteve em Portugal para o lançamento do livro, revelou ele próprio ter estado internado num hospital psiquiátrico, experiência que lhe valeu para a escrita desta obra sobre a loucura. E também sobre o amor e a sabedoria, as relações com os outros, atravessada pelo esoterismo."
Opinião Literária:
Este foi o primeiro contacto que tive com o autor que já vendeu milhões de exemplares; queria saber o motivo pelo qual é tão bem sucedido. Tendo lido duas obras, penso que existe algo em comum entre todas - um elemento cósmico e espiritual, que nos obriga a reflectir sobre algo.
Ao contrário de O Vencedor Está Só, este livro foi uma experiência interessante e que me marcou. Veronika tem um desenvolvimento fascinante, fazendo com que o leitor se compadeça automaticamente pela sua situação. Todas as personagens são interessantes e bem desenvolvidas - somos capazes de as encontrar no dia a dia.
Gostava de poder falar mais um pouco sobre a obra mas a verdade é que a li há alguns tempos atrás e lembro-me de muito pouco. Lembro-me das personagens e nos cenários, tão ricos. E lembro-me, obviamente, da experiência agradável que foi ler este livro. Foi uma leitura rica, interessante e que abriu os meus horizontes para a literatura relacionada com problemas mentais. Gostaria de reler este livro e aconselho-o a todos que queiram começar Paulo Coelho.
Título: Veronika Decide Morrer
Autor: Paulo Coelho
Número de Páginas: 248
Publicado em: 1998
Goodreads: aqui
Pontuação: 4 Estrelas
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
[Opinião Literária] A Ilha na Rua dos Pássaros - Uri Orlev
Sinopse:
"A Segunda Guerra Mundial está em curso. Os tempos são difíceis na Polónia, especialmente para os judeus. Alex é judeu e tem onze anos. Quando a sua mãe desaparece e o pai é "seleccionado" pelo exército alemão para ir para um destino desconhecido, Alex, completamente sozinho, é obrigado a refugiar-se num edifício abandonado na Rua dos Pássaros onde vai aguentar um Inverno. Pacientemente, sem pressas, Alex vai sobrevivendo, enquanto espera o regresso do pai. Por um nicho de luz, Alez consegue vislumbrar os escombros, a degradação e miséria total a que aquela terra, outrora tão apetecível, foi votada."
Opinião Literária:
Este livro fala de um tema que não é propriamente fora do comum - a II Guerra Mundial. Só por aí já tinha alguns receios em relação ao livro; não que não me interesse pelo assunto mas sim pelo facto de ser muito (mal) abordado em certos livros. História é História e confunde-me um pouco aquela ficção histórica fantasiada. Contudo, tal não ocorreu com este livro; aliás, um dos pormenores que gostei desta obra foi o facto de a acção ter ocorrido na Polónia e não na típica Alemanha. Em termos de cenários e barra cronológica, tudo muito bem escrito.
Em relação às personagens, adorei-as a todas! São bastante inocentes e ingénuas, especialmente porque estão a ser vistas através dos olhos de Alex. Acho que o facto de ele ter apenas 11 anos não tornou a história menos bela ou realista, apenas tivemos acesso a uma visão diferente à qual estamos habituados. No meu caso, até ajudou pois tornou o livro mesmo muito fácil de se ler.
Como é uma obra infanto-juvenil, não estejam à espera de uma linguagem complexa - é bastante simples e sem grandes rodeios. Apesar disso, é também delicada e sensível. Gostei bastante do livro, a leitura foi intensa mas não chocante. Deu para entreter e aquecer o coração. E deu para recordar essa época histórica que não deve ser esquecida.
Título: A Ilha na Rua dos Pássaros
Autor: Uri Orlev
Número de páginas: 170
Publicado em: 1981
Goodreads: aqui
Pontuação: 5 Estrelas
"A Segunda Guerra Mundial está em curso. Os tempos são difíceis na Polónia, especialmente para os judeus. Alex é judeu e tem onze anos. Quando a sua mãe desaparece e o pai é "seleccionado" pelo exército alemão para ir para um destino desconhecido, Alex, completamente sozinho, é obrigado a refugiar-se num edifício abandonado na Rua dos Pássaros onde vai aguentar um Inverno. Pacientemente, sem pressas, Alex vai sobrevivendo, enquanto espera o regresso do pai. Por um nicho de luz, Alez consegue vislumbrar os escombros, a degradação e miséria total a que aquela terra, outrora tão apetecível, foi votada."Opinião Literária:
Este livro fala de um tema que não é propriamente fora do comum - a II Guerra Mundial. Só por aí já tinha alguns receios em relação ao livro; não que não me interesse pelo assunto mas sim pelo facto de ser muito (mal) abordado em certos livros. História é História e confunde-me um pouco aquela ficção histórica fantasiada. Contudo, tal não ocorreu com este livro; aliás, um dos pormenores que gostei desta obra foi o facto de a acção ter ocorrido na Polónia e não na típica Alemanha. Em termos de cenários e barra cronológica, tudo muito bem escrito.
Em relação às personagens, adorei-as a todas! São bastante inocentes e ingénuas, especialmente porque estão a ser vistas através dos olhos de Alex. Acho que o facto de ele ter apenas 11 anos não tornou a história menos bela ou realista, apenas tivemos acesso a uma visão diferente à qual estamos habituados. No meu caso, até ajudou pois tornou o livro mesmo muito fácil de se ler.
Como é uma obra infanto-juvenil, não estejam à espera de uma linguagem complexa - é bastante simples e sem grandes rodeios. Apesar disso, é também delicada e sensível. Gostei bastante do livro, a leitura foi intensa mas não chocante. Deu para entreter e aquecer o coração. E deu para recordar essa época histórica que não deve ser esquecida.
Título: A Ilha na Rua dos Pássaros
Autor: Uri Orlev
Número de páginas: 170
Publicado em: 1981
Goodreads: aqui
Pontuação: 5 Estrelas
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
[Opinião Literária] O Vencedor está só - Paulo Coelho
Sinopse:
"O vencedor está só é, segundo Paulo Coelho, uma fotografia do mundo em que vivemos. A ação se passa em 24 horas, durante o Festival de Cannes. Produtores, atores consagrados, candidatas a atriz, top models, estilistas e um assassino em série, movimentam-se nos bastidores da festa - um retrato da Superclasse, a elite da elite que define os rumos de nossos dias. Levando ao leitor detalhes de como vivem e se comportam personagens baseados na vida real, o autor faz de seu romance um testemunho da crise de valores de um universo centrado nas aparências."
Opinião Literária:
Este foi o segundo livro que li do autor e afirmo já que foi uma valente desilusão. Apesar da ideia construída ter sido boa, não é original - seguimos um assassino que pretende destruir toda a sociedade milionária em Cannes, a considerada Superclasse. Até aí, nada de original foi introduzido. A parte mais interessante está na forma como essas mortes são executadas.
As personagens não são interessantes ou originais, caindo um pouco no cliché de homem sedutor e mulheres que o acompanham e sem grande inteligência. O pior disto é mesmo o facto de não ter conseguido encontrar qualquer tipo de ligação com as personagens. Não me identifiquei com elas e não consegui aceitar os motivos do assassino, pareceram-me demasiado fracos.
No geral, não aconselho o livro. Demora demasiado tempo a acontecer algo que nem tem uma justificação assim tão forte. Foi uma pena!
Título: O Vencedor Está Só
Autor: Paulo Coelho
Número de páginas: 397
Publicado em: 2008
Goodreads: aqui
Pontuação: 2 Estrelas
"O vencedor está só é, segundo Paulo Coelho, uma fotografia do mundo em que vivemos. A ação se passa em 24 horas, durante o Festival de Cannes. Produtores, atores consagrados, candidatas a atriz, top models, estilistas e um assassino em série, movimentam-se nos bastidores da festa - um retrato da Superclasse, a elite da elite que define os rumos de nossos dias. Levando ao leitor detalhes de como vivem e se comportam personagens baseados na vida real, o autor faz de seu romance um testemunho da crise de valores de um universo centrado nas aparências."
Opinião Literária:
Este foi o segundo livro que li do autor e afirmo já que foi uma valente desilusão. Apesar da ideia construída ter sido boa, não é original - seguimos um assassino que pretende destruir toda a sociedade milionária em Cannes, a considerada Superclasse. Até aí, nada de original foi introduzido. A parte mais interessante está na forma como essas mortes são executadas.
As personagens não são interessantes ou originais, caindo um pouco no cliché de homem sedutor e mulheres que o acompanham e sem grande inteligência. O pior disto é mesmo o facto de não ter conseguido encontrar qualquer tipo de ligação com as personagens. Não me identifiquei com elas e não consegui aceitar os motivos do assassino, pareceram-me demasiado fracos.
No geral, não aconselho o livro. Demora demasiado tempo a acontecer algo que nem tem uma justificação assim tão forte. Foi uma pena!
Título: O Vencedor Está Só
Autor: Paulo Coelho
Número de páginas: 397
Publicado em: 2008
Goodreads: aqui
Pontuação: 2 Estrelas
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
[Opinião Literária] Histórias da Terra e do Mar - Sophia de Mello Breyner Andresen
Sinopse:
"O mundo da infância foi
assim, para Sophia, além do Porto e da Granja, das tradições nórdicas e
da língua portuguesa, o caminho para um encontro aos doze anos com
Homero e a luz mediterrânica, a nostalgia do «divino como convém ao
real», tornado-a «uma mistura de Norte e Sul», uma mistura de Atlântico e
Mediterrâneo, de um veio nórdico e de um veio helénico, que um mesmo
sangue fez inseparáveis."
Opinião Literária:
Li este livro quando andava no 8ºano e nunca mais peguei nele - no ano passado, reencontrei-o nas estantes e decidi entrar numa leitura mais nostálgica. E que nostalgia! Valeu a pena relê-lo.
Penso que toda a gente sabe mais ou menos a estrutura deste livro pois é de leitura obrigatória na escola e,para quem não o leu na escola, de certeza que sabe os mínimos sobre ele. É um livro de contos que nada têm a ver uns com os outros e que, no entanto, têm 1 atmosfera parecida e contínua. Há alguns contos que gostei mais do que outros mas são todos igualmente bons.
A escrita de Sophia é incrível, um pouco mais desenvolvida que os contos infantis mas de português acessível; contudo, não é infantil nem primário. É algo que simplesmente adoro nesta autora - nunca me sinto deslocada nem fora da minha zona de conforto, Sophia faz-nos sentir em casa.
Os contos que mais gostei foram os dedicados à descrição, especialmente de cenários. A descrição é rica mas térrea, sem grandes complexidades mas graciosa. Conseguimos imaginar tudo o que estamos a ler, é algo que valorizo imenso - é possível imaginar e entrar no seu mundo.
Não preciso de dizer mais nada, pois não? ;-)
Título: Histórias da Terra e do Mar
Autora: Sophia de Mello Breyner Andresen
Número de páginas: 120
Publicado em: 1984
Goodreads: aqui
Pontuação: 5 Estrelas
"O mundo da infância foi
assim, para Sophia, além do Porto e da Granja, das tradições nórdicas e
da língua portuguesa, o caminho para um encontro aos doze anos com
Homero e a luz mediterrânica, a nostalgia do «divino como convém ao
real», tornado-a «uma mistura de Norte e Sul», uma mistura de Atlântico e
Mediterrâneo, de um veio nórdico e de um veio helénico, que um mesmo
sangue fez inseparáveis."Opinião Literária:
Li este livro quando andava no 8ºano e nunca mais peguei nele - no ano passado, reencontrei-o nas estantes e decidi entrar numa leitura mais nostálgica. E que nostalgia! Valeu a pena relê-lo.
Penso que toda a gente sabe mais ou menos a estrutura deste livro pois é de leitura obrigatória na escola e,para quem não o leu na escola, de certeza que sabe os mínimos sobre ele. É um livro de contos que nada têm a ver uns com os outros e que, no entanto, têm 1 atmosfera parecida e contínua. Há alguns contos que gostei mais do que outros mas são todos igualmente bons.
A escrita de Sophia é incrível, um pouco mais desenvolvida que os contos infantis mas de português acessível; contudo, não é infantil nem primário. É algo que simplesmente adoro nesta autora - nunca me sinto deslocada nem fora da minha zona de conforto, Sophia faz-nos sentir em casa.
Os contos que mais gostei foram os dedicados à descrição, especialmente de cenários. A descrição é rica mas térrea, sem grandes complexidades mas graciosa. Conseguimos imaginar tudo o que estamos a ler, é algo que valorizo imenso - é possível imaginar e entrar no seu mundo.
Não preciso de dizer mais nada, pois não? ;-)
Título: Histórias da Terra e do Mar
Autora: Sophia de Mello Breyner Andresen
Número de páginas: 120
Publicado em: 1984
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Pontuação: 5 Estrelas
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
[Opinião Literária] Madame Bovary - Gustave Flaubert
Sinopse:"When Emma Rouault marries Charles Bovary she imagines she will pass into the life of luxury and passion that she reads about in sentimental novels and women's magazines. But Charles is a dull country doctor, and provincial life is very different from the romantic excitement for which she yearns. In her quest to realize her dreams she takes a lover, and begins a devastating spiral into deceit and despair."
Opinião Literária:
Confesso desde já que não li este livro na melhor altura do ano - escolhi lê-lo na praia, em Agosto. Sim, clássicos em Agosto! Normalmente resulta mas este não entrou no meu ritmo, de todo. Emma Rouault é uma personagem tão interessante e tão irónica que foi o único aspecto que me fez manter a leitura. Não me identifiquei com o estilo de escrita do autor, achei uma narração demasiado arrastada, não me cativou. Charles Bovary e bastante parecido com o Karenina e penso que isso me afastou ainda mais do livro - senti que foi uma imitação francesa de Anna Karenina. Este livro pertence a uma espécie de círculo de livros adúlteros, algo muito na moda (acrescentando Effie Briest e O Primo Basílio), pelo que a temática e a construção das personagens torna-se muito similar.
No geral, não foi um livro que me arrebatou e penso que não voltarei a experimentar algo do autor - a escrita simplesmente foi demasiado limpa e sem grandes 'floreados', que eu bem gosto nos clássicos. 3 estrelas pela construção de Emma, sem dúvida.
Título: Madame Bovary
Autor: Gustave Flaubert
Número de Páginas: 329
Publicado em: 1856
Goodreads: aqui
Pontuação: 3 Estrelas
terça-feira, 13 de outubro de 2015
[Opinião Literária] A Cidade e as Serras - Eça de Queirós
Sinopse:
"A «novela fantasista» como Eça de Queirós chamou à Cidade e as Serras denuncia um aspecto importante da vida do escritor.
A partir dos trinta anos, Eça escreve várias cartas aos seus amigos em que denuncia essa ânsia por uma vida de família que o retempere do «descampado do sentimentalismo» de que estava cansado.
A autenticidade da fotografia que reproduzimos - Eça de Queirós com sua filha - é um documento complementar deste livro, não só por ser contemporânea da sua feitura, como pelo ambiente de paz de que é expressão".
Opinião Literária:
Olá olá! Ultimamente não tenho escrito muitas opiniões e admito que tenho algumas saudades; dá sempre muito trabalho mas quando escrevo sinto que estou a fazer algo muito mais útil. Não consigo explicar mas sinto que estou,de facto, a ajudar os leitores a escolher os seus livros com uma opinião honesta e preparada, não apenas dizer 'gostei muito'.
Avançando este pequeno desabafo (penso que irei fazer 1 Deambulando sobre este assunto!), li este livro no 11º ano, supostamente substituindo Os Maias pois esse livro é considerado demasiado grande e denso; tenho um sério problema com a minha escola por ter substituído um dos maiores clássicos portugueses por um livro com metade da qualidade só por uma questão de tamanho.
Com esta introdução, já deu para perceber que este livro não conseguiu arrebatar-me. A história é bastante bonita e interessante, como sempre, Eça brinca com a posição dos burgueses e da riqueza mal dividida pela sociedade. A descrição feita em Paris cativou-me mais do que a parte em Portugal, onde senti que a acção parou um pouco e arrastou-se; penso que a melhor parte desta acção é a explicação histórica sobre o que está a ocorrer em Portugal em 1800s, ou seja, a famosa guerra civil entre dois irmãos. Esta parte foi, de facto, interessante e gostei bastante! Há sempre uma base um pouco política nos livros de Eça, onde esta é abordada de uma forma um pouco leviana e completamente clara para o leitor, algo que gosto bastante nas obras dele.
Quanto às personagens, não senti ligação com nenhuma em especial mas achei-as mesmo muito divertidas, algo que não senti em Os Maias. São planas, sem grandes segredos ou complexidades, feitas para criar o riso. Há um grande choque entre Jacinto, o menino rico que tenta mostrar-se intelectual apesar de não o ser e os habitantes das terras em Portugal (desculpem, não me lembro do nome!), onde são completamente simples, sem qualquer tipo de luxos. Como poderão adivinhar, este livro tem um final óbvio e feliz e o desenvolvimento foca-se no crescimento de Jacinto, tornando-o numa pessoa melhor.
No geral, é um livro bom! Pode parecer que não pois esta opinião não está a focar-se muito nos pontos positivos MAS gostei mesmo muito deste livro, apenas não teve a qualidade de Os Maias; é mais pequeno e penso que tem um objectivo diferente - divertir. Aconselho este livro vivamente para leituras descontraídas, contudo, com qualidade e com clássicos. Vi este livro como a chick lit da altura! ;-)
Título: A Cidade e as Serras
Autor: Eça de Queirós
Número de Páginas: 247
Publicado em: 1901
Goodreads: aqui
Pontuação: 3 Estrelas
"A «novela fantasista» como Eça de Queirós chamou à Cidade e as Serras denuncia um aspecto importante da vida do escritor.
A partir dos trinta anos, Eça escreve várias cartas aos seus amigos em que denuncia essa ânsia por uma vida de família que o retempere do «descampado do sentimentalismo» de que estava cansado.
A autenticidade da fotografia que reproduzimos - Eça de Queirós com sua filha - é um documento complementar deste livro, não só por ser contemporânea da sua feitura, como pelo ambiente de paz de que é expressão".
Opinião Literária:
Olá olá! Ultimamente não tenho escrito muitas opiniões e admito que tenho algumas saudades; dá sempre muito trabalho mas quando escrevo sinto que estou a fazer algo muito mais útil. Não consigo explicar mas sinto que estou,de facto, a ajudar os leitores a escolher os seus livros com uma opinião honesta e preparada, não apenas dizer 'gostei muito'.
Avançando este pequeno desabafo (penso que irei fazer 1 Deambulando sobre este assunto!), li este livro no 11º ano, supostamente substituindo Os Maias pois esse livro é considerado demasiado grande e denso; tenho um sério problema com a minha escola por ter substituído um dos maiores clássicos portugueses por um livro com metade da qualidade só por uma questão de tamanho.
Com esta introdução, já deu para perceber que este livro não conseguiu arrebatar-me. A história é bastante bonita e interessante, como sempre, Eça brinca com a posição dos burgueses e da riqueza mal dividida pela sociedade. A descrição feita em Paris cativou-me mais do que a parte em Portugal, onde senti que a acção parou um pouco e arrastou-se; penso que a melhor parte desta acção é a explicação histórica sobre o que está a ocorrer em Portugal em 1800s, ou seja, a famosa guerra civil entre dois irmãos. Esta parte foi, de facto, interessante e gostei bastante! Há sempre uma base um pouco política nos livros de Eça, onde esta é abordada de uma forma um pouco leviana e completamente clara para o leitor, algo que gosto bastante nas obras dele.
Quanto às personagens, não senti ligação com nenhuma em especial mas achei-as mesmo muito divertidas, algo que não senti em Os Maias. São planas, sem grandes segredos ou complexidades, feitas para criar o riso. Há um grande choque entre Jacinto, o menino rico que tenta mostrar-se intelectual apesar de não o ser e os habitantes das terras em Portugal (desculpem, não me lembro do nome!), onde são completamente simples, sem qualquer tipo de luxos. Como poderão adivinhar, este livro tem um final óbvio e feliz e o desenvolvimento foca-se no crescimento de Jacinto, tornando-o numa pessoa melhor.
No geral, é um livro bom! Pode parecer que não pois esta opinião não está a focar-se muito nos pontos positivos MAS gostei mesmo muito deste livro, apenas não teve a qualidade de Os Maias; é mais pequeno e penso que tem um objectivo diferente - divertir. Aconselho este livro vivamente para leituras descontraídas, contudo, com qualidade e com clássicos. Vi este livro como a chick lit da altura! ;-)
Título: A Cidade e as Serras
Autor: Eça de Queirós
Número de Páginas: 247
Publicado em: 1901
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Pontuação: 3 Estrelas
terça-feira, 6 de outubro de 2015
[Opinião Literária] Jesusalém - Mia Couto
Sinopse:
"Jesusalém é seguramente a mais madura e mais conseguida obra de um escritor em plena posse das suas capacidades criativas. Aliando uma narrativa a um tempo complexa e aliciante ao seu estilo poético tão pessoal, Mia Couto confirma o lugar cimeiro de que goza nas literaturas de língua portuguesa. A vida é demasiado preciosa para ser esbanjada num mundo desencantado, diz um dos protagonistas deste romance. A prosa mágica do escritor moçambicano ajuda, certamente, a reencantar este nosso mundo."
Opinião Literária:
Este foi o primeiro livro de Mia Couto que li, para além dos seus contos que normalmente surgem nos manuais escolares de Português e, apesar da pontuação que dei, fiquei intrigada e quero ler mais deste autor.
A escrita é simplesmente fabulosa, bastante metafórica e profunda, nada é dito por acaso ou para embelezar a história - há mesmo um motivo. É uma escrita bastante terra a terra, não fluída e difícil de se 'engolir'; contudo, não conseguimos parar de o ler. A própria história é fascinante, não me identifiquei com nenhuma personagem em específico mas gostei de todas -são todas estranhas e imprevisíveis, nunca sabia o que estas personagens iriam fazer; para tornar a obra mais dinâmica, esta ainda tem flashback do passado das personagens.
O motivo pelo qual dei apenas 3 estrelas é porque achei, de facto, o livro muito pesado. Gosto bastante de contemporâneos fora da zona de conforto, que nos obriguem a enfrentar realidades chocantes e diferentes do comum mas este livro senti que foi simplesmente demais; contém várias cenas chocantes, polémicas e contraditórias. Para além disso, não encontrei nenhuma mensagem fulcral, que nos trouxesse algo de novo - sem contar com o final aberto. No geral, a escrita e a linguagem foram óptimas, o enredo é que não. De certeza que irei ler mais obras deste autor em breve!
Título: Jesusalém
Autor: Mia Couto
Número de Páginas: 294
Publicado em: 2002
Goodreads: aqui
Pontuação: 3 Estrelas
"Jesusalém é seguramente a mais madura e mais conseguida obra de um escritor em plena posse das suas capacidades criativas. Aliando uma narrativa a um tempo complexa e aliciante ao seu estilo poético tão pessoal, Mia Couto confirma o lugar cimeiro de que goza nas literaturas de língua portuguesa. A vida é demasiado preciosa para ser esbanjada num mundo desencantado, diz um dos protagonistas deste romance. A prosa mágica do escritor moçambicano ajuda, certamente, a reencantar este nosso mundo."
Opinião Literária:
Este foi o primeiro livro de Mia Couto que li, para além dos seus contos que normalmente surgem nos manuais escolares de Português e, apesar da pontuação que dei, fiquei intrigada e quero ler mais deste autor.
A escrita é simplesmente fabulosa, bastante metafórica e profunda, nada é dito por acaso ou para embelezar a história - há mesmo um motivo. É uma escrita bastante terra a terra, não fluída e difícil de se 'engolir'; contudo, não conseguimos parar de o ler. A própria história é fascinante, não me identifiquei com nenhuma personagem em específico mas gostei de todas -são todas estranhas e imprevisíveis, nunca sabia o que estas personagens iriam fazer; para tornar a obra mais dinâmica, esta ainda tem flashback do passado das personagens.
O motivo pelo qual dei apenas 3 estrelas é porque achei, de facto, o livro muito pesado. Gosto bastante de contemporâneos fora da zona de conforto, que nos obriguem a enfrentar realidades chocantes e diferentes do comum mas este livro senti que foi simplesmente demais; contém várias cenas chocantes, polémicas e contraditórias. Para além disso, não encontrei nenhuma mensagem fulcral, que nos trouxesse algo de novo - sem contar com o final aberto. No geral, a escrita e a linguagem foram óptimas, o enredo é que não. De certeza que irei ler mais obras deste autor em breve!
Título: Jesusalém
Autor: Mia Couto
Número de Páginas: 294
Publicado em: 2002
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Pontuação: 3 Estrelas
terça-feira, 29 de setembro de 2015
[Opinião Literária] A Alma Trocada - Rosa Lobato de Faria
Sinopse:"É um lugar comum dizer-se que determinada orientação sexual não é uma escolha, porque, se fosse, ninguém escolheria o caminho mais difícil. Foi esse caminho mais difícil que Teófilo teve de percorrer, desde a incompatibilidade com os pais, aos desencontros dentro de si próprio, chegando mesmo a acreditar que alguém lhe tinha trocado a alma...
Rosa Lobato de Faria aborda, desta vez, um tema diferente – o tema da homossexualidade masculina –, num romance que, mantendo embora o tom poético que sempre tem caracterizado as criações da autora, se arrisca por caminhos até aqui pouco explorados na ficção portuguesa."
Opinião Literária:
Este foi o primeiro livro que li da autora e fiquei tão fascinada que decidi ler um segundo, A Trança de Inês (opinião aqui). A opinião vem um pouco atrasada e tive que reler alguns comentários e sinopses para relembrar-me concretamente do que gostei deste livro, para além da experiência literária. Futuramente, deverei comprar este livro :-)
Este livro chamou bastante a minha atenção devido à temática que aborda - a homossexualidade e o quanto custa 'sair do armário'; as relações familiares e até a difícil aceitação que podemos receber de nós próprios. A personagem principal demora vários anos a assumir que é homossexual e pensa que, de facto, não é ele que o é mas sim o seu avô (espero que tenham acompanhado o raciocínio!).
O enredo por si não é grande coisa, não ocorre nada que considere extraordinário e que nos prenda ao livro; senti uma grande ligação com este devido à personagem principal e às suas dúvidas. Aborda uma temática tão importante que até os mais cépticos sentirão um certo constrangimento ao lerem sobre o sofrimento da personagem. A escrita da autora é tão subtil e delicada que a história move-se de uma forma tão viciante!
Este livro não recebeu as 5 estrelas simplesmente devido à falta de ligação que tive com o resto da história para além de Teófilo; contudo, gostaria de reler este livro para verificar se ainda sinto isso. Também preferi a divisão dos capítulos feita em A Trança de Inês.
Apesar de ter gostado mais de A Trança de Inês, este é um livro que recomendo vivamente! Existem versões muito baratas desta história e Rosa de Lobato Faria é uma autora que vale a pena descobrir. ;-)
Título: A Alma Trocada
Autora: Rosa Lobato de Faria
Número de Páginas: 192
Publicado em: 2007
Goodreads: aqui
Pontuação: 3 Estrelas
terça-feira, 8 de setembro de 2015
[Opinião Literária] A Última Entrevista de José Saramago - José Rodrigues dos Santos
Opinião Literária:
Este livro foi a primeira obra que li em formato biográfico e de entrevista e fiquei muito bem impressionada! Estava receosa que o livro se tornasse um pouco desinteressante pois é apenas uma entrevista e José Rodrigues dos Santos poderia conduzir esta para assuntos que me desinteressassem; Afinal, este livro foi uma lufada de ar fresco nas minhas leituras de Verão. Rodrigues dos Santos fez perguntas interessantíssimas, não abordou determinados assuntos de forma mais rude e soube controlar toda a situação. Adorei as respostas de Saramago, algumas fazendo-me chorar um pouquinho, confesso.
O livro tem também um prefácio de Pilar que,mais uma vez, não é aborrecido de todo. Adorei tudo nele e adorei como Saramago falou da linguagem, do problema dos leitores nos tempos de hoje... Foi maravilhoso. Aconselho a todos os leitores que se interessem pelo tempo de leitura, de escrita e,acima de tudo, por Saramago. Vale a pena ler e ver o quão humano ele era - apesar do Nobel, apesar das polémicas, ele era um homem e um dos grandes.
Título: A Última Entrevista de José Saramago
Autor: José Rodrigues dos Santos
Publicado em: 2010
Goodreads: aqui
Pontuação: 5 Estrelas
Este livro foi a primeira obra que li em formato biográfico e de entrevista e fiquei muito bem impressionada! Estava receosa que o livro se tornasse um pouco desinteressante pois é apenas uma entrevista e José Rodrigues dos Santos poderia conduzir esta para assuntos que me desinteressassem; Afinal, este livro foi uma lufada de ar fresco nas minhas leituras de Verão. Rodrigues dos Santos fez perguntas interessantíssimas, não abordou determinados assuntos de forma mais rude e soube controlar toda a situação. Adorei as respostas de Saramago, algumas fazendo-me chorar um pouquinho, confesso.
O livro tem também um prefácio de Pilar que,mais uma vez, não é aborrecido de todo. Adorei tudo nele e adorei como Saramago falou da linguagem, do problema dos leitores nos tempos de hoje... Foi maravilhoso. Aconselho a todos os leitores que se interessem pelo tempo de leitura, de escrita e,acima de tudo, por Saramago. Vale a pena ler e ver o quão humano ele era - apesar do Nobel, apesar das polémicas, ele era um homem e um dos grandes.
Título: A Última Entrevista de José Saramago
Autor: José Rodrigues dos Santos
Publicado em: 2010
Goodreads: aqui
Pontuação: 5 Estrelas
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
[Opinião Literária] O Último Dia de Um Condenado - Victor Hugo
Sinopse:
"Esta obra, profunda e densa, consiste num monólogo que descreve os últimos pensamentos de um jovem indivíduo preso e condenado à morte por um crime que nunca é referido, enquanto aguarda pela sua execução pública pormeio da guilhotina na Praça de Grève. Ela constitui, directa ou indirectamente, nas palavras do próprio autor no prefácio à 2.ª edição (1832), um manifesto a favor da abolição da pena de morte (que apenas será legalmente abolida em França em 1983), isto é, por aquilo que «ainda ontem era considerado utopia, teoria, sonho, loucura, poesia»."
Opinião Literária:
Esta não é uma obra que deva ser lida em ânimo leve - como diz na sinopse, o livro acaba por ser um manifesto em termos políticos; neste caso, contra a pena de morte. Apesar de poucas páginas, é um livro que nos toca profundamente (chorei imenso!) e choca o leitor, especialmente o actual, visto que a pena de morte praticamente não existe no mundo ocidental. Não tem qualquer tipo de falas mas não foi por isso que o achei mais aborrecido - a escrita de Victor Hugo é maravilhosa e cada vez gosto mais deste autor.
O personagem é construído de uma forma interessante, de forma a que o texto se foque apenas num pormenor - a morte. Terminamos o livro sem saber nada deste personagem; não sabemos nome, idade, estrato social e muito menos o motivo pelo qual será morto. Ao omitir estes detalhes, Victor Hugo quis que nos focássemos apenas na barbaridade que tirar a vida de alguém pode ser.
No geral, é um livro excelente, que se lê perfeitamente num dia e óptimo para reflectir pois ainda é um assunto discutível. Acho também que é um bom exemplo para se começar a ler Victor Hugo sem grandes 'compromissos' em termos de tamanho da obra!
Título: O Último Dia de Um Condenado
Autor: Victor Hugo
Número de Páginas: 90
Publicado em: 1829
Goodreads: aqui
Pontuação: 5 Estrelas
"Esta obra, profunda e densa, consiste num monólogo que descreve os últimos pensamentos de um jovem indivíduo preso e condenado à morte por um crime que nunca é referido, enquanto aguarda pela sua execução pública pormeio da guilhotina na Praça de Grève. Ela constitui, directa ou indirectamente, nas palavras do próprio autor no prefácio à 2.ª edição (1832), um manifesto a favor da abolição da pena de morte (que apenas será legalmente abolida em França em 1983), isto é, por aquilo que «ainda ontem era considerado utopia, teoria, sonho, loucura, poesia»."
Opinião Literária:
Esta não é uma obra que deva ser lida em ânimo leve - como diz na sinopse, o livro acaba por ser um manifesto em termos políticos; neste caso, contra a pena de morte. Apesar de poucas páginas, é um livro que nos toca profundamente (chorei imenso!) e choca o leitor, especialmente o actual, visto que a pena de morte praticamente não existe no mundo ocidental. Não tem qualquer tipo de falas mas não foi por isso que o achei mais aborrecido - a escrita de Victor Hugo é maravilhosa e cada vez gosto mais deste autor.
O personagem é construído de uma forma interessante, de forma a que o texto se foque apenas num pormenor - a morte. Terminamos o livro sem saber nada deste personagem; não sabemos nome, idade, estrato social e muito menos o motivo pelo qual será morto. Ao omitir estes detalhes, Victor Hugo quis que nos focássemos apenas na barbaridade que tirar a vida de alguém pode ser.
No geral, é um livro excelente, que se lê perfeitamente num dia e óptimo para reflectir pois ainda é um assunto discutível. Acho também que é um bom exemplo para se começar a ler Victor Hugo sem grandes 'compromissos' em termos de tamanho da obra!
Título: O Último Dia de Um Condenado
Autor: Victor Hugo
Número de Páginas: 90
Publicado em: 1829
Goodreads: aqui
Pontuação: 5 Estrelas
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
[Opinião Literária] 2 em 1
sábado, 15 de agosto de 2015
[Opinião Literária] Concerto a Quatro Mãos - Paulo Viegas
terça-feira, 11 de agosto de 2015
[Opinião Literária] A Game of Thrones - George R.R. Martin
Sinopse:
"Summers span decades. Winter can last a lifetime. And the struggle for the Iron Throne has begun. As Warden of the north, Lord Eddard Stark counts it a curse when King Robert bestows on him the office of the Hand. His honour weighs him down at court where a true man does what he will, not what he must … and a dead enemy is a thing of beauty. The old gods have no power in the south, Stark’s family is split and there is treachery at court. Worse, the vengeance-mad heir of the deposed
Dragon King has grown to maturity in exile in the Free Cities. He claims the Iron Throne."
Opinião Literária:
Olá olá! Decidi fazer a opinião logo este mês para não cair em 'esquecimento' em termos de detalhes e tudo mais. A história é, no mínimo, surreal - é complicado seguir todos os detalhes do livro se não tiveste algum contacto com a série. Há muita informação a surgir e muitos nomes para trocar. Felizmente, a edição que tenho está muito bem preparada pois tem dois mapas que representam o norte e sul de Westeros; tem também um apêndice onde estão representadas todas as casas que irão surgir nesse volume.
Quanto à escrita de G.R.R.Martin, esta é bastante simples e descritiva, tornando-se fácil de imaginar as personagens e locais na nossa mente. Não é complexa, algo que me desiludiu um pouco; isto parece não fazer sentido mas tenho sempre a esperança que um livro tão aclamado traga algum mérito em termos formais mas, neste caso, não trouxe. Não foi fora do comum e todo a atenção foca-se na imaginação de Martin.
A estrutura do livro é também bastante interessante e torna-se muito mais fácil de ler - não é tão maçador e cria uma relação deliciosa com o leitor pois entramos na mente das personagens :-) Há algumas personagens que estão muito mais favorecidas na série do que nos livros mas isso são pormenores que não interessam para um leitor sem contacto com a série.
O que me fez dar 4 estrelas ao livro? O tamanho dele. O livro foi excessivamente grande para a quantidade de informação que nos trouxe. Um livro daquele tamanho foi representado em apenas uma temporada, o que nos desmotiva logo. As edições portuguesas, apesar de criticadas, são bastante inteligentes - torna-se mais fácil ler dois livros do que apenas um daquele tamanho mas para quem sabe das edições inglesas, torna-se ainda mais revoltante. Acabei por ler dois livros, cada um com aproximadamente 500páginas e a acção não correspondeu ao número destas nem às expectativas. Espero que o próximo livro tenha mais acção!
Título: A Game of Thrones
Autor: George R.R. Martin
Número de Páginas: 835
Publicado em: 1996
Goodreads: aqui
Pontuação: 4 Estrelas
"Summers span decades. Winter can last a lifetime. And the struggle for the Iron Throne has begun. As Warden of the north, Lord Eddard Stark counts it a curse when King Robert bestows on him the office of the Hand. His honour weighs him down at court where a true man does what he will, not what he must … and a dead enemy is a thing of beauty. The old gods have no power in the south, Stark’s family is split and there is treachery at court. Worse, the vengeance-mad heir of the deposed
Dragon King has grown to maturity in exile in the Free Cities. He claims the Iron Throne."
Opinião Literária:
Olá olá! Decidi fazer a opinião logo este mês para não cair em 'esquecimento' em termos de detalhes e tudo mais. A história é, no mínimo, surreal - é complicado seguir todos os detalhes do livro se não tiveste algum contacto com a série. Há muita informação a surgir e muitos nomes para trocar. Felizmente, a edição que tenho está muito bem preparada pois tem dois mapas que representam o norte e sul de Westeros; tem também um apêndice onde estão representadas todas as casas que irão surgir nesse volume.
Quanto à escrita de G.R.R.Martin, esta é bastante simples e descritiva, tornando-se fácil de imaginar as personagens e locais na nossa mente. Não é complexa, algo que me desiludiu um pouco; isto parece não fazer sentido mas tenho sempre a esperança que um livro tão aclamado traga algum mérito em termos formais mas, neste caso, não trouxe. Não foi fora do comum e todo a atenção foca-se na imaginação de Martin.
A estrutura do livro é também bastante interessante e torna-se muito mais fácil de ler - não é tão maçador e cria uma relação deliciosa com o leitor pois entramos na mente das personagens :-) Há algumas personagens que estão muito mais favorecidas na série do que nos livros mas isso são pormenores que não interessam para um leitor sem contacto com a série.
O que me fez dar 4 estrelas ao livro? O tamanho dele. O livro foi excessivamente grande para a quantidade de informação que nos trouxe. Um livro daquele tamanho foi representado em apenas uma temporada, o que nos desmotiva logo. As edições portuguesas, apesar de criticadas, são bastante inteligentes - torna-se mais fácil ler dois livros do que apenas um daquele tamanho mas para quem sabe das edições inglesas, torna-se ainda mais revoltante. Acabei por ler dois livros, cada um com aproximadamente 500páginas e a acção não correspondeu ao número destas nem às expectativas. Espero que o próximo livro tenha mais acção!
Título: A Game of Thrones
Autor: George R.R. Martin
Número de Páginas: 835
Publicado em: 1996
Goodreads: aqui
Pontuação: 4 Estrelas
sábado, 8 de agosto de 2015
[Opinião Literária] White Noise - Don DeLillo
Sinopse:
"A brilliant satire of mass culture and the numbing effects of technology, White Noise tells the story of Jack Gladney, a teacher of Hitler studies at a liberal arts college in Middle America. Jack and his fourth wife, Babette, bound by their love, fear of death, and four ultramodern offspring, navigate the rocky passages of family life to the background babble of brand-name consumerism. Then a lethal black chemical cloud, unleashed by an industrial accident, floats over their lives, an "airborne toxic event" that is a more urgent and visible version of the white noise engulfing the Gladneys—the radio transmissions, sirens, microwaves, and TV murmurings that constitute the music of American magic and dread."
Opinião Literária:
A escrita do autor é brilhante - é por aí que posso começar e terminar. O livro aborda um tema que agora está bastante em voga e que considero que tem de ser debatido mais vezes; em termos de temática, o livro é excelente. É satírico no que toca ao consumismo, à poluição, ao medo constante de morrer e à troca das nossas crenças religiosas por compras materiais. É divertido e irónico de uma ponta à outro, é impossível não adorar esse aspecto.
O que se perdeu um pouco no livro é a estrutura dele e o conteúdo em si - o tema foi bem explorado, os traços característicos da escrita do autor estão lá... Só faltou matéria suficiente para as mais de 300páginas que o livro tem. Senti que nada avançava e apenas havia uma continuidade de críticas e julgamentos - onde está o desenvolvimento das personagens? Da história? Há um desenrolar, no final percebemos o avanço que houve mas até lá chegarmos... Foi muito tempo de leitura e suor.
Acabei por dar apenas 3 estrelas ao livro pois ele ficou muito aquém das minhas expectativas - e mesmo apenas com 3 estrelas foi um livro excelente e que aconselho a toda a gente! Penso que é um livro de 4 estrelas, apenas não foi uma boa experiência lê-lo; foi excelente ler SOBRE ele, analisá-lo, estudá-lo... Lê-lo foi bastante aborrecido e demorado. É uma pena!
Título: White Noise
Autor: Don DeLillo
Número de Páginas: 320
Publicado em: 1999
Goodreads: aqui
Pontuação: 3 Estrelas
"A brilliant satire of mass culture and the numbing effects of technology, White Noise tells the story of Jack Gladney, a teacher of Hitler studies at a liberal arts college in Middle America. Jack and his fourth wife, Babette, bound by their love, fear of death, and four ultramodern offspring, navigate the rocky passages of family life to the background babble of brand-name consumerism. Then a lethal black chemical cloud, unleashed by an industrial accident, floats over their lives, an "airborne toxic event" that is a more urgent and visible version of the white noise engulfing the Gladneys—the radio transmissions, sirens, microwaves, and TV murmurings that constitute the music of American magic and dread."
Opinião Literária:
A escrita do autor é brilhante - é por aí que posso começar e terminar. O livro aborda um tema que agora está bastante em voga e que considero que tem de ser debatido mais vezes; em termos de temática, o livro é excelente. É satírico no que toca ao consumismo, à poluição, ao medo constante de morrer e à troca das nossas crenças religiosas por compras materiais. É divertido e irónico de uma ponta à outro, é impossível não adorar esse aspecto.
O que se perdeu um pouco no livro é a estrutura dele e o conteúdo em si - o tema foi bem explorado, os traços característicos da escrita do autor estão lá... Só faltou matéria suficiente para as mais de 300páginas que o livro tem. Senti que nada avançava e apenas havia uma continuidade de críticas e julgamentos - onde está o desenvolvimento das personagens? Da história? Há um desenrolar, no final percebemos o avanço que houve mas até lá chegarmos... Foi muito tempo de leitura e suor.
Acabei por dar apenas 3 estrelas ao livro pois ele ficou muito aquém das minhas expectativas - e mesmo apenas com 3 estrelas foi um livro excelente e que aconselho a toda a gente! Penso que é um livro de 4 estrelas, apenas não foi uma boa experiência lê-lo; foi excelente ler SOBRE ele, analisá-lo, estudá-lo... Lê-lo foi bastante aborrecido e demorado. É uma pena!
Título: White Noise
Autor: Don DeLillo
Número de Páginas: 320
Publicado em: 1999
Goodreads: aqui
Pontuação: 3 Estrelas
domingo, 2 de agosto de 2015
sexta-feira, 17 de julho de 2015
[Opinião Literária] Os Espelhos de Tukor - Sara João Fonseca
Sinopse:
"Há elos que se originam na incondicionalidade do afecto, laços que se perpetuam pela eternidade e mais um dia. Muito mais do que um livro para crianças, este conto juvenil simboliza uma verdadeira lição de existência com noções tão basilares como o amor, a família, a saudade, a aceitação e a amizade.
Os Espelhos de Tükor é um sonho cheio de inocência, ternura e sensibilidade onde se aprende, principalmente, a crescer."
Opinião Literária:
Queria desde já agradecer à Chiado Editora por ter enviado este livro para poder fazer uma opinião construtiva em relação ao referido. Desejo também as maiores felicidades para a autora, Sara João Fonseca, para que continue a escrever e que não perca a força e vontade.
A história fala-nos sobre uma família, o sentido de união desta, o amor, a amizade, a saudade e como viver sentindo-a - todo o enredo que é dado inicialmente é apenas uma certa contextualização para a autora começar a explorar o que realmente queria. Gostei bastante deste pormenor e o enredo é bastante caloroso e querido, faz-nos sentir acolhidos pela família que a autora nos trouxe. Quando a parte moralista começa, esta está bem escrita, com um toque sensível, contudo, por vezes, demasiado. Senti que o livro por vezes pecou por ser demasiado sentimental, sendo necessário ter em conta a que criança queremos ler a obra.
Outro pormenor que me despertou a atenção foi a quantidade de enumerações e de palavras relativamente difíceis que o livro tinha. Achei que isso poderá ser bom ou mau, dependendo da idade e da altura em que a criança lê o livro - na escola, em casa... São situações a ter em conta.
No geral, foi um livro interessante e divertido de se ler - a escrita é fluída e autora traz-nos assuntos muito interessantes, assim como perspectivas que não são muito exploradas; neste caso, a visão dos avós em relação aos seus netos. É um livro que recomendo se quiserem ler uma obra mais simples e com uma mensagem meiga e carinhosa. Para além de estarem a ajudar autores portugueses que começaram agora a sua aventura!
Título: Os Espelhos de Tukor
Autora: Sara João Fonseca
Número de Páginas: 78
Publicado em: 2015
Goodreads: aqui
Pontuação: 3,5 *
"Há elos que se originam na incondicionalidade do afecto, laços que se perpetuam pela eternidade e mais um dia. Muito mais do que um livro para crianças, este conto juvenil simboliza uma verdadeira lição de existência com noções tão basilares como o amor, a família, a saudade, a aceitação e a amizade.
Os Espelhos de Tükor é um sonho cheio de inocência, ternura e sensibilidade onde se aprende, principalmente, a crescer."
Opinião Literária:
Queria desde já agradecer à Chiado Editora por ter enviado este livro para poder fazer uma opinião construtiva em relação ao referido. Desejo também as maiores felicidades para a autora, Sara João Fonseca, para que continue a escrever e que não perca a força e vontade.
A história fala-nos sobre uma família, o sentido de união desta, o amor, a amizade, a saudade e como viver sentindo-a - todo o enredo que é dado inicialmente é apenas uma certa contextualização para a autora começar a explorar o que realmente queria. Gostei bastante deste pormenor e o enredo é bastante caloroso e querido, faz-nos sentir acolhidos pela família que a autora nos trouxe. Quando a parte moralista começa, esta está bem escrita, com um toque sensível, contudo, por vezes, demasiado. Senti que o livro por vezes pecou por ser demasiado sentimental, sendo necessário ter em conta a que criança queremos ler a obra.
Outro pormenor que me despertou a atenção foi a quantidade de enumerações e de palavras relativamente difíceis que o livro tinha. Achei que isso poderá ser bom ou mau, dependendo da idade e da altura em que a criança lê o livro - na escola, em casa... São situações a ter em conta.
No geral, foi um livro interessante e divertido de se ler - a escrita é fluída e autora traz-nos assuntos muito interessantes, assim como perspectivas que não são muito exploradas; neste caso, a visão dos avós em relação aos seus netos. É um livro que recomendo se quiserem ler uma obra mais simples e com uma mensagem meiga e carinhosa. Para além de estarem a ajudar autores portugueses que começaram agora a sua aventura!
Título: Os Espelhos de Tukor
Autora: Sara João Fonseca
Número de Páginas: 78
Publicado em: 2015
Goodreads: aqui
Pontuação: 3,5 *
sexta-feira, 10 de julho de 2015
[Opinião Literária] The White Rose - Inge Scholl
Sinopse:
"The White Rose tells the story of Hans Scholl and Sophie Scholl, who in 1942 led a small underground organization of German students and professors to oppose the atrocities committed by Hitler and the Nazi Party. They named their group the White Rose, and they distributed leaflets denouncing the Nazi regime. Sophie, Hans, and a third student were caught and executed.
Written by Inge Scholl (Han's and Sophie's sister), The White Rose features letters, diary excerpts, photographs of Hans and Sophie, transcriptions of the leaflets, and accounts of the trial and execution."
Opinião Literária:
Tenho um grande carinho por esta obra pois foi a primeira que consegui ler em alemão - muito graças ao dicionário mas li! Por ter lido nesta língua, não poderei comentar quanto à escrita pois a pontuação alemã é diferente e não faço a mínima como poderá ter ficado a versão inglesa. Apesar de não poder comentar a escrita, tenho muito a dizer quanto à história - esta é, no mínimo, chocante e devastadora. Não me senti bem ao longo da leitura, não por não gostar mas sim porque não entendi como é que fora possível tais atrocidades - nesse aspecto, o livro faz-nos reflectir bastante quanto à Alemanha Nazi e à posição da Europa. Contudo, acho que o livro é mais do que isso, especialmente por ser contado por alemães e não pelos vencedores. Acho que esse pormenor acrescentou uma energia mais positiva e interessante ao livro. Por maior que o choque seja, sentes um certo conforto ao saberes que o próprio povo alemão começava a não concordar com o regime e a revoltar-se.
O livro é também bastante inspirador, em parte devido à idade das personagens. Sophie Scholl, a única rapariga do grupo (viva o feminismo!), morreu com 21anos e a força como defendeu os seus ideais foi maravilhosa. Dá força ao leitor para lutar pelo que acredita.
Não sou a maior fã de biografias mas esta vale a pena ler. A II Guerra Mundial não pode ser esquecida e é bastante interessante ler várias perspectivas!
Título: The White Rose
Autora: Inge Scholl
Número de Páginas: 176
Publicado em: 1983
Goodreads: aqui
Pontuação:
"The White Rose tells the story of Hans Scholl and Sophie Scholl, who in 1942 led a small underground organization of German students and professors to oppose the atrocities committed by Hitler and the Nazi Party. They named their group the White Rose, and they distributed leaflets denouncing the Nazi regime. Sophie, Hans, and a third student were caught and executed.
Written by Inge Scholl (Han's and Sophie's sister), The White Rose features letters, diary excerpts, photographs of Hans and Sophie, transcriptions of the leaflets, and accounts of the trial and execution."
Opinião Literária:
Tenho um grande carinho por esta obra pois foi a primeira que consegui ler em alemão - muito graças ao dicionário mas li! Por ter lido nesta língua, não poderei comentar quanto à escrita pois a pontuação alemã é diferente e não faço a mínima como poderá ter ficado a versão inglesa. Apesar de não poder comentar a escrita, tenho muito a dizer quanto à história - esta é, no mínimo, chocante e devastadora. Não me senti bem ao longo da leitura, não por não gostar mas sim porque não entendi como é que fora possível tais atrocidades - nesse aspecto, o livro faz-nos reflectir bastante quanto à Alemanha Nazi e à posição da Europa. Contudo, acho que o livro é mais do que isso, especialmente por ser contado por alemães e não pelos vencedores. Acho que esse pormenor acrescentou uma energia mais positiva e interessante ao livro. Por maior que o choque seja, sentes um certo conforto ao saberes que o próprio povo alemão começava a não concordar com o regime e a revoltar-se.
O livro é também bastante inspirador, em parte devido à idade das personagens. Sophie Scholl, a única rapariga do grupo (viva o feminismo!), morreu com 21anos e a força como defendeu os seus ideais foi maravilhosa. Dá força ao leitor para lutar pelo que acredita.
Não sou a maior fã de biografias mas esta vale a pena ler. A II Guerra Mundial não pode ser esquecida e é bastante interessante ler várias perspectivas!
Título: The White Rose
Autora: Inge Scholl
Número de Páginas: 176
Publicado em: 1983
Goodreads: aqui
Pontuação:
terça-feira, 23 de junho de 2015
[Opinião Literária] If Only it Were True - Marc Levy
Sinopse:
"What do you do when you find a stranger in your closet; particularly when she's surprised that you can even see her -- and she can disappear and reappear at whim? What if she then tells you that her body is actually in a coma on the other side of town? Should you have her see a psychiatrist or should you consult one yourself? Or do you take a chance and believe in her, and allow yourself to be swept up in an extraordinary adventure?
This is the beginning of the dilemma that Arthur, a young San Francisco architect, is faced with when he discovers Lauren in his apartment.
Arthur is the only man who can share Lauren's secret, the only one who can see her, hear her, and talk to her when no one else so much as senses her presence. So when doctors prepare to end Lauren's physical care -- which would destroy the magical bond she and Arthur cherish -- he must find a way to save her. For, after all, it is only her love that can save him."
“It's when you give something that you have very little of, that you truly give."
Opinião Literária:
Esta foi uma obra que li há algum tempo atrás e que ficou um pouco perdida na gaveta, com muita pena minha. Estava a arrumar as minhas leituras no Goodreads e reparei que faltava a opinião deste livro do qual até tenho uma opinião positiva. Melhor partilhá-la, não é? ;-)
O enredo não é nada demais nem nada de novo trazido para a literatura - fantasmas, experiências paranormais, médicos e por aí além. Mas a verdade é que, mesmo não sendo algo invulgar, não consegue deixar de ser surpreendente e de agarrar o leitor ao livro. Mesmo lendo sobre este tema vezes sem conta, ficamos sempre surpreendidos! Não existem grandes contornos na história, não há uma base relativamente sólida sobre o que ocorreu - apenas sabemos que algo aconteceu.
As personagens são a parte mais cativante do livro - são divertidas, entretém o leitor e não criam grandes polémicas nem questões.
No geral, é 1 livro que me marcou? Não. É 1 livro que divertiu? Sem dúvida. Nem todos os livros têm de ser como Saramago e visto que está a chegar o Verão, sabe bem descontrair e ler estas histórias de amor sem grandes filosofias, apenas sonhos. Há acção, romance, comédia e divertimento garantido. Infelizmente, não há nada de completa diferença que o distinga de vários outros livros do mesmo género. Este é um bom livro para levar para as férias, visto que é uma leitura agradável e suave, em Portugal é versão pocket e penso que apenas custou 8€!
Pontuação:
Título: If Only it were True
Autor: Marc Levy
Número de Páginas: 216
Publicado em: 2000
Goodreads:aqui
"What do you do when you find a stranger in your closet; particularly when she's surprised that you can even see her -- and she can disappear and reappear at whim? What if she then tells you that her body is actually in a coma on the other side of town? Should you have her see a psychiatrist or should you consult one yourself? Or do you take a chance and believe in her, and allow yourself to be swept up in an extraordinary adventure?
This is the beginning of the dilemma that Arthur, a young San Francisco architect, is faced with when he discovers Lauren in his apartment.
Arthur is the only man who can share Lauren's secret, the only one who can see her, hear her, and talk to her when no one else so much as senses her presence. So when doctors prepare to end Lauren's physical care -- which would destroy the magical bond she and Arthur cherish -- he must find a way to save her. For, after all, it is only her love that can save him."
“It's when you give something that you have very little of, that you truly give."
Opinião Literária:
Esta foi uma obra que li há algum tempo atrás e que ficou um pouco perdida na gaveta, com muita pena minha. Estava a arrumar as minhas leituras no Goodreads e reparei que faltava a opinião deste livro do qual até tenho uma opinião positiva. Melhor partilhá-la, não é? ;-)
O enredo não é nada demais nem nada de novo trazido para a literatura - fantasmas, experiências paranormais, médicos e por aí além. Mas a verdade é que, mesmo não sendo algo invulgar, não consegue deixar de ser surpreendente e de agarrar o leitor ao livro. Mesmo lendo sobre este tema vezes sem conta, ficamos sempre surpreendidos! Não existem grandes contornos na história, não há uma base relativamente sólida sobre o que ocorreu - apenas sabemos que algo aconteceu.
As personagens são a parte mais cativante do livro - são divertidas, entretém o leitor e não criam grandes polémicas nem questões.
No geral, é 1 livro que me marcou? Não. É 1 livro que divertiu? Sem dúvida. Nem todos os livros têm de ser como Saramago e visto que está a chegar o Verão, sabe bem descontrair e ler estas histórias de amor sem grandes filosofias, apenas sonhos. Há acção, romance, comédia e divertimento garantido. Infelizmente, não há nada de completa diferença que o distinga de vários outros livros do mesmo género. Este é um bom livro para levar para as férias, visto que é uma leitura agradável e suave, em Portugal é versão pocket e penso que apenas custou 8€!
Pontuação:
Título: If Only it were True
Autor: Marc Levy
Número de Páginas: 216
Publicado em: 2000
Goodreads:aqui
terça-feira, 16 de junho de 2015
[Opinião Literária] The Casual Vacancy - J.K.Rowling
Sinopse:"When Barry Fairbrother dies in his early forties, the town of Pagford is left in shock. Pagford is, seemingly, an English idyll, with a cobbled market square and an ancient abbey, but what lies behind the pretty façade is a town at war. Rich at war with poor, teenagers at war with their parents, wives at war with their husbands, teachers at war with their pupils ... Pagford is not what it first seems.
And the empty seat left by Barry on the parish council soon becomes the catalyst for the biggest war the town has yet seen. Who will triumph in an election fraught with passion, duplicity and unexpected revelations?"
“It was strange how your brain could know what your heart refused to accept."
Opinião Literária:
Sabem o que tornou este livro especial? O efeito especial que ele cria ao leitor. Aquela sensação de 'não acredito que isto aconteceu'. A história não é nada extraordinária, pelo contrário, achei-a aborrecida e li o livro rapidamente pois viva o Verão. As personagens têm 1 caracterização riquíssima, algo que também poderei dizer dos cenários - são bastante visuais e descritos ao pormenor. A escrita foi 1 choque (quem não o teve?), não estava de todo preparada! Contudo, foi uma evolução agradável e foi uma escrita que me cativou a atenção, gostei mais deste registo do que o registo utilizado em Harry Potter - faixas etárias diferentes.
É um livro que aconselho a todos, sem dúvida. Se tens medo que apanhes 1 desilusão ou se pensas 'lá se vai a minha infância', ela vai-se por 1 boa leitura! O livro cria uma atmosfera só sua e do leitor, tão interessante e envolvente que sentimos que lemos 500páginas e que não chegamos a lado nenhum - na verdade, chegamos a todos os lados.
“But who could bear to know which stars were already dead, she thought, blinking up at the night sky; could anybody stand to know that they all were?”
Pontuação:
Título: The Casual Vacancy
Autor: J.K. Rowling
Número de Páginas: 503
Publicado em: 2012
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