Mostrar mensagens com a etiqueta textos originais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta textos originais. Mostrar todas as mensagens

sábado, 28 de novembro de 2015

Texto Original #7

Braços de Areia

Os meus braços estão cobertos de areia,
Tomo banho e nada muda.
Passo a mão pelo meu corpo
E sinto algo desagradável.
É areia?
'Areia outra vez'
Deixada no mar, espero que as ondas
Me tragam coisas boas,
Me tragam a cor.


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Texto Original #6 - Assuntos Feios

Pensei em não usar este caderno para assuntos tão feios. Pensei em mostrar-te estes assuntos feios - para quê? Se tu és a causa deles... Sim, tu. Para quê tratar-me tão mal? Será assim tão grave amar-te?
Não,eu não te amo. Esses tempos viajaram e eu não os quis de volta. Saíram de casa. Para quê? Que desperdício de tempo, desespero dentro de mim!


domingo, 16 de agosto de 2015

Texto Original #5 - Ar

Oh, quão angustiante é saber que não sei nada de nada! Todas as forças resumidas a poeira, soprada pelos ventos do conhecimento. As curiosidades, os desejos, todos em vão - para quê, se não sei nada de nada?
O que é certo não é certo, o que é errado tropeça nos degraus da incerteza. O que eu acredito é refutado, o que critico vence-me. Perco-me em dados que surgem constantemente, o relógio engana-me e nem consigo analisá-los a tempo.
As saudades que tenho de saber tudo!
Como cheguei cá? Não me lembro do caminho que percorri, estou cega, não reconheço os meus passos. Não quero ficar aqui mas os joelhos começam a fraquejar - não quero cair, vou magoar-me.
A angústia que tenho em não saber nada!


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Texto Original #4


Vou pedir ao tempo,
que me dê mais tempo,

para olhar para ti.”



Pedindo tempo ao tempo,

o tempo vai arrasando

todas as calúnias do anterior.



Pedido tempo ao tempo,

a pequena satisfaz-se

com os grandes prazeres teus.



Pedido tempo ao tempo,

os muros que mantive

vão-se degradando por

Ti.



Pedido tempo ao tempo,

vou olhando para ti

e desejando estar contigo,

Ti.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Textos Originais #3

Pensei em não usar este caderno para assuntos tão feios. Pensei em mostrar-te estes assuntos feios - para quê? Se tu és a causa deles... Sim, tu. Para quê tratar-me tão mal? Será assim tão grave amar-te?
Não,eu não te amo. Esses tempos viajaram e eu não os quis de volta. Saíram de casa. Para quê? Que desperdício de tempo, desespero dentro de mim!


terça-feira, 17 de março de 2015

Texto original #2

Os dias de sol voltaram! Passeios e gracejos, o bailado do calor que nos abraça, nos aceita e acolhe. As pedras da calçada que pisamos confessam o desejo de nos ver
juntos
Não te olho, que medo, pudor, arrogância! Quem sou eu para te olhar? Mas olho cautelosamente, quero ver-te. Em termos, os nossos lábios era um só, unos, que aconteceu? Que medo nos travou? Beijo-te outra vez.
Cortei o cabelo, gostas?
Os caracóis flutuam ao longo do caminho, não tenho receio de os mostrar. Afastas o olhar, porquê? Os olhos verdes piscam, admiram todos os movimentos lentamente, num jogo de vivências.
Agora falamos - do futuro. Falar de nós? Não. Sim. Quiçá!


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Textos Originais - Nascemos todos os dias

Olá a todos e bem vindos a mais um post no Cantinho dos Livros. Hoje irei estrear uma categoria... Eu bem vos avisei que novo ano, novo blog! Não prometo que esta categoria surja mensalmente mas irá aparecer algumas veres ao longo do ano. Quero que o blog se comprometa mais com as letras em si e não apenas com o interior dos livros e, para cumprir esse meu desejo, pensei que poderia aproximar-me mais desse objetivo ao trazer-vos alguns textos/poesia que escrevi. Espero que gostem e digam-me o que acham desta nova categoria!



Cada memória, sensação, sentimento ou reação é renovada todos os dias.
O que acreditas é destruído, blocos de razão desabam. Um pestanejar traz novidades, embarcamos num indefinido incalculável. Porquê?
Porque temos a oportunidade de nos inventarmos vezes sem conta. Nascemos todos os dias. O que fazemos perante este fenómeno? Sussurramos quando gritam por e para nós. A nossa personalidade vai sendo modificada aos poucos, não porque queremos mas porque não gritamos. Limitamo-nos a obedecer aos outros, esperamos pela mudança e nem nos lembramos que nós somos a mudança. Em vez de nos juntarmos e mudarmos juntos, caminhamos sozinhos e vamos contra a vida ou, pior, perdemos o rumo. Antero de Quental uma vez disse: 'Homens como nós mudam de ser moral todos os seis meses. Quantas almas tens tu já conhecido? E eu também, quantas?'. E vocês? Já conhecem o vosso 'eu' destes seis meses?