Mostrar mensagens com a etiqueta autores S-Z. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta autores S-Z. Mostrar todas as mensagens

domingo, 17 de janeiro de 2016

[Opinião Literária] The Waves/The Colour of Magic

Olá a todos e bom Domingo! Por hoje temos um vídeo onde falo sobre as minhas duas últimas leituras para a TBR normal e para a TBR Challenge. Foram 2 livros que adorei, especiais e que iniciaram trajectórias diferentes enquanto leitura - 1 deles foi o primeiro livro que li de Woolf, o outro lançou uma pequena fasquia em relação a magia (ups,rimou!). Espero que gostem destas opiniões :-)


terça-feira, 8 de setembro de 2015

[Opinião Literária] A Última Entrevista de José Saramago - José Rodrigues dos Santos

Opinião Literária:
Este livro foi a primeira obra que li em formato biográfico e de entrevista e fiquei muito bem impressionada! Estava receosa que o livro se tornasse um pouco desinteressante pois é apenas uma entrevista e José Rodrigues dos Santos poderia conduzir esta para assuntos que me desinteressassem; Afinal, este livro foi uma lufada de ar fresco nas minhas leituras de Verão. Rodrigues dos Santos fez perguntas interessantíssimas, não abordou determinados assuntos de forma mais rude e soube controlar toda a situação. Adorei as respostas de Saramago, algumas fazendo-me chorar um pouquinho, confesso.
O livro tem também um prefácio de Pilar que,mais uma vez, não é aborrecido de todo. Adorei tudo nele e adorei como Saramago falou da linguagem, do problema dos leitores nos tempos de hoje... Foi maravilhoso. Aconselho a todos os leitores que se interessem pelo tempo de leitura, de escrita e,acima de tudo, por Saramago. Vale a pena ler e ver o quão humano ele era - apesar do Nobel, apesar das polémicas, ele era um homem e um dos grandes.

Título: A Última Entrevista de José Saramago
Autor: José Rodrigues dos Santos
Publicado em: 2010
Goodreads: aqui
Pontuação: 5 Estrelas

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

[Opinião Literária] 2 em 1

Olá a todos! Como poderão ter reparado, ontem publiquei um vídeo com as duas opiniões que pertencem à TBR de Julho. Espreitem e digam-me o que acham destes livros ;-)

sexta-feira, 10 de julho de 2015

[Opinião Literária] The White Rose - Inge Scholl

Sinopse:

"The White Rose tells the story of Hans Scholl and Sophie Scholl, who in 1942 led a small underground organization of German students and professors to oppose the atrocities committed by Hitler and the Nazi Party. They named their group the White Rose, and they distributed leaflets denouncing the Nazi regime. Sophie, Hans, and a third student were caught and executed. 
Written by Inge Scholl (Han's and Sophie's sister), The White Rose features letters, diary excerpts, photographs of Hans and Sophie, transcriptions of the leaflets, and accounts of the trial and execution."


Opinião Literária:


Tenho um grande carinho por esta obra pois foi a primeira que consegui ler em alemão - muito graças ao dicionário mas li! Por ter lido nesta língua, não poderei comentar quanto à escrita pois a pontuação alemã é diferente e não faço a mínima como poderá ter ficado a versão inglesa. Apesar de não poder comentar a escrita, tenho muito a dizer quanto à história - esta é, no mínimo, chocante e devastadora. Não me senti bem ao longo da leitura, não por não gostar mas sim porque não entendi como é que fora possível tais atrocidades - nesse aspecto, o livro faz-nos reflectir bastante quanto à Alemanha Nazi e à posição da Europa. Contudo, acho que o livro é mais do que isso, especialmente por ser contado por alemães e não pelos vencedores. Acho que esse pormenor acrescentou uma energia mais positiva e interessante ao livro. Por maior que o choque seja, sentes um certo conforto ao saberes que o próprio povo alemão começava a não concordar com o regime e a revoltar-se.

O livro é também bastante inspirador, em parte devido à idade das personagens. Sophie Scholl, a única rapariga do grupo (viva o feminismo!), morreu com 21anos e a força como defendeu os seus ideais foi maravilhosa. Dá força ao leitor para lutar pelo que acredita.

Não sou a maior fã de biografias mas esta vale a pena ler. A II Guerra Mundial não pode ser esquecida e é bastante interessante ler várias perspectivas!

Título: The White Rose
Autora: Inge Scholl
Número de Páginas: 176
Publicado em: 1983
Goodreads: aqui
Pontuação:

sexta-feira, 10 de abril de 2015

[Opinião Literária] 2 mini-clássicos em 1

Olá a todos! Hoje trago-vos as opiniões de 2 short stories que li, sendo estas considerados clássicos. Apesar de nacionalidades diferentes (1 é americana, a outra é alemã), achei ambas interessantes e com particularidades engraçadas de se descobrir; o que une estas 2 é a sua crítica a algo ou a alguém.  Para estas opiniões serem de melhor compreensão (e também mais rápidas, visto que são short stories...), serão escritas em tópicos

















sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

[Opinião Literária] O Contrabaixo - Patrick Suskind

Título: O Contrabaixo
Autor: Patrick Suskind
Número de páginas: 92

Opinião Literária:
Este foi então o livro escolhido para a TBR de... Outubro?Outubro, penso eu. Não me recordo, escolhi uma péssima altura para começar a TBR. De qualquer modo, os eleitos tinham sido O Contrabaixo e Persuasão de Jane Austen. Foi uma situação relativamente caricata pois não ganhou nenhum deles: a disparidade do tamanho dos livros era imensa e as pessoas que votaram acharam que teria tempo para ler ambos. Numa situação normal teria mas, sendo que estava nas últimas semanas do semestre, não tive. Últimas semanas do semestre não são, de todo, uma situação normal.
O livro tem uma estrutura completamente fora do vulgar - é uma conversa onde só uma pessoa fala. Durante 92 páginas. Eu sei, não parece o livro mais interessante e maravilhoso de se ler mas eu gostei genuinamente dele. O livro é vulgar e, por vezes, precisamos disso - vulgaridade. Não posso dizer muito mais sobre a obra em si, visto que a estrutura é uma grande fala e a personagem.. bem, só há uma, não poderei fazer uma grande descrição pois nem há como comparar. A escrita do autor é corrida e agitada, como que saboreamos cada palavra que Suskind dizer. Como é um monólogo, quase que ouvimos a fala em voz alta, até porque todo o cenário foi montado para criar uma interação com o leitor.
 O que vos posso dizer é que é um livro que tem de ser lido na sua altura. Para alguns, poderá ser uma leitura aborrecida e até acabarão por desistir. Para mim, como li numa fase eufórica e agitada da minha vida, relaxou-me bastante. Ficou com ótima impressão do autor e mal posso esperar para ler O Perfume.

sábado, 22 de novembro de 2014

[Opinião Literária] I am the Messenger e The Book Thief - Markus Zusak

 Título: I am The Messenger
 Autor: Markus Zusak
 Número de páginas: 360

Sinopse:

"protect the diamonds
survive the clubs
dig deep through the spades
feel the hearts


Ed Kennedy is an underage cabdriver without much of a future. He's pathetic at playing cards, hopelessly in love with his best friend, Audrey, and utterly devoted to his coffee-drinking dog, the Doorman. His life is one of peaceful routine and incompetence until he inadvertently stops a bank robbery.

That's when the first ace arrives in the mail.
That's when Ed becomes the messenger.
Chosen to care, he makes his way through town helping and hurting (when necessary) until only one question remains: Who's behind Ed's mission?" (mais em Goodreads)

“Sometimes people are beautiful.
Not in looks.
Not in what they say.
Just in what they are.” 



Título: The Book Thief
Autor: Markus Zusak
 Número de páginas:552

Sinopse:
It's just a small story really, about, among other things, a girl, some words, an accordionist, some fanatical Germans, a Jewish fist-fighter, and quite a lot of thievery. Set during World War II in Germany, Markus Zusak's groundbreaking new novel is the story of Liesel Meminger, a foster girl living outside of Munich. Liesel scratches out a meager existence for herself by stealing when she encounters something she can't resist: books. With the help of her accordion-playing foster father, she learns to read and shares her stolen books with her neighbors during bombing raids - as well as with the Jewish man hidden in her basement before he is marched to Dachau. (mais em Goodreads)

“It kills me sometimes, how people die.”


 Opinião Literária:
Decidi fazer uma opinião dupla pelo simples facto de ter lido ambos os livros num curto intervalo de 3 meses, ou seja, ambas as histórias ainda estão frescas. Achei que também seria algo curioso comparar os livros. Vamos a isto?

Em termos visuais, tenho de tirar o chapéu à versão original do I am The Messenger - a lombada deste livro é lindíssima (amarela e laranja) e a entrada de cada parte apresenta a carta correspondente aos capítulos que iremos ler, o que torna o livro muito mais interessante e apelativo, até.
Falando de traduções, a tradução da Editorial Presença foi uma das melhores que já li até hoje. A maneira como traduziram, pontuaram, até a estrutura do texto... Maravilhosa. Dos poucos livros que aconselho vivamente lerem em português pois não serão desiludidos pela tradução.

A maior diferença que senti entre os livros: a maneira como Zusak escreveu. The Book Thief apresenta uma leitura mais pesada e madura, contrastando com a descontração que o autor escreveu I am The Messenger (tudo isto,provavelmente, influenciado pelo tema e pela época). Não pensem que I am The Messenger é um livro infantil, nada disso! Aborda temas bastante pesados até, apenas de uma forma mais branda e descontraída, também porque o narrador deste livro é 1 jovem de 20anos.

Em termos de história, confesso que gostei mais do The Book Thief. É apelativa, mais marcante. Não consegui evitar sentir que o I am The Messenger, por vezes, era um pouco repetitivo e infantil. Também em termos de personagens, preferi Liesel a Ed, o que também ajudou a dar uma melhor pontuação a The Book Thief.

No geral, são dois livros de qualidade, com uma história que não considero assim tão criativa; o que faz com que estes livros valham a pena são as personagens tão bem descritas, os detalhes e a escrita de Zusak.

                                                                    The Book Thief




I am The Messenger 


terça-feira, 11 de novembro de 2014

[Opinião Literária] A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista - Jennifer E. Smith

Título: The Statistical Probability of Love at First Sight
Autor: Jennifer E. Smith
Número de páginas: 236

“Is it better to have had a good thing and lost it, or never to have had it?”
 
Sinopse:
"Who would have guessed that four minutes could change everything?
Today should be one of the worst days of seventeen-year-old Hadley Sullivan's life. Having missed her flight, she's stuck at JFK airport and late to her father's second wedding, which is taking place in London and involves a soon-to-be stepmother Hadley's never even met. Then she meets the perfect boy in the airport's cramped waiting area. His name is Oliver, he's British, and he's sitting in her row.
A long night on the plane passes in the blink of an eye, and Hadley and Oliver lose track of each other in the airport chaos upon arrival. Can fate intervene to bring them together once more?
Quirks of timing play out in this romantic and cinematic novel about family connections, second chances, and first loves. Set over a twenty-four-hour-period, Hadley and Oliver's story will make you believe that true love finds you when you're least expecting it." (mais informações em Goodreads)

Opinião Literária:
Um livro que me desiludiu imensamente. Quando iniciei a leitura, não esperava nada brilhante, apenas uma simples história de amor que desse para entreter. Infelizmente, nem isso foi. As personagens são demasiado simples e medíocres, sem qualquer tipo de enredo interessante; os seus próprios dramas eram repetitivos e irritantes. A ação desenvolve-se demasiado rapidamente e forçada. Não há qualquer tempo para criar um amor que surge na última página. 
No geral, foi um livro que acabou por ser um desperdício de tempo, que não me interessou nem aconselho. Admito que já li fanfics melhores que o próprio livro.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

[Opinião Literária] The Pearl - John Steinbeck


5308

 Título: The Pearl
Autor: John Steinbeck
Número de páginas: 87

“He said, "I am a man," and that meant certain things to Juana. It meant that he was half insane and half god.” 

Sinopse:
"A retelling of an old Mexican folk tale involving the discovery of a great pearl and the ensuing misfortune of the fisherman who found it.Today, nearly forty years after his death, Nobel Prize winner John Steinbeck remains one of America's greatest writers and cultural figures." (mais informações em Goodreads)

Opinião Literária:
Penso que devo de considerar este livro como um conto, visto que é tão pequeno. De qualquer forma, foi um conto que adorei. Simples e direto, a linguagem é bastante acessível e pragmática, sem grandes rodeios ou floreados. As personagens são nuas, sem quaisquer preconceitos ou complicações. São personagens que poderiam perfeitamente ser verdadeiras. E, claramente, trazem uma mensagem para quem lê este livro.
Não tinha grandes expectativas em relação ao livro pois não gostei bastante do Of Mice and Men do mesmo autor e este livro, em termos de escrita e tudo mais, diferencia-se completamente do livro supracitado. 
Definitivamente um bom livro para quem quiser ler livros para 1 único dia - é enriquecedor, inspirador e bastante interessante.
 
“And because they were in some way one thing and one purpose, she smiled with him.

And they began this day with hope.”


domingo, 26 de outubro de 2014

[Opinião Literária] Don Carlos - Friedrich Schiller

Título: Don Carlos
Autor: Friedrich Schiller
Número de páginas: aproximadamente 150


Opinião Literária:
Não é a peça de teatro mais famosa do mundo, muito menos em Portugal - e esse foi um dos motivos que me levou a escrever esta opinião literária. Gostei tanto da peça que achei que seria um desperdício não a divulgar e partilhar a minha opinião sobre esta.
Existem sinopses mas...estão em alemão. Como tal, decidi fazer uma pequena sinopse para vocês.
A ação passa-se durante o reinado de Filipe II de Portugal, I de Espanha; Filipe já tem uma certa idade, contudo, está casado com Isabel de Valois, uma princesa jovem, próspera e considerada uma santa. Contudo, há uma pessoa que os separou - Don Carlos, filho de Filipe II.
E,por mais que queira contar,vou ter de ficar por aqui,não quero estragar a magia da peça!
Desde já,elogio o tradutor que,apesar de ter cortado várias cenas, cortou-as de forma lógica,não nos fazendo perder nenhuma cena importantíssima.
A peça trata então de um amor puro e ilícito mas também um tanto lógico (não direi porquê), ou seja, o amor não é suposto ser lógico mas,nesta peça, esta paixão não é algo assim tão irracional. Eu simplesmente adorei a relação que foi retrata, adorei a profundidade de cada personagem, nunca caíndo no exagero ou nos antagonismos de O Bom e O Mau. É uma peça riquíssima, repleta de figuras de estilo, de acusações à sociedade da época (os males da corte espanhola; a ocupação de espanha em flandres) e de indícios de que a literatura estava a evoluir.



terça-feira, 14 de outubro de 2014

[Opinião Literária] Fúria Divina - José Rodrigues dos Santos

 Título: Fúria Divina
Autor: José Rodrigues dos Santos
Número de páginas: 583

Sinopse:
"Uma mensagem secreta da Al-Qaeda faz soar as campainhas de alarme em Washington. Seduzido por uma bela operacional da CIA, o historiador e criptanalista português Tomás Noronha é confrontado em Veneza com uma estranha cifra.Ahmed é um menino egípcio a quem o mullah Saad ensina na mesquita o carácter pacífico e indulgente do islão. Mas nas aulas da madrassa aparece um novo professor com um islão diferente, agressivo e intolerante. O mullah e o novo professor digladiam-se por Ahmed e o menino irá fazer uma escolha que nos transporta ao maior pesadelo do nosso tempo.
E se a Al-Qaeda tem a bomba atómica?Este é o novo romance de um autor que já habituou os seus muitos leitores a aliar o prazer lúdico da leitura ao enriquecimento proporcionado pela relevância dos temas tratados e pela investigação rigorosa que os fundamenta. Depois de tratar a crise energética e os últimos avanços da ciência numa mistura extremamente hábil e subtil de ficção e realidade, José Rodrigues dos Santos traz-nos mais um tema escaldante da actualidade!" (mais em Goodreads


Opinião Literária:
 Uma das regras a decorar quando se lê e que quase nunca apresenta resistência - jornalista não escreve livros de ficção. Um jornalista é ensinado a desconstruir o português para este ser mais perceptível ao povo. Este livro não conseguiu contrariar esta afirmação.
Com um português demasiado simples, Fúria Divina torna-se uma leitura relativamente infantil (retirando a seriedade do tema). Apresenta uma introdução de quase 150páginas demasiado aborrecida e repetitiva, insistindo em dar exemplos de frases no Alcorão que se contrariam e foca-se demasiado no suposto debate interior que existe nos extremistas. Quando a ação começa a desenrolar-se, falta a energia e adrenalina esperada num livro deste género literário.
No geral, considero uma tentativa falhada de ser o Dan Brown de Portugal - falta-lhe criatividade, estruturas melhores e personagens mais desenvolvidas e não tão irritantes. Dou 2estrelas pela pesquisa que José Rodrigues dos Santos fez para poder escrever esta obra.

domingo, 5 de outubro de 2014

[Opinião Literária] Macbeth - William Shakespeare

Título:Macbeth
Autor:William Shakespeare
Número de páginas:132

“Stars, hide your fires; Let not light see my black and deep desires.” 

Opinião Literária:
Umas pequenas notas antes de começar esta opinião:
1)Li este livro em inglês, o que dificultou um pouco a compreensão de determinadas partes; contudo, basta comprar 1 edição de estudo que contenha todas as informações necessárias e torna a leitura muito mais fácil e menos cansativa.;
2)Não encontrei uma única edição no goodreads que tivesse a verdadeira sinopse da obra! As edições limitam-se a valorizarem-se e a anunciarem que,aparentemente, têm melhores traduções, melhores referências...Nenhuma explica a história ou fala de Shakespeare. Achei este pormenor interessante.

A história fala-nos de um lord, Macbeth, que apanha um traidor e todos o consideram um salvador, um exemplo a seguir, até o próprio rei. Contudo, a fama começa a pressioná-lo e tambéma a alterar os valores morais da sua esposa.
Em termos de enredo, Macbeth não traz nada de novo, nada refrescante - um ambiente medieval, uma luta entre lords, a utilização de figuras mitológicas... Nada aberracional comparando com outros textos da época isabelina. O que diferencia Macbeth dos outros livros - o quão bem escrito está! Apesar do início ser um pouco lento, a meio do livro surge um clique que nos faz ler sem parar. As falas são dramáticas e exageradas, cheias da energia e exuberância da época, as personagens têm uma evolução bastante interessante... No geral, Shakespeare não desiludiu. Não tenho outro termo para comparar (li Romeu e Julieta traduzido) mas, como primeira impressão, teve um bom impacto.
No geral, é um livro de estudo, um ótimo exemplo da literatura da época. Não marca mas ensina e entretem!




terça-feira, 30 de setembro de 2014

[Opinião Literária] Memorial do Convento - José Saramago

Título: Memorial do Convento
Autor: José Saramago
Número de páginas:493

Sinopse:
"Era uma vez um rei que fez promessa de levantar convento em Mafra. Era uma vez a gente que construiu esse convento. Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes. Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido." (mais em Goodreads)

“O homem primeiro tropeça, depois anda, depois corre, um dia voará.”

Opinião Literária:
Para muitos, esta opinião torna-se um pouco inútil pois é um livro de leitura obrigatória no 12ºano. Contudo, achei que deveria falar um pouco mais deste livro vencedor de um nobel. O facto de ser o único livro que ganhou um nobel, não significa que este seja perfeito e que toda a gente goste deste. Quando o li, dei 3 estrelas e irei explicar porquê.
O livro é bastante rico devido aos seus três planos de ação e à maneira como Saramago descreve e, discretamente, critica algumas tradições enraizadas na sociedade da altura. Com esta descrição, o autor também aproveita para comparar com o presente, o que faz com que catalogue o livro como algo de intervenção social. As personagens são invulgares, interessantes e muito bem desenvolvidas, especialmente Blimunda.
O que me fez dar três estrelas - a falta de vontade de agradar que Saramago apresenta neste livro. Ao ler este livro, senti que o autor escrevia uma história, uma farsa, para apenas desabafar e criticar todos os pontos negativos que encontrava, o que me irritou um pouco. É algo mais pessoal e, para muitos, este deve de ser o melhor aspeto do livro mas eu não gostei. Não gostei da forma como o livro foi algo um intermédio entre um livro de intervenção e um livro de leitura (supostamente) fácil.
No geral, dar-lhe-ia 3estrelas e meia. Quero ler muitos mais livros deste autor que sempre me interessou.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

[Opinião Literária] Anna Karenina - Leo Tolstoi

Aqui está a prometida opinião! Veio um pouco tarde mas acabei por dar prioridade a outras leituras e esta foi ficando para trás. Espero que gostem!

domingo, 24 de agosto de 2014

[Opinião Literária] O Bom Inverno - João Tordo

Título: O Bom Inverno
Autor: João Tordo
Número de páginas: 302


Sinopse:
"Quando o narrador, um escritor prematuramente frustrado e hipocondríaco, viaja até Budapeste para um encontro literário, está longe de imaginar até onde a literatura o pode levar. Coxo, portador de uma bengala, e planeando uma viagem rápida e sem contratempos, acaba por conhecer Vincenzo Gentile, um escritor italiano mais jovem, mais enérgico, e muito pouco sensato, que o convence a ir da Hungria até Itália, onde um famoso produtor de cinema tem uma casa de província no meio de um bosque, escondida de olhares curiosos, e onde passa a temporada de Verão à qual chama, enigmaticamente, de O Bom Inverno. O produtor, Don Metzger, tem duas obsessões: cinema e balões de ar quente. Entre personagens inusitadas, estranhos acontecimentos, e um corpo que o atraiçoa constantemente, o narrador apercebe-se que em casa de Metzger as coisas não são bem o que parecem. Depois de uma noite agitada, aquilo que podia parecer uma comédia transforma-se em tragédia: Metzger é encontrado morto no seu próprio lago. Porém, cada um dos doze presentes tem uma versão diferente dos acontecimentos. Andrés Bosco, um catalão enorme e ameaçador, que constrói os balões de ar quente de Metzger, toma nas suas mãos a tarefa de descobrir o culpado e isola os presentes na casa do bosque. Assustadas, frágeis, e egoístas, as personagens começam a desabar, atraiçoando-se e acusando-se mutuamente, sob a influência do carismático e perigoso Bosco, que desaparece para o interior do bosque, dando início a um cerco. E, um a um, os protagonistas vão ser confrontados com os seus piores medos, num pesadelo assassino que parece só poder terminar quando não sobrar ninguém para contar a história." (mais no Goodreads)

Opinião Literária:
 Vi este livro à venda no Continente e fiquei intrigada - já tinha ouvido falar de Tordo e pareceu-me um autor a investir, que realmente iria gostar dos seus livros; contudo, não quis arriscar...
...Até que,no mesmo dia, fui à biblioteca municipal e vi-o lá! Achei que não podia mesmo desperdiçar esta oportunidade e requisitei-o logo, ansiosa por devorá-lo.
Confesso que houve um pequeno choque inicial; a verdade é que não sabia muito bem com o que contar e a sua escrita surpreendeu-me tanto pela positiva, fiquei maravilhada. Penso que o maior choque foi mesmo a forma como abordou uma questão tão importante como a existência humana. João Tordo apresenta-nos um leque de personagens tão reais, únicas e diversificadas que, mal terminei o livro, tive de consultar o google pois pensei que talvez existissem! Consegue prender-nos constantemente - se não for pelo enredo, definitivamente será pela beleza das suas descrições. É um livro maravilhoso que, inicialmente, pareceu-me como que um monólogo sobre como os humanos se resingam à sua qualidade de pessoa e que, lentamente, termina num thriller cheio de ação e emoção. Definitivamente, voltarei a ler algo deste autor!

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

[Opinião Literária] Pequenos Gestos de Amor Eterno - Danny Scheinmann

Título:Random Acts of Heroic Love
Autor: Danny Scheinmann
Número de páginas:352


Sinopse:  
"Quanto tempo esperaria por amor?
Seria capaz de dar a vida pela memória de um beijo?

1917. Moritz Daniecki consegue sobreviver à Revolução Russa. Decidido a voltar para a sua amada Lotte, foge da prisão da Sibéria e inicia uma longa e rigorosa viagem pela Ásia e Europa. O que Moritz teme é que Lotte já não esteja à sua espera.
1992. Leo Dakin acorda numa cama de hospital algures no Equador. A sua namorada está morta e ele não se lembra do que pode ter acontecido. Culpando-se pela morte, entra numa espiral de loucura e desespero. Mas o que Leo não sabe é que, muito em breve, fará uma descoberta que mudará a sua vida para sempre.
Nesta estonteante estreia, Danny Schneimann pinta um retrato dramático de dois homens que se agarram à vida pela memória do amor. Dois homens cuja ligação misteriosa é revelada num espectacular desenlace a que não ficará certamente indiferente." (Mais informações em Goodreads)                                                                                                   
Opinião Literária:
Este foi daqueles livros que irei considerar como uma das melhores revelações que tive em 2014. Emprestado por um familiar meu, não foi bem recebido pois, admito, a capa fez-me julgar a qualidade do livro. Guardei-o para o verão e pensei que seria uma má história de amor, que são sempre tão agradáveis de se ler após um ano de leituras pesadas e teorias históricas e literárias (ai,faculdade).
Como eu estava enganada.
Este livro não representa, de todo, uma história de amor banal. Um homem perdeu o amor da sua vida e culpabiliza-se pelo erro.Outro, é obrigado a deixar a sua amada e encontra-se num campo de batalha entre a rússia e o império austro-húngaro. Não há quaisquer traços de leviandade ou alegria - é um livro que retrata a realidade nua e crua dos campos de batalha na Iguerra mundial, de como a população era tratada, das consequências que a rússia recebeu ao implantar-se o comunismo, no dia a dia na sibéria. Enquanto mais lia, mais interessada ficava na parte histórico-social e mais me apaixonava por Moritz, uma personagem tão cativante.
Infelizmente, e o que me levou a dar as 4estrelas ao livro, o desenvolvimento de Leo não acompanhou o de Moritz. A história de amor de Leo surgiu como algo enfadonho e forçado, que não me cativou. Sempre que surgia um capítulo sobre Leo,apenas pensava 'lá vem ele outra vez'; o próprio final desta personagem foi fácil de adivinhar.
O final deste livro é surpreendente, apanhou-me completamente desprevenida - ainda mais a última página do livro (quem leu este livro irá perceber porquê)! 
No geral, é um dos melhores livros que li em 2014, com um enredo interessante, um tanto educativo e que demonstra o poder e a capacidade que um ser humano tem.


“We define ourselves by comparing ourselves to the things around us. But what if all those things against which you compare yourself weren't there. How tall would you be then?”
― Danny Scheinmann, Random Acts Of Heroic Love 

domingo, 17 de agosto de 2014

[Opinião Literária] A Cabana - Wm. Paul Young

Título: The Shack: Where Tragedy Confronts Eternity

Autor:Wm. Paul Young
Número de páginas:252

Sinopse:
"Mackenzie Allen Philips' youngest daughter, Missy, has been abducted during a family vacation, and evidence that she may have been brutally murdered is found in an abandoned shack deep in the Oregon wilderness. Four years later in the midst of his "Great Sadness," Mack receives a suspicious note, apparently from God, inviting him back to that shack for a weekend. Against his better judgment he arrives at the shack on a wintry afternoon and walks back into his darkest nightmare. What he finds there will change Mack's world forever." (mais informações no Goodreads)

Opinião Literária:
Antes de começar esta opinião, gostaria de deixar claro que não discutirei bases religiosas ou espirituais, apenas irei avaliar o livro enquanto livro, enquanto texto literário. Tais assuntos não são do interesse deste blog e respeito as crenças de cada leitor.
Li este livro pois foi uma recomendação de uma amiga, não tinha qualquer conhecimento em relação ao assunto do livro, apenas li porque confiei na opinião dessa minha amiga; como tal, foi um choque quando me apercebi da profundidade e dimensão que o livro representava. A acrescentar a este acontecimento, li este livro aos 15/16anos, uma idade que não acho apropriada para tais livros, especialmente para uma jovem como que eu naquela altura, sem qualquer tipo de fé ou base espiritual.
A escrita achei um pouco aborrecida, como que se arrastasse e não terminasse as suas descrições - quando não eram descrições, eram falas um pouco exageradas, para realçar o desespero em que se encontrava a personagem principal. A base da história e impressionante e bastante criativa, contudo, não foi bem explorada. De todo. Acabou por se tornar monótono, com demasiadas revelações e choques em tão poucas páginas. Todas as questões de identidade e de crença da personagem tornaram-se repetitivas e, por vezes, forçadas; houve momentos em que o livro parecia um guia de auto-ajuda e não um livro literário. O que é mau porque nunca vi este livro nas prateleiras de auto-ajuda.
No geral, achei o livro bastante confuso, sem qualquer tipo de identidade, uma miscelânea de questões polémicas e respostas que agradam ao público em geral. 

sábado, 28 de junho de 2014

[Opinião Literária] Um momento Inesquecível - Nicholas Sparks

Título: A Walk to Remember
Autor: Nicholas Sparks
Número de páginas:240

                                 Sinopse:
"Every April, when the wind blows from the sea and mingles with the scent of lilacs, Landon Carter remembers his last year at Beaufort High. It was 1958, and Landon had already dated a girl or two. He even swore that he had once been in love. Certainly the last person in town he thought he'd fall for was Jamie Sullivan, the daughter of the town's Baptist minister. A quiet girl who always carried a Bible with her schoolbooks, Jamie seemed content living in a world apart from the other teens. She took care of her widowed father, rescued hurt animals, and helped out at the local orphanage. No boy had ever asked her out. Landon would never have dreamed of it. Then a twist of fate made Jamie his partner for the homecoming dance, and Landon Carter's life would never be the same.

 Being with Jamie would show him the depths of the human heart and lead him to a decision so stunning it would send him irrevocably on the road to manhood..." (by Goodreads)
Opinião Literária:
Tenho muitas boas memórias em relação a este livro e adorava poder tê-lo (emprestaram-mo) pois foi o meu primeiro contacto com este autor, ou melhor, com as suas palavras, pois já tinha visto Dear John no cinema. Muitas pessoas, ao lerem Nicholas Sparks, acabam sempre a chorar apesar de já sentirem o final trágico a surgir; outras, já vão preparadas. Uma coisa é certa: com Sparks, a primeira leitura será sempre para partir o nosso coração e a minha primeira leitura foi logo com um livro tão tocante. Admito, li numa manhã e chorei uma tarde inteira (aqueles tempos em que não tinha que estudar tanto e podia dar-me ao luxo de perder tanto tempo com ficção). A história é emocionante, é tão viciante, apenas queres ler mais mais mais. Em termos de personagens: achei Jamie demasiado aborrecida e... perfeita? Acho que a história teria sido ainda melhor se ela fosse considerada uma personagem-tipo (foi aí que John Green acertou). Em relação a Landon, a opinião é completamente diferente - tem um desenvolvimento fascinante (um pouco provável mas pronto, todos os livros do Sparks são prováveis após a primeira vez) e achei muito mais próximo da realidade. É um símbolo de mudança, de esperança, demonstra que toda a gente merece uma segunda oportunidade.
Em geral, foi um livro que me marcou e é um óptimo romance. Já li outro livro deste autor e vi outros filmes e, até agora, este foi o meu enredo preferido.