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sábado, 8 de agosto de 2015

[Opinião Literária] White Noise - Don DeLillo

Sinopse:

"A brilliant satire of mass culture and the numbing effects of technology, White Noise tells the story of Jack Gladney, a teacher of Hitler studies at a liberal arts college in Middle America. Jack and his fourth wife, Babette, bound by their love, fear of death, and four ultramodern offspring, navigate the rocky passages of family life to the background babble of brand-name consumerism. Then a lethal black chemical cloud, unleashed by an industrial accident, floats over their lives, an "airborne toxic event" that is a more urgent and visible version of the white noise engulfing the Gladneys—the radio transmissions, sirens, microwaves, and TV murmurings that constitute the music of American magic and dread.

Opinião Literária:
A escrita do autor é brilhante - é por aí que posso começar e terminar. O livro aborda um tema que agora está bastante em voga e que considero que tem de ser debatido mais vezes; em termos de temática, o livro é excelente. É satírico no que toca ao consumismo, à poluição, ao medo constante de morrer e à troca das nossas crenças religiosas por compras materiais. É divertido e irónico de uma ponta à outro, é impossível não adorar esse aspecto. 
O que se perdeu um pouco no livro é a estrutura dele e o conteúdo em si - o tema foi bem explorado, os traços característicos da escrita do autor estão lá... Só faltou matéria suficiente para as mais de 300páginas que o livro tem. Senti que nada avançava e apenas havia uma continuidade de críticas e julgamentos - onde está o desenvolvimento das personagens? Da história? Há um desenrolar, no final percebemos o avanço que houve mas até lá chegarmos... Foi muito tempo de leitura e suor.
Acabei por dar apenas 3 estrelas ao livro pois ele ficou muito aquém das minhas expectativas - e mesmo apenas com 3 estrelas foi um livro excelente e que aconselho a toda a gente! Penso que é um livro de 4 estrelas, apenas não foi uma boa experiência lê-lo; foi excelente ler SOBRE ele, analisá-lo, estudá-lo... Lê-lo foi bastante aborrecido e demorado. É uma pena!

Título: White Noise
Autor: Don DeLillo
Número de Páginas: 320
Publicado em: 1999
Goodreads: aqui
Pontuação:  3 Estrelas

domingo, 19 de julho de 2015

terça-feira, 28 de abril de 2015

[Opinião Literária] As Horas - Michael Cunningham

Sinopse:
«The Hours tells the story of three women: Virginia Woolf, beginning to write Mrs. Dalloway as she recuperates in a London suburb with her husband in 1923; Clarissa Vaughan, beloved friend of an acclaimed poet dying from AIDS, who in modern-day New York is planning a party in his honor; and Laura Brown, in a 1949 Los Angeles suburb, who slowly begins to feel the constraints of a perfect family and home. By the end of the novel, these three stories intertwine in remarkable ways, and finally come together in an act of subtle and haunting grace.»

“Beauty is a whore, I like money better.”  

Opinião Literária:
A melhor palavra para descrever este livro é a seguinte: subtileza. E sublime. Este livro é, acima de tudo, sublime. É acima de qualquer palavra que o possa descrever, acima de falas sem conteúdo, rodeios desnecessários ou elementos mágicos e fantástico. É sublime por si só. Não conta uma história extraordinária, apenas relata um dia de três pessoas extraordinárias. Só um dia, não é preciso mais do que isso para mudar a realidade. As personagens são apresentadas com uma das melhores descrições que já vi, são ricas, com material para trabalhar e aprender. O enredo não é nada demais - apesar de apresentar aquele efeito surpresa, não o torna um livro de mistério, muito pelo contrário. Cunningham trabalha muito bem todos os acontecimentos, de forma a não tornar a leitura aborrecida (as três mulheres têm direito a vários capítulos feitos para elas).
Este é um verdadeiro livro de cinco estrelas. É um livro que lês e, ao terminar, sentes que ultrapassaste um patamar na tua vida, que algumas dúvidas desapareceram. Acima de tudo, é um livro que nos relembra a nossa condição - somos humanos, não somos super-heróis. O existencialismo neste livro é brilhante e toda a ideia de que não conseguimos fazer mais, por melhores e mais fortes que as nossas intenções sejam. E o melhor que podemos fazer, é resignar-nos. Sabem o poema de Ricardo Reis sobre a Lídia à beira do rio? Aqui está ele, em prosa.



Autor: Michael Cunningham
Número de Páginas: 226
Publicado em: 1998
Goodreads: aqui

«I don't have any regrets, really, except that one. I wanted to write about you, about us, really. Do you know what I mean? I wanted to write about everything, the life we're having and the lives we might have had. I wanted to write about all the ways we might have died.»

terça-feira, 30 de setembro de 2014

[Opinião Literária] Memorial do Convento - José Saramago

Título: Memorial do Convento
Autor: José Saramago
Número de páginas:493

Sinopse:
"Era uma vez um rei que fez promessa de levantar convento em Mafra. Era uma vez a gente que construiu esse convento. Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes. Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido." (mais em Goodreads)

“O homem primeiro tropeça, depois anda, depois corre, um dia voará.”

Opinião Literária:
Para muitos, esta opinião torna-se um pouco inútil pois é um livro de leitura obrigatória no 12ºano. Contudo, achei que deveria falar um pouco mais deste livro vencedor de um nobel. O facto de ser o único livro que ganhou um nobel, não significa que este seja perfeito e que toda a gente goste deste. Quando o li, dei 3 estrelas e irei explicar porquê.
O livro é bastante rico devido aos seus três planos de ação e à maneira como Saramago descreve e, discretamente, critica algumas tradições enraizadas na sociedade da altura. Com esta descrição, o autor também aproveita para comparar com o presente, o que faz com que catalogue o livro como algo de intervenção social. As personagens são invulgares, interessantes e muito bem desenvolvidas, especialmente Blimunda.
O que me fez dar três estrelas - a falta de vontade de agradar que Saramago apresenta neste livro. Ao ler este livro, senti que o autor escrevia uma história, uma farsa, para apenas desabafar e criticar todos os pontos negativos que encontrava, o que me irritou um pouco. É algo mais pessoal e, para muitos, este deve de ser o melhor aspeto do livro mas eu não gostei. Não gostei da forma como o livro foi algo um intermédio entre um livro de intervenção e um livro de leitura (supostamente) fácil.
No geral, dar-lhe-ia 3estrelas e meia. Quero ler muitos mais livros deste autor que sempre me interessou.

domingo, 24 de agosto de 2014

[Opinião Literária] O Bom Inverno - João Tordo

Título: O Bom Inverno
Autor: João Tordo
Número de páginas: 302


Sinopse:
"Quando o narrador, um escritor prematuramente frustrado e hipocondríaco, viaja até Budapeste para um encontro literário, está longe de imaginar até onde a literatura o pode levar. Coxo, portador de uma bengala, e planeando uma viagem rápida e sem contratempos, acaba por conhecer Vincenzo Gentile, um escritor italiano mais jovem, mais enérgico, e muito pouco sensato, que o convence a ir da Hungria até Itália, onde um famoso produtor de cinema tem uma casa de província no meio de um bosque, escondida de olhares curiosos, e onde passa a temporada de Verão à qual chama, enigmaticamente, de O Bom Inverno. O produtor, Don Metzger, tem duas obsessões: cinema e balões de ar quente. Entre personagens inusitadas, estranhos acontecimentos, e um corpo que o atraiçoa constantemente, o narrador apercebe-se que em casa de Metzger as coisas não são bem o que parecem. Depois de uma noite agitada, aquilo que podia parecer uma comédia transforma-se em tragédia: Metzger é encontrado morto no seu próprio lago. Porém, cada um dos doze presentes tem uma versão diferente dos acontecimentos. Andrés Bosco, um catalão enorme e ameaçador, que constrói os balões de ar quente de Metzger, toma nas suas mãos a tarefa de descobrir o culpado e isola os presentes na casa do bosque. Assustadas, frágeis, e egoístas, as personagens começam a desabar, atraiçoando-se e acusando-se mutuamente, sob a influência do carismático e perigoso Bosco, que desaparece para o interior do bosque, dando início a um cerco. E, um a um, os protagonistas vão ser confrontados com os seus piores medos, num pesadelo assassino que parece só poder terminar quando não sobrar ninguém para contar a história." (mais no Goodreads)

Opinião Literária:
 Vi este livro à venda no Continente e fiquei intrigada - já tinha ouvido falar de Tordo e pareceu-me um autor a investir, que realmente iria gostar dos seus livros; contudo, não quis arriscar...
...Até que,no mesmo dia, fui à biblioteca municipal e vi-o lá! Achei que não podia mesmo desperdiçar esta oportunidade e requisitei-o logo, ansiosa por devorá-lo.
Confesso que houve um pequeno choque inicial; a verdade é que não sabia muito bem com o que contar e a sua escrita surpreendeu-me tanto pela positiva, fiquei maravilhada. Penso que o maior choque foi mesmo a forma como abordou uma questão tão importante como a existência humana. João Tordo apresenta-nos um leque de personagens tão reais, únicas e diversificadas que, mal terminei o livro, tive de consultar o google pois pensei que talvez existissem! Consegue prender-nos constantemente - se não for pelo enredo, definitivamente será pela beleza das suas descrições. É um livro maravilhoso que, inicialmente, pareceu-me como que um monólogo sobre como os humanos se resingam à sua qualidade de pessoa e que, lentamente, termina num thriller cheio de ação e emoção. Definitivamente, voltarei a ler algo deste autor!

domingo, 20 de julho de 2014

[Opinião Literária] Paul Auster - The Music of Chance

Título: The Music of Chance
Autor: Paul Auster
Número de páginas: 217

Sinopse:
"In a Pennsylvania meadow, a young fireman and an angry gambler are forced to build a wall of fifteenth-century stone. For Jim Nashe, it all started when he came into a small inheritance and left Boston in pusuit of "a life of freedom." Careening back and forth across the United States, waiting for the money to run out, Nashe met Jack Pozzi, a young man with a temper and a plan. With Nashe's last funds, they entered a poker game against two rich eccentrics, "risking everything on the single turn of a card." In Paul Auster's world of fiendish bargains and punitive whims, where chance is a shifting and powerful force, there is redemption, nonetheless, in Nashe's resolute quest for justice and his capacity for love."
Mais informações sobre o livro em: Goodreads

Opinião:
Mais um livro que, provavelmente, irá receber uma opinião negativa e que está poderá ser um tanto injusta. Fui obrigada a ler este livro para a faculdade e, portanto, nem me dei ao trabalho de ler a sinopse, apenas encomendei; a boa parte é que gosto sempre de ler e não iniciei a leitura desaniada mas, rapidamente, o fiquei - a apresentação das personagens é um pouco reboscada e são banais, ou melhor, demasiado banais que, por vezes, apenas apetecia gritar 'acorda para a vida!'. Existem algumas partes boas nesta leitura: as mensagens que vão sendo passadas de forma subentendida, a luta entre o que é correto e o que é mais fácil, o desejo de vingança. Também achei interessante o facto de terem utilizado como 'plano' o vício do jogo, não é um tema comum.
O final é um choque mas, por lado, penso que foi melhor ter terminado assim, sempre deu algum interesse ao livro.
No final, foi uma leitura aborrecida e que apenas se arrastou, uma pena pois o autor não conseguiu aproveitar elementos tão importantes como a simbologia da música, os vários valores que apresentou, apenas deixou como que pequenas ideias que mereciam ser melhor exploradas.



sábado, 7 de junho de 2014

[Opinião Literária] Bring up the bodies - Hilary Mantel (#2)

Título: Bring up the bodies (Thomas Cromwell Triology #2)
Autora: Hilary Mantel
Sinopse: 
"By 1535 Thomas Cromwell is Chief Minister to Henry VIII, his fortunes having risen with those of Anne Boleyn, the king's new wife. But Anne has failed to give the king an heir, and Cromwell watches as Henry falls for plain Jane Seymour. Cromwell must find a solution that will satisfy Henry, safeguard the nation and secure his own career. But neither minister nor king will emerge unscathed from the bloody theater of Anne's final days"

Opinião Literária: 
Honestamente, esperava algo melhor. A ação avançou demasiado rapidamente com vários planos e personagens e, desta vez, penso que Mantel não conseguiu cordená-los assim tão bem. Por um lado, gostava que tivesse trabalhado mais na caracterização da vida de Ana de Bolena mas, por outro, a triologia é sobre Cromwell, e entendo a intenção da autora. Partes incrivelmente bem escritas e intensas, como que o mistério pairasse no ar, o que me fez gostar do livro.
O livro terminou com final aberto e epsero que Mantel traga um livro arrasador pois este desiludiu-me um pouco. Penso que a também irei preferir o 3º livro pois não tenho muitas informações sobre a vida de Thomas Cromwell e tudo o que ocorreu neste foi um tanto previsível.