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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

[Opinião Literária] O Vencedor está só - Paulo Coelho

Sinopse:
"O vencedor está só é, segundo Paulo Coelho, uma fotografia do mundo em que vivemos. A ação se passa em 24 horas, durante o Festival de Cannes. Produtores, atores consagrados, candidatas a atriz, top models, estilistas e um assassino em série, movimentam-se nos bastidores da festa - um retrato da Superclasse, a elite da elite que define os rumos de nossos dias. Levando ao leitor detalhes de como vivem e se comportam personagens baseados na vida real, o autor faz de seu romance um testemunho da crise de valores de um universo centrado nas aparências."


Opinião Literária:
Este foi o segundo livro que li do autor e afirmo já que foi uma valente desilusão. Apesar da ideia construída ter sido boa, não é original - seguimos um assassino que pretende destruir toda a sociedade milionária em Cannes, a considerada Superclasse. Até aí, nada de original foi introduzido. A parte mais interessante está na forma como essas mortes são executadas.
As personagens não são interessantes ou originais, caindo um pouco no cliché de homem sedutor e mulheres que o acompanham e sem grande inteligência. O pior disto é mesmo o facto de não ter conseguido encontrar qualquer tipo de ligação com as personagens. Não me identifiquei com elas e não consegui aceitar os motivos do assassino, pareceram-me demasiado fracos.
No geral, não aconselho o livro. Demora demasiado tempo a acontecer algo que nem tem uma justificação assim tão forte. Foi uma pena!

Título: O Vencedor Está Só
Autor: Paulo Coelho
Número de páginas: 397
Publicado em: 2008
Goodreads: aqui
Pontuação: 2 Estrelas

terça-feira, 16 de junho de 2015

[Opinião Literária] The Casual Vacancy - J.K.Rowling

Sinopse:
"When Barry Fairbrother dies in his early forties, the town of Pagford is left in shock. Pagford is, seemingly, an English idyll, with a cobbled market square and an ancient abbey, but what lies behind the pretty façade is a town at war. Rich at war with poor, teenagers at war with their parents, wives at war with their husbands, teachers at war with their pupils ... Pagford is not what it first seems. 
And the empty seat left by Barry on the parish council soon becomes the catalyst for the biggest war the town has yet seen. Who will triumph in an election fraught with passion, duplicity and unexpected revelations?"

“It was strange how your brain could know what your heart refused to accept."

Opinião Literária:
Sabem o que tornou este livro especial? O efeito especial que ele cria ao leitor. Aquela sensação de 'não acredito que isto aconteceu'. A história não é nada extraordinária, pelo contrário, achei-a aborrecida e li o livro rapidamente pois viva o Verão. As personagens têm 1 caracterização riquíssima, algo que também poderei dizer dos cenários - são bastante visuais e descritos ao pormenor. A escrita foi 1 choque (quem não o teve?), não estava de todo preparada! Contudo, foi uma evolução agradável e foi uma escrita que me cativou a atenção, gostei mais deste registo do que o registo utilizado em Harry Potter - faixas etárias diferentes. 
É um livro que aconselho a todos, sem dúvida. Se tens medo que apanhes 1 desilusão ou se pensas 'lá se vai a minha infância', ela vai-se por 1 boa leitura! O livro cria uma atmosfera só sua e do leitor, tão interessante e envolvente que sentimos que lemos 500páginas e que não chegamos a lado nenhum - na verdade, chegamos a todos os lados. 

“But who could bear to know which stars were already dead, she thought, blinking up at the night sky; could anybody stand to know that they all were?”

Pontuação:



Título: The Casual Vacancy
Autor: J.K. Rowling
Número de Páginas: 503
Publicado em: 2012
Goodreads: aqui

terça-feira, 26 de maio de 2015

[Opinião Literária] O Fiel Jardineiro - John Le Carré

Sinopse:
"Justin Quayle é um funcionário do Foreign Office destinado no Quénia. A morte da sua mulher, Tessa, ocorrida em misteriosas circunstâncias, incita-o a iniciar por si próprio uma investigação para esclarecer o caso. Justin remonta passo a passo o caminho que conduziu à morte da sua esposa, uma atrevida activista de organizações humanitárias, e durante as suas pesquisas vai descobrindo cada um dos fios de uma trama internacional de corrupção, em que os interesses duvidosos de políticos e burocratas se emaranham com as lucrativas acções sem escrúpulos da poderosa indústria farmacêutica. "


Opinião Literária:
Apesar de já ter ouvido falar maravilhas sobre John Le Carré, nunca tinha lido nada sobre este autor até então. Penso que é o seu nome que me irrita, para ser honesta. Os capas portuguesas também não  ajudam - sempre que olhava para as capas, nada me atraía. Comemos com os olhos, é verdade.
Este livro acabou por tornar-se uma agradável surpresa. As personagens são um pouco egocêntricas e egoístas, todas elas, não consigo esconder essa sensação. Para além disso, demorei demasiado tempo a entrar no desenrolar da acção, sentia que existiam demasiados detalhes que não interessavam nem ao menino Jesus. A própria temática não foi maravilhosa - por mais interessada que seja em relação à sociedade internacional, fármacos e a produção destes não é a minha especialidade, de todo. O que me fez gostar deste livro foi o aparente estudo que Le Carré teve de realizar para poder escrever a obra. A escrita é fluída, entretém e tem alguma substância. Também demonstra preocupação e interesse pelo assunto, algo que valorizo sempre. Se todos os livros forem como este, talvez seja um bom substituto do Dan Brown!

Título: The Constant Gardener
Autor: John Le Carré
Publicado em: 2000
Goodreads: aqui

 Pontuação:

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

[Opinião Literária] A rapariga que não sabia ler - John Harding


Olá a todos! Hoje temos um vídeo onde vos falo um pouco sobre um dos primeiros livros que li este ano. Foi uma surpresa agradável e não estava a espera de gostar tanto deste livro, visto que não sou grande fã de mistérios. Vejam e talvez vos interesse!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

[Opinião Literária] Fúria Divina - José Rodrigues dos Santos

 Título: Fúria Divina
Autor: José Rodrigues dos Santos
Número de páginas: 583

Sinopse:
"Uma mensagem secreta da Al-Qaeda faz soar as campainhas de alarme em Washington. Seduzido por uma bela operacional da CIA, o historiador e criptanalista português Tomás Noronha é confrontado em Veneza com uma estranha cifra.Ahmed é um menino egípcio a quem o mullah Saad ensina na mesquita o carácter pacífico e indulgente do islão. Mas nas aulas da madrassa aparece um novo professor com um islão diferente, agressivo e intolerante. O mullah e o novo professor digladiam-se por Ahmed e o menino irá fazer uma escolha que nos transporta ao maior pesadelo do nosso tempo.
E se a Al-Qaeda tem a bomba atómica?Este é o novo romance de um autor que já habituou os seus muitos leitores a aliar o prazer lúdico da leitura ao enriquecimento proporcionado pela relevância dos temas tratados e pela investigação rigorosa que os fundamenta. Depois de tratar a crise energética e os últimos avanços da ciência numa mistura extremamente hábil e subtil de ficção e realidade, José Rodrigues dos Santos traz-nos mais um tema escaldante da actualidade!" (mais em Goodreads


Opinião Literária:
 Uma das regras a decorar quando se lê e que quase nunca apresenta resistência - jornalista não escreve livros de ficção. Um jornalista é ensinado a desconstruir o português para este ser mais perceptível ao povo. Este livro não conseguiu contrariar esta afirmação.
Com um português demasiado simples, Fúria Divina torna-se uma leitura relativamente infantil (retirando a seriedade do tema). Apresenta uma introdução de quase 150páginas demasiado aborrecida e repetitiva, insistindo em dar exemplos de frases no Alcorão que se contrariam e foca-se demasiado no suposto debate interior que existe nos extremistas. Quando a ação começa a desenrolar-se, falta a energia e adrenalina esperada num livro deste género literário.
No geral, considero uma tentativa falhada de ser o Dan Brown de Portugal - falta-lhe criatividade, estruturas melhores e personagens mais desenvolvidas e não tão irritantes. Dou 2estrelas pela pesquisa que José Rodrigues dos Santos fez para poder escrever esta obra.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

[Opinião Literária] The murders in the Rue Morgue - Edgar Allan Poe

Título: The Murders in the Rue Morgue e The Mystery of Marie Rogêt
Autor: Edgar Allan Poe
Número de páginas: depende das versões que as editoras criam, ronda as 38-9páginas

 Sinopse:
"C. Auguste Dupin is a man in Paris who solves the mysterious brutal murder of two women. Numerous witnesses heard a suspect, though no one agrees on what language was spoken. At the murder scene, Dupin finds a hair that does not appear to be human. As the first true detective in fiction, the Dupin character established many literary devices which would be used in future fictional detectives including Sherlock Holmes and Hercule Poirot." (Goodreads)

""The Mystery of Marie Rogêt", often subtitled A Sequel to "The Murders in the Rue Morgue", is a short story by Edgar Allan Poe written in 1842. This is the first murder mystery based on the details of a real crime. It first appeared in Snowden's Ladies' Companion in three installments, November and December 1842 and February 1843." (Goodreads)

Opinião Literária:
Para começar esta opinião, preciso de desabafar sobre o quão difícil estas histórias são em termos logísticos. São pequenas e, muitas vezes, consideram estas e mais outra que ainda não li um conjunto de crimes na 'rua morgue'. É complicadíssimo de se encontrar estas obras.
Em relação à sua qualidade... não há sombra de dúvidas que é imensa. O conteúdo é riquíssimo e todo o desenvolvimento é impressionante, demonstrando a rica capacidade criativa de Poe. É algo inovador, contemporâneo, bastante surpreendente até nos dias de hoje. Podemos relacionar a personagem principal com outras grandes figuras de policiais, como Dickens ou Christhie.
No entanto, o que me entristece mais é mesmo a forma como a história foi escrita. É maçadora, pesada, como que se arrasta ao longo das páginas. Não existe praticamente ação ou diálogo de alguma espécie, apenas um contínuo monólogo e descrição do que Dupin pensa que ocorreu. 
Não foi uma leitura que adorei, contudo, dei-lhe esta pontuação pois achei ambos os contos importantes a nível histórico e demasiado peculiares para desvalorizar.


 

domingo, 20 de julho de 2014

[Opinião Literária] Paul Auster - The Music of Chance

Título: The Music of Chance
Autor: Paul Auster
Número de páginas: 217

Sinopse:
"In a Pennsylvania meadow, a young fireman and an angry gambler are forced to build a wall of fifteenth-century stone. For Jim Nashe, it all started when he came into a small inheritance and left Boston in pusuit of "a life of freedom." Careening back and forth across the United States, waiting for the money to run out, Nashe met Jack Pozzi, a young man with a temper and a plan. With Nashe's last funds, they entered a poker game against two rich eccentrics, "risking everything on the single turn of a card." In Paul Auster's world of fiendish bargains and punitive whims, where chance is a shifting and powerful force, there is redemption, nonetheless, in Nashe's resolute quest for justice and his capacity for love."
Mais informações sobre o livro em: Goodreads

Opinião:
Mais um livro que, provavelmente, irá receber uma opinião negativa e que está poderá ser um tanto injusta. Fui obrigada a ler este livro para a faculdade e, portanto, nem me dei ao trabalho de ler a sinopse, apenas encomendei; a boa parte é que gosto sempre de ler e não iniciei a leitura desaniada mas, rapidamente, o fiquei - a apresentação das personagens é um pouco reboscada e são banais, ou melhor, demasiado banais que, por vezes, apenas apetecia gritar 'acorda para a vida!'. Existem algumas partes boas nesta leitura: as mensagens que vão sendo passadas de forma subentendida, a luta entre o que é correto e o que é mais fácil, o desejo de vingança. Também achei interessante o facto de terem utilizado como 'plano' o vício do jogo, não é um tema comum.
O final é um choque mas, por lado, penso que foi melhor ter terminado assim, sempre deu algum interesse ao livro.
No final, foi uma leitura aborrecida e que apenas se arrastou, uma pena pois o autor não conseguiu aproveitar elementos tão importantes como a simbologia da música, os vários valores que apresentou, apenas deixou como que pequenas ideias que mereciam ser melhor exploradas.



quarta-feira, 12 de março de 2014

[Opinião Literária] Código da Vinci - Dan Brown (#2)

Título: The Da Vinci Code
Autor: Dan Brown
Número de páginas:490

Sinopse:
"An ingenious code hidden in the works of Leonardo da Vinci. A desperate race through the cathedrals and castles of Europe. An astonishing truth concealed for centuries . . . unveiled at last.

While in Paris, Harvard symbologist Robert Langdon is awakened by a phone call in the dead of the night. The elderly curator of the Louvre has been murdered inside the museum, his body covered in baffling symbols. As Langdon and gifted French cryptologist Sophie Neveu sort through the bizarre riddles, they are stunned to discover a trail of clues hidden in the works of Leonardo da Vinci—clues visible for all to see and yet ingeniously disguised by the painter.

Even more startling, the late curator was involved in the Priory of Sion—a secret society whose members included Sir Isaac Newton, Victor Hugo, and Da Vinci—and he guarded a breathtaking historical secret. Unless Langdon and Neveu can decipher the labyrinthine puzzle—while avoiding the faceless adversary who shadows their every move—the explosive, ancient truth will be lost forever."


Opinião:
Após ter lido Anjos de Demónios, confesso que até estava com as espectativas consideravelmente altas. Apesar de uma escrita pouco pormenorizada e apoiada em pesquisa e informações consideradas taboo (não desvalorizando o trabalho do autor até porque, por vezes, passa mensagens importantes para a sociedade), a verdade é que a história entretia e, de certa forma, faz com que o leitor se sinta culto, que está a receber nova informação - e penso que isso é um dos factores que mais me agrada neste tipo de obras.
O que aconteceu em relação a este livro? Achei demasiado overrated - devido ao tema que aborda, acaba por ser sobrevalorizado. A ação passa demasiado rápida, não achei as personagens tão interessantes como no livro anerior (a Sophie é tão irritante!) e, honestamente, só vale mesmo a pena pelo mistério que cria à volta de um assunto tão polémico como a base do Cristianismo.
Se aconselho? Vou ter de dizer que sim. Foi e é um sucesso e acredito que será daqueles livros que acabará por perdurar ao longo dos anos devido ao seu impacto.