Sinopse:
"« No dia 11 de Novembro de 1997, Veronika decidiu que havia - afinal! - chegado o momento de se matar.» É assim que começa o romance de Paulo Coelho. Veronika é uma jovem eslovena que decide suicidar-se, cansada que está da vida que leva. Salva no último instante, dá entrada num hospital psiquiátrico. Aí conhece Zedka, internada por depressão, transformada à custa do tratamento numa "mulher louca" e feliz; Mari, advogada que integra o grupo A Fraternidade, organizador de palestras sobre a meditação sufi, e parte para a Bósnia em missão humanitária em busca de aventura; Eduard, um jovem belo e rico que se faz passar por esquizofrénico; e o Dr. Igor, o psiquiatra do hospital. O autor, que esteve em Portugal para o lançamento do livro, revelou ele próprio ter estado internado num hospital psiquiátrico, experiência que lhe valeu para a escrita desta obra sobre a loucura. E também sobre o amor e a sabedoria, as relações com os outros, atravessada pelo esoterismo."
Opinião Literária:
Este foi o primeiro contacto que tive com o autor que já vendeu milhões de exemplares; queria saber o motivo pelo qual é tão bem sucedido. Tendo lido duas obras, penso que existe algo em comum entre todas - um elemento cósmico e espiritual, que nos obriga a reflectir sobre algo.
Ao contrário de O Vencedor Está Só, este livro foi uma experiência interessante e que me marcou. Veronika tem um desenvolvimento fascinante, fazendo com que o leitor se compadeça automaticamente pela sua situação. Todas as personagens são interessantes e bem desenvolvidas - somos capazes de as encontrar no dia a dia.
Gostava de poder falar mais um pouco sobre a obra mas a verdade é que a li há alguns tempos atrás e lembro-me de muito pouco. Lembro-me das personagens e nos cenários, tão ricos. E lembro-me, obviamente, da experiência agradável que foi ler este livro. Foi uma leitura rica, interessante e que abriu os meus horizontes para a literatura relacionada com problemas mentais. Gostaria de reler este livro e aconselho-o a todos que queiram começar Paulo Coelho.
Título: Veronika Decide Morrer
Autor: Paulo Coelho
Número de Páginas: 248
Publicado em: 1998
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Pontuação: 4 Estrelas
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
[Opinião Literária] O Vencedor está só - Paulo Coelho
Sinopse:
"O vencedor está só é, segundo Paulo Coelho, uma fotografia do mundo em que vivemos. A ação se passa em 24 horas, durante o Festival de Cannes. Produtores, atores consagrados, candidatas a atriz, top models, estilistas e um assassino em série, movimentam-se nos bastidores da festa - um retrato da Superclasse, a elite da elite que define os rumos de nossos dias. Levando ao leitor detalhes de como vivem e se comportam personagens baseados na vida real, o autor faz de seu romance um testemunho da crise de valores de um universo centrado nas aparências."
Opinião Literária:
Este foi o segundo livro que li do autor e afirmo já que foi uma valente desilusão. Apesar da ideia construída ter sido boa, não é original - seguimos um assassino que pretende destruir toda a sociedade milionária em Cannes, a considerada Superclasse. Até aí, nada de original foi introduzido. A parte mais interessante está na forma como essas mortes são executadas.
As personagens não são interessantes ou originais, caindo um pouco no cliché de homem sedutor e mulheres que o acompanham e sem grande inteligência. O pior disto é mesmo o facto de não ter conseguido encontrar qualquer tipo de ligação com as personagens. Não me identifiquei com elas e não consegui aceitar os motivos do assassino, pareceram-me demasiado fracos.
No geral, não aconselho o livro. Demora demasiado tempo a acontecer algo que nem tem uma justificação assim tão forte. Foi uma pena!
Título: O Vencedor Está Só
Autor: Paulo Coelho
Número de páginas: 397
Publicado em: 2008
Goodreads: aqui
Pontuação: 2 Estrelas
"O vencedor está só é, segundo Paulo Coelho, uma fotografia do mundo em que vivemos. A ação se passa em 24 horas, durante o Festival de Cannes. Produtores, atores consagrados, candidatas a atriz, top models, estilistas e um assassino em série, movimentam-se nos bastidores da festa - um retrato da Superclasse, a elite da elite que define os rumos de nossos dias. Levando ao leitor detalhes de como vivem e se comportam personagens baseados na vida real, o autor faz de seu romance um testemunho da crise de valores de um universo centrado nas aparências."
Opinião Literária:
Este foi o segundo livro que li do autor e afirmo já que foi uma valente desilusão. Apesar da ideia construída ter sido boa, não é original - seguimos um assassino que pretende destruir toda a sociedade milionária em Cannes, a considerada Superclasse. Até aí, nada de original foi introduzido. A parte mais interessante está na forma como essas mortes são executadas.
As personagens não são interessantes ou originais, caindo um pouco no cliché de homem sedutor e mulheres que o acompanham e sem grande inteligência. O pior disto é mesmo o facto de não ter conseguido encontrar qualquer tipo de ligação com as personagens. Não me identifiquei com elas e não consegui aceitar os motivos do assassino, pareceram-me demasiado fracos.
No geral, não aconselho o livro. Demora demasiado tempo a acontecer algo que nem tem uma justificação assim tão forte. Foi uma pena!
Título: O Vencedor Está Só
Autor: Paulo Coelho
Número de páginas: 397
Publicado em: 2008
Goodreads: aqui
Pontuação: 2 Estrelas
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
[Opinião Literária] Histórias da Terra e do Mar - Sophia de Mello Breyner Andresen
Sinopse:
"O mundo da infância foi
assim, para Sophia, além do Porto e da Granja, das tradições nórdicas e
da língua portuguesa, o caminho para um encontro aos doze anos com
Homero e a luz mediterrânica, a nostalgia do «divino como convém ao
real», tornado-a «uma mistura de Norte e Sul», uma mistura de Atlântico e
Mediterrâneo, de um veio nórdico e de um veio helénico, que um mesmo
sangue fez inseparáveis."
Opinião Literária:
Li este livro quando andava no 8ºano e nunca mais peguei nele - no ano passado, reencontrei-o nas estantes e decidi entrar numa leitura mais nostálgica. E que nostalgia! Valeu a pena relê-lo.
Penso que toda a gente sabe mais ou menos a estrutura deste livro pois é de leitura obrigatória na escola e,para quem não o leu na escola, de certeza que sabe os mínimos sobre ele. É um livro de contos que nada têm a ver uns com os outros e que, no entanto, têm 1 atmosfera parecida e contínua. Há alguns contos que gostei mais do que outros mas são todos igualmente bons.
A escrita de Sophia é incrível, um pouco mais desenvolvida que os contos infantis mas de português acessível; contudo, não é infantil nem primário. É algo que simplesmente adoro nesta autora - nunca me sinto deslocada nem fora da minha zona de conforto, Sophia faz-nos sentir em casa.
Os contos que mais gostei foram os dedicados à descrição, especialmente de cenários. A descrição é rica mas térrea, sem grandes complexidades mas graciosa. Conseguimos imaginar tudo o que estamos a ler, é algo que valorizo imenso - é possível imaginar e entrar no seu mundo.
Não preciso de dizer mais nada, pois não? ;-)
Título: Histórias da Terra e do Mar
Autora: Sophia de Mello Breyner Andresen
Número de páginas: 120
Publicado em: 1984
Goodreads: aqui
Pontuação: 5 Estrelas
"O mundo da infância foi
assim, para Sophia, além do Porto e da Granja, das tradições nórdicas e
da língua portuguesa, o caminho para um encontro aos doze anos com
Homero e a luz mediterrânica, a nostalgia do «divino como convém ao
real», tornado-a «uma mistura de Norte e Sul», uma mistura de Atlântico e
Mediterrâneo, de um veio nórdico e de um veio helénico, que um mesmo
sangue fez inseparáveis."Opinião Literária:
Li este livro quando andava no 8ºano e nunca mais peguei nele - no ano passado, reencontrei-o nas estantes e decidi entrar numa leitura mais nostálgica. E que nostalgia! Valeu a pena relê-lo.
Penso que toda a gente sabe mais ou menos a estrutura deste livro pois é de leitura obrigatória na escola e,para quem não o leu na escola, de certeza que sabe os mínimos sobre ele. É um livro de contos que nada têm a ver uns com os outros e que, no entanto, têm 1 atmosfera parecida e contínua. Há alguns contos que gostei mais do que outros mas são todos igualmente bons.
A escrita de Sophia é incrível, um pouco mais desenvolvida que os contos infantis mas de português acessível; contudo, não é infantil nem primário. É algo que simplesmente adoro nesta autora - nunca me sinto deslocada nem fora da minha zona de conforto, Sophia faz-nos sentir em casa.
Os contos que mais gostei foram os dedicados à descrição, especialmente de cenários. A descrição é rica mas térrea, sem grandes complexidades mas graciosa. Conseguimos imaginar tudo o que estamos a ler, é algo que valorizo imenso - é possível imaginar e entrar no seu mundo.
Não preciso de dizer mais nada, pois não? ;-)
Título: Histórias da Terra e do Mar
Autora: Sophia de Mello Breyner Andresen
Número de páginas: 120
Publicado em: 1984
Goodreads: aqui
Pontuação: 5 Estrelas
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
[Opinião Literária] Madame Bovary - Gustave Flaubert
Sinopse:"When Emma Rouault marries Charles Bovary she imagines she will pass into the life of luxury and passion that she reads about in sentimental novels and women's magazines. But Charles is a dull country doctor, and provincial life is very different from the romantic excitement for which she yearns. In her quest to realize her dreams she takes a lover, and begins a devastating spiral into deceit and despair."
Opinião Literária:
Confesso desde já que não li este livro na melhor altura do ano - escolhi lê-lo na praia, em Agosto. Sim, clássicos em Agosto! Normalmente resulta mas este não entrou no meu ritmo, de todo. Emma Rouault é uma personagem tão interessante e tão irónica que foi o único aspecto que me fez manter a leitura. Não me identifiquei com o estilo de escrita do autor, achei uma narração demasiado arrastada, não me cativou. Charles Bovary e bastante parecido com o Karenina e penso que isso me afastou ainda mais do livro - senti que foi uma imitação francesa de Anna Karenina. Este livro pertence a uma espécie de círculo de livros adúlteros, algo muito na moda (acrescentando Effie Briest e O Primo Basílio), pelo que a temática e a construção das personagens torna-se muito similar.
No geral, não foi um livro que me arrebatou e penso que não voltarei a experimentar algo do autor - a escrita simplesmente foi demasiado limpa e sem grandes 'floreados', que eu bem gosto nos clássicos. 3 estrelas pela construção de Emma, sem dúvida.
Título: Madame Bovary
Autor: Gustave Flaubert
Número de Páginas: 329
Publicado em: 1856
Goodreads: aqui
Pontuação: 3 Estrelas
terça-feira, 6 de outubro de 2015
[Opinião Literária] Jesusalém - Mia Couto
Sinopse:
"Jesusalém é seguramente a mais madura e mais conseguida obra de um escritor em plena posse das suas capacidades criativas. Aliando uma narrativa a um tempo complexa e aliciante ao seu estilo poético tão pessoal, Mia Couto confirma o lugar cimeiro de que goza nas literaturas de língua portuguesa. A vida é demasiado preciosa para ser esbanjada num mundo desencantado, diz um dos protagonistas deste romance. A prosa mágica do escritor moçambicano ajuda, certamente, a reencantar este nosso mundo."
Opinião Literária:
Este foi o primeiro livro de Mia Couto que li, para além dos seus contos que normalmente surgem nos manuais escolares de Português e, apesar da pontuação que dei, fiquei intrigada e quero ler mais deste autor.
A escrita é simplesmente fabulosa, bastante metafórica e profunda, nada é dito por acaso ou para embelezar a história - há mesmo um motivo. É uma escrita bastante terra a terra, não fluída e difícil de se 'engolir'; contudo, não conseguimos parar de o ler. A própria história é fascinante, não me identifiquei com nenhuma personagem em específico mas gostei de todas -são todas estranhas e imprevisíveis, nunca sabia o que estas personagens iriam fazer; para tornar a obra mais dinâmica, esta ainda tem flashback do passado das personagens.
O motivo pelo qual dei apenas 3 estrelas é porque achei, de facto, o livro muito pesado. Gosto bastante de contemporâneos fora da zona de conforto, que nos obriguem a enfrentar realidades chocantes e diferentes do comum mas este livro senti que foi simplesmente demais; contém várias cenas chocantes, polémicas e contraditórias. Para além disso, não encontrei nenhuma mensagem fulcral, que nos trouxesse algo de novo - sem contar com o final aberto. No geral, a escrita e a linguagem foram óptimas, o enredo é que não. De certeza que irei ler mais obras deste autor em breve!
Título: Jesusalém
Autor: Mia Couto
Número de Páginas: 294
Publicado em: 2002
Goodreads: aqui
Pontuação: 3 Estrelas
"Jesusalém é seguramente a mais madura e mais conseguida obra de um escritor em plena posse das suas capacidades criativas. Aliando uma narrativa a um tempo complexa e aliciante ao seu estilo poético tão pessoal, Mia Couto confirma o lugar cimeiro de que goza nas literaturas de língua portuguesa. A vida é demasiado preciosa para ser esbanjada num mundo desencantado, diz um dos protagonistas deste romance. A prosa mágica do escritor moçambicano ajuda, certamente, a reencantar este nosso mundo."
Opinião Literária:
Este foi o primeiro livro de Mia Couto que li, para além dos seus contos que normalmente surgem nos manuais escolares de Português e, apesar da pontuação que dei, fiquei intrigada e quero ler mais deste autor.
A escrita é simplesmente fabulosa, bastante metafórica e profunda, nada é dito por acaso ou para embelezar a história - há mesmo um motivo. É uma escrita bastante terra a terra, não fluída e difícil de se 'engolir'; contudo, não conseguimos parar de o ler. A própria história é fascinante, não me identifiquei com nenhuma personagem em específico mas gostei de todas -são todas estranhas e imprevisíveis, nunca sabia o que estas personagens iriam fazer; para tornar a obra mais dinâmica, esta ainda tem flashback do passado das personagens.
O motivo pelo qual dei apenas 3 estrelas é porque achei, de facto, o livro muito pesado. Gosto bastante de contemporâneos fora da zona de conforto, que nos obriguem a enfrentar realidades chocantes e diferentes do comum mas este livro senti que foi simplesmente demais; contém várias cenas chocantes, polémicas e contraditórias. Para além disso, não encontrei nenhuma mensagem fulcral, que nos trouxesse algo de novo - sem contar com o final aberto. No geral, a escrita e a linguagem foram óptimas, o enredo é que não. De certeza que irei ler mais obras deste autor em breve!
Título: Jesusalém
Autor: Mia Couto
Número de Páginas: 294
Publicado em: 2002
Goodreads: aqui
Pontuação: 3 Estrelas
terça-feira, 29 de setembro de 2015
[Opinião Literária] A Alma Trocada - Rosa Lobato de Faria
Sinopse:"É um lugar comum dizer-se que determinada orientação sexual não é uma escolha, porque, se fosse, ninguém escolheria o caminho mais difícil. Foi esse caminho mais difícil que Teófilo teve de percorrer, desde a incompatibilidade com os pais, aos desencontros dentro de si próprio, chegando mesmo a acreditar que alguém lhe tinha trocado a alma...
Rosa Lobato de Faria aborda, desta vez, um tema diferente – o tema da homossexualidade masculina –, num romance que, mantendo embora o tom poético que sempre tem caracterizado as criações da autora, se arrisca por caminhos até aqui pouco explorados na ficção portuguesa."
Opinião Literária:
Este foi o primeiro livro que li da autora e fiquei tão fascinada que decidi ler um segundo, A Trança de Inês (opinião aqui). A opinião vem um pouco atrasada e tive que reler alguns comentários e sinopses para relembrar-me concretamente do que gostei deste livro, para além da experiência literária. Futuramente, deverei comprar este livro :-)
Este livro chamou bastante a minha atenção devido à temática que aborda - a homossexualidade e o quanto custa 'sair do armário'; as relações familiares e até a difícil aceitação que podemos receber de nós próprios. A personagem principal demora vários anos a assumir que é homossexual e pensa que, de facto, não é ele que o é mas sim o seu avô (espero que tenham acompanhado o raciocínio!).
O enredo por si não é grande coisa, não ocorre nada que considere extraordinário e que nos prenda ao livro; senti uma grande ligação com este devido à personagem principal e às suas dúvidas. Aborda uma temática tão importante que até os mais cépticos sentirão um certo constrangimento ao lerem sobre o sofrimento da personagem. A escrita da autora é tão subtil e delicada que a história move-se de uma forma tão viciante!
Este livro não recebeu as 5 estrelas simplesmente devido à falta de ligação que tive com o resto da história para além de Teófilo; contudo, gostaria de reler este livro para verificar se ainda sinto isso. Também preferi a divisão dos capítulos feita em A Trança de Inês.
Apesar de ter gostado mais de A Trança de Inês, este é um livro que recomendo vivamente! Existem versões muito baratas desta história e Rosa de Lobato Faria é uma autora que vale a pena descobrir. ;-)
Título: A Alma Trocada
Autora: Rosa Lobato de Faria
Número de Páginas: 192
Publicado em: 2007
Goodreads: aqui
Pontuação: 3 Estrelas
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
[Opinião Literária] O Último Dia de Um Condenado - Victor Hugo
Sinopse:
"Esta obra, profunda e densa, consiste num monólogo que descreve os últimos pensamentos de um jovem indivíduo preso e condenado à morte por um crime que nunca é referido, enquanto aguarda pela sua execução pública pormeio da guilhotina na Praça de Grève. Ela constitui, directa ou indirectamente, nas palavras do próprio autor no prefácio à 2.ª edição (1832), um manifesto a favor da abolição da pena de morte (que apenas será legalmente abolida em França em 1983), isto é, por aquilo que «ainda ontem era considerado utopia, teoria, sonho, loucura, poesia»."
Opinião Literária:
Esta não é uma obra que deva ser lida em ânimo leve - como diz na sinopse, o livro acaba por ser um manifesto em termos políticos; neste caso, contra a pena de morte. Apesar de poucas páginas, é um livro que nos toca profundamente (chorei imenso!) e choca o leitor, especialmente o actual, visto que a pena de morte praticamente não existe no mundo ocidental. Não tem qualquer tipo de falas mas não foi por isso que o achei mais aborrecido - a escrita de Victor Hugo é maravilhosa e cada vez gosto mais deste autor.
O personagem é construído de uma forma interessante, de forma a que o texto se foque apenas num pormenor - a morte. Terminamos o livro sem saber nada deste personagem; não sabemos nome, idade, estrato social e muito menos o motivo pelo qual será morto. Ao omitir estes detalhes, Victor Hugo quis que nos focássemos apenas na barbaridade que tirar a vida de alguém pode ser.
No geral, é um livro excelente, que se lê perfeitamente num dia e óptimo para reflectir pois ainda é um assunto discutível. Acho também que é um bom exemplo para se começar a ler Victor Hugo sem grandes 'compromissos' em termos de tamanho da obra!
Título: O Último Dia de Um Condenado
Autor: Victor Hugo
Número de Páginas: 90
Publicado em: 1829
Goodreads: aqui
Pontuação: 5 Estrelas
"Esta obra, profunda e densa, consiste num monólogo que descreve os últimos pensamentos de um jovem indivíduo preso e condenado à morte por um crime que nunca é referido, enquanto aguarda pela sua execução pública pormeio da guilhotina na Praça de Grève. Ela constitui, directa ou indirectamente, nas palavras do próprio autor no prefácio à 2.ª edição (1832), um manifesto a favor da abolição da pena de morte (que apenas será legalmente abolida em França em 1983), isto é, por aquilo que «ainda ontem era considerado utopia, teoria, sonho, loucura, poesia»."
Opinião Literária:
Esta não é uma obra que deva ser lida em ânimo leve - como diz na sinopse, o livro acaba por ser um manifesto em termos políticos; neste caso, contra a pena de morte. Apesar de poucas páginas, é um livro que nos toca profundamente (chorei imenso!) e choca o leitor, especialmente o actual, visto que a pena de morte praticamente não existe no mundo ocidental. Não tem qualquer tipo de falas mas não foi por isso que o achei mais aborrecido - a escrita de Victor Hugo é maravilhosa e cada vez gosto mais deste autor.
O personagem é construído de uma forma interessante, de forma a que o texto se foque apenas num pormenor - a morte. Terminamos o livro sem saber nada deste personagem; não sabemos nome, idade, estrato social e muito menos o motivo pelo qual será morto. Ao omitir estes detalhes, Victor Hugo quis que nos focássemos apenas na barbaridade que tirar a vida de alguém pode ser.
No geral, é um livro excelente, que se lê perfeitamente num dia e óptimo para reflectir pois ainda é um assunto discutível. Acho também que é um bom exemplo para se começar a ler Victor Hugo sem grandes 'compromissos' em termos de tamanho da obra!
Título: O Último Dia de Um Condenado
Autor: Victor Hugo
Número de Páginas: 90
Publicado em: 1829
Goodreads: aqui
Pontuação: 5 Estrelas
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
[Opinião Literária] 2 em 1
sexta-feira, 17 de julho de 2015
[Opinião Literária] Os Espelhos de Tukor - Sara João Fonseca
Sinopse:
"Há elos que se originam na incondicionalidade do afecto, laços que se perpetuam pela eternidade e mais um dia. Muito mais do que um livro para crianças, este conto juvenil simboliza uma verdadeira lição de existência com noções tão basilares como o amor, a família, a saudade, a aceitação e a amizade.
Os Espelhos de Tükor é um sonho cheio de inocência, ternura e sensibilidade onde se aprende, principalmente, a crescer."
Opinião Literária:
Queria desde já agradecer à Chiado Editora por ter enviado este livro para poder fazer uma opinião construtiva em relação ao referido. Desejo também as maiores felicidades para a autora, Sara João Fonseca, para que continue a escrever e que não perca a força e vontade.
A história fala-nos sobre uma família, o sentido de união desta, o amor, a amizade, a saudade e como viver sentindo-a - todo o enredo que é dado inicialmente é apenas uma certa contextualização para a autora começar a explorar o que realmente queria. Gostei bastante deste pormenor e o enredo é bastante caloroso e querido, faz-nos sentir acolhidos pela família que a autora nos trouxe. Quando a parte moralista começa, esta está bem escrita, com um toque sensível, contudo, por vezes, demasiado. Senti que o livro por vezes pecou por ser demasiado sentimental, sendo necessário ter em conta a que criança queremos ler a obra.
Outro pormenor que me despertou a atenção foi a quantidade de enumerações e de palavras relativamente difíceis que o livro tinha. Achei que isso poderá ser bom ou mau, dependendo da idade e da altura em que a criança lê o livro - na escola, em casa... São situações a ter em conta.
No geral, foi um livro interessante e divertido de se ler - a escrita é fluída e autora traz-nos assuntos muito interessantes, assim como perspectivas que não são muito exploradas; neste caso, a visão dos avós em relação aos seus netos. É um livro que recomendo se quiserem ler uma obra mais simples e com uma mensagem meiga e carinhosa. Para além de estarem a ajudar autores portugueses que começaram agora a sua aventura!
Título: Os Espelhos de Tukor
Autora: Sara João Fonseca
Número de Páginas: 78
Publicado em: 2015
Goodreads: aqui
Pontuação: 3,5 *
"Há elos que se originam na incondicionalidade do afecto, laços que se perpetuam pela eternidade e mais um dia. Muito mais do que um livro para crianças, este conto juvenil simboliza uma verdadeira lição de existência com noções tão basilares como o amor, a família, a saudade, a aceitação e a amizade.
Os Espelhos de Tükor é um sonho cheio de inocência, ternura e sensibilidade onde se aprende, principalmente, a crescer."
Opinião Literária:
Queria desde já agradecer à Chiado Editora por ter enviado este livro para poder fazer uma opinião construtiva em relação ao referido. Desejo também as maiores felicidades para a autora, Sara João Fonseca, para que continue a escrever e que não perca a força e vontade.
A história fala-nos sobre uma família, o sentido de união desta, o amor, a amizade, a saudade e como viver sentindo-a - todo o enredo que é dado inicialmente é apenas uma certa contextualização para a autora começar a explorar o que realmente queria. Gostei bastante deste pormenor e o enredo é bastante caloroso e querido, faz-nos sentir acolhidos pela família que a autora nos trouxe. Quando a parte moralista começa, esta está bem escrita, com um toque sensível, contudo, por vezes, demasiado. Senti que o livro por vezes pecou por ser demasiado sentimental, sendo necessário ter em conta a que criança queremos ler a obra.
Outro pormenor que me despertou a atenção foi a quantidade de enumerações e de palavras relativamente difíceis que o livro tinha. Achei que isso poderá ser bom ou mau, dependendo da idade e da altura em que a criança lê o livro - na escola, em casa... São situações a ter em conta.
No geral, foi um livro interessante e divertido de se ler - a escrita é fluída e autora traz-nos assuntos muito interessantes, assim como perspectivas que não são muito exploradas; neste caso, a visão dos avós em relação aos seus netos. É um livro que recomendo se quiserem ler uma obra mais simples e com uma mensagem meiga e carinhosa. Para além de estarem a ajudar autores portugueses que começaram agora a sua aventura!
Título: Os Espelhos de Tukor
Autora: Sara João Fonseca
Número de Páginas: 78
Publicado em: 2015
Goodreads: aqui
Pontuação: 3,5 *
terça-feira, 26 de maio de 2015
[Opinião Literária] O Fiel Jardineiro - John Le Carré
Sinopse:
"Justin Quayle é um
funcionário do Foreign Office destinado no Quénia. A morte da sua
mulher, Tessa, ocorrida em misteriosas circunstâncias, incita-o a
iniciar por si próprio uma investigação para esclarecer o caso. Justin
remonta passo a passo o caminho que conduziu à morte da sua esposa, uma
atrevida activista de organizações humanitárias, e durante as suas
pesquisas vai descobrindo cada um dos fios de uma trama internacional de
corrupção, em que os interesses duvidosos de políticos e burocratas se
emaranham com as lucrativas acções sem escrúpulos da poderosa indústria
farmacêutica. "
Opinião Literária:
Apesar de já ter ouvido falar maravilhas sobre John Le Carré, nunca tinha lido nada sobre este autor até então. Penso que é o seu nome que me irrita, para ser honesta. Os capas portuguesas também não ajudam - sempre que olhava para as capas, nada me atraía. Comemos com os olhos, é verdade.
Este livro acabou por tornar-se uma agradável surpresa. As personagens são um pouco egocêntricas e egoístas, todas elas, não consigo esconder essa sensação. Para além disso, demorei demasiado tempo a entrar no desenrolar da acção, sentia que existiam demasiados detalhes que não interessavam nem ao menino Jesus. A própria temática não foi maravilhosa - por mais interessada que seja em relação à sociedade internacional, fármacos e a produção destes não é a minha especialidade, de todo. O que me fez gostar deste livro foi o aparente estudo que Le Carré teve de realizar para poder escrever a obra. A escrita é fluída, entretém e tem alguma substância. Também demonstra preocupação e interesse pelo assunto, algo que valorizo sempre. Se todos os livros forem como este, talvez seja um bom substituto do Dan Brown!
Título: The Constant Gardener
Autor: John Le Carré
Publicado em: 2000
Goodreads: aqui
Pontuação:
"Justin Quayle é um
funcionário do Foreign Office destinado no Quénia. A morte da sua
mulher, Tessa, ocorrida em misteriosas circunstâncias, incita-o a
iniciar por si próprio uma investigação para esclarecer o caso. Justin
remonta passo a passo o caminho que conduziu à morte da sua esposa, uma
atrevida activista de organizações humanitárias, e durante as suas
pesquisas vai descobrindo cada um dos fios de uma trama internacional de
corrupção, em que os interesses duvidosos de políticos e burocratas se
emaranham com as lucrativas acções sem escrúpulos da poderosa indústria
farmacêutica. "
Opinião Literária:
Apesar de já ter ouvido falar maravilhas sobre John Le Carré, nunca tinha lido nada sobre este autor até então. Penso que é o seu nome que me irrita, para ser honesta. Os capas portuguesas também não ajudam - sempre que olhava para as capas, nada me atraía. Comemos com os olhos, é verdade.
Este livro acabou por tornar-se uma agradável surpresa. As personagens são um pouco egocêntricas e egoístas, todas elas, não consigo esconder essa sensação. Para além disso, demorei demasiado tempo a entrar no desenrolar da acção, sentia que existiam demasiados detalhes que não interessavam nem ao menino Jesus. A própria temática não foi maravilhosa - por mais interessada que seja em relação à sociedade internacional, fármacos e a produção destes não é a minha especialidade, de todo. O que me fez gostar deste livro foi o aparente estudo que Le Carré teve de realizar para poder escrever a obra. A escrita é fluída, entretém e tem alguma substância. Também demonstra preocupação e interesse pelo assunto, algo que valorizo sempre. Se todos os livros forem como este, talvez seja um bom substituto do Dan Brown!
Título: The Constant Gardener
Autor: John Le Carré
Publicado em: 2000
Goodreads: aqui
Pontuação:
terça-feira, 19 de maio de 2015
[Opinião Literária] The Great Gatsby - F. Scott Fitzgerald
Sinopse:
"A portrait of the Jazz Age in all of its decadence and excess, The Great Gatsby captured the spirit of the author's generation and earned itself a permanent place in American mythology. Self-made, self-invented millionaire Jay Gatsby embodies some of Fitzgerald's--and his country's--most abiding obsessions: money, ambition, greed, and the promise of new beginnings. "Gatsby believed in the green light, the orgiastic future that year by year recedes before us. It eluded us then, but that's no matter--tomorrow we will run faster, stretch out our arms farther.... And one fine morning--"Gatsby's rise to glory and eventual fall from grace becomes a kind of cautionary tale about the American Dream."
Opinião Literária:
Há algum tempo atrás,dei a minha opinião sobre este livro; contudo, tinha-o lido em português e tinha sido uma experiência péssima! A tradução arruinou tudo. As metáforas, os diálogos demasiado irritantes, as personagens excessivamente frívolas (não que elas se tornem subitamente geniais na versão original)... Foi um completo desastre e aconselho vivamente a que leiam este livro na sua língua materna. O enredo é plano e simples - famílias ricas, com diferentes estatutos sociais, dramas que ocorrem no seio deste mundo à parte num país onde o dinheiro é como a água. Muito jazz, traição, festas extraordinárias e sentimentos furiosos - não pensem que encontrarão algum tipo de filosofia ou pausas para pensarem na situação, não encontrarão. Ou melhor, só encontrarão através de Nick, o narrador e também personagem do livro. Apreendemos tudo dos seus olhos,o que poderá levar-nos a certas conclusões que poderão ou não ser verdade. O genial desta obra (e aqui irei inserir algumas coisas que aprendi na faculdade...) é o facto do narrador e do personagem se separarem,por vezes. Eu sei,parece impossível mas,ao longo do texto, vamos notando que existem uns certos distanciamentos e juízos de valor que são mesmo de Nick enquanto personagem. Achei esta características interessantíssima e brilhante. 5 estrelas para a narração.
Quanto às personagens, são todas irritantes. Todas. A única que suporto e compreendo o seu comportamento é Jordan Baker e, por vezes, Nick. Daisy e Tom, por mais diferentes que sejam um do outro, a verdade é que são 'careless people'. Eles querem dinheiro, felicidade rápida e prazer modo 'take-away express'. Não há tempo para se renderem às verdadeiras emoções e ao mundo que lhes rodeia. Daisy é particularmente interessante, visto que, por vezes, parece que tem noção da sua própria 'condição'; contudo, não tenta pará-la. Quanto a Gatsby... Gatsby é um sonhador louco e crente, acima de tudo. Nós tendemos a criar na nossa mente 1 versão diferente da pessoa de quem gostamos e Gastby fez isso - tal como criou-se a si próprio, criou o amor da sua vida. Foi um idealista.
Para não alongar esta opinião (que já está enorme!), é um livro que aconselho vivamente a que leiam e que aproveitem. Tem uma história dramática, curiosa e inesperada - lembra-nos o quão simples e minúsculo o ser humano é. Limitamo-nos a desejos e vontades, não é verdade?
Título: The Great Gatsby
"A portrait of the Jazz Age in all of its decadence and excess, The Great Gatsby captured the spirit of the author's generation and earned itself a permanent place in American mythology. Self-made, self-invented millionaire Jay Gatsby embodies some of Fitzgerald's--and his country's--most abiding obsessions: money, ambition, greed, and the promise of new beginnings. "Gatsby believed in the green light, the orgiastic future that year by year recedes before us. It eluded us then, but that's no matter--tomorrow we will run faster, stretch out our arms farther.... And one fine morning--"Gatsby's rise to glory and eventual fall from grace becomes a kind of cautionary tale about the American Dream."
“I hope she'll be a fool -- that's the best thing a girl can be in this world, a beautiful little fool.”
Opinião Literária:
Há algum tempo atrás,dei a minha opinião sobre este livro; contudo, tinha-o lido em português e tinha sido uma experiência péssima! A tradução arruinou tudo. As metáforas, os diálogos demasiado irritantes, as personagens excessivamente frívolas (não que elas se tornem subitamente geniais na versão original)... Foi um completo desastre e aconselho vivamente a que leiam este livro na sua língua materna. O enredo é plano e simples - famílias ricas, com diferentes estatutos sociais, dramas que ocorrem no seio deste mundo à parte num país onde o dinheiro é como a água. Muito jazz, traição, festas extraordinárias e sentimentos furiosos - não pensem que encontrarão algum tipo de filosofia ou pausas para pensarem na situação, não encontrarão. Ou melhor, só encontrarão através de Nick, o narrador e também personagem do livro. Apreendemos tudo dos seus olhos,o que poderá levar-nos a certas conclusões que poderão ou não ser verdade. O genial desta obra (e aqui irei inserir algumas coisas que aprendi na faculdade...) é o facto do narrador e do personagem se separarem,por vezes. Eu sei,parece impossível mas,ao longo do texto, vamos notando que existem uns certos distanciamentos e juízos de valor que são mesmo de Nick enquanto personagem. Achei esta características interessantíssima e brilhante. 5 estrelas para a narração.Quanto às personagens, são todas irritantes. Todas. A única que suporto e compreendo o seu comportamento é Jordan Baker e, por vezes, Nick. Daisy e Tom, por mais diferentes que sejam um do outro, a verdade é que são 'careless people'. Eles querem dinheiro, felicidade rápida e prazer modo 'take-away express'. Não há tempo para se renderem às verdadeiras emoções e ao mundo que lhes rodeia. Daisy é particularmente interessante, visto que, por vezes, parece que tem noção da sua própria 'condição'; contudo, não tenta pará-la. Quanto a Gatsby... Gatsby é um sonhador louco e crente, acima de tudo. Nós tendemos a criar na nossa mente 1 versão diferente da pessoa de quem gostamos e Gastby fez isso - tal como criou-se a si próprio, criou o amor da sua vida. Foi um idealista.
Para não alongar esta opinião (que já está enorme!), é um livro que aconselho vivamente a que leiam e que aproveitem. Tem uma história dramática, curiosa e inesperada - lembra-nos o quão simples e minúsculo o ser humano é. Limitamo-nos a desejos e vontades, não é verdade?
"Reserving judgements is a matter of infinite hope."
Título: The Great Gatsby
Autor: F.Scott Fitzgerald
Publicado em: 1925
Goodreads: aqui
Pontuação:
quinta-feira, 7 de maio de 2015
[Opinião Literária] Paper Towns - John Green
Sinopse:"Quentin Jacobsen has spent a lifetime loving the magnificently adventurous Margo Roth Spiegelman from afar. So when she cracks open a window and climbs into his life—dressed like a ninja and summoning him for an ingenious campaign of revenge—he follows. After their all-nighter ends, and a new day breaks, Q arrives at school to discover that Margo, always an enigma, has now become a mystery. But Q soon learns that there are clues—and they're for him. Urged down a disconnected path, the closer he gets, the less Q sees the girl he thought he knew..."
“What a treacherous thing to believe that a person is more than a person.”
Opinião Literária:
Acho que os meus seguidores já sabem a minha opinião em relação ao John Green - demasiado valorizado, com personagens mal descritas e bastante subjectivas. Bem, digamos que este livro não esteve assim tão longe da minha opinião geral; o enredo por si não é nada demais e todo aquele mistério perante o seu desaparecimento foi muito mal aproveitado e descrito, parecia que estavam a brincar aos polícias. Com isto tudo, o que quero dizer é que o enredo ficou aquém das minhas expectativas. O registo de escrita de Green é bastante simplificado, o que tira alguma beleza à história mas também torna-a mais rápido de se ler (são opcções).
Então, o que me fez dar 4estrelas a este livro? Pela primeira vez da vida daquele homem, as personagens são interessantes. Apaixonei-me completamente por Margo e Quentin e consegui relacionar-me tanto com eles que tornou-se um pouco impossível dar menos pontuação; penso que, em qualquer ponto da nossa vida, todos nós seremos o Quentin e a Margo. Obcecados pelo desejo de mudança e, finalmente, sermos a mudança. Sermos nós mesmo, quebrarmos tudo à nossa volta, a busca imparável pela liberdade - Margo era liberdade (e irresponsabilidade, imaturidade e tudo mais que esse adjectivo acarreta). Confesso que gostei mais desta história do que de The Fault in Our Stars - consegui encontrar-me naquelas personagens e aprendi algo com elas.
Desta vez safaste-te, John Green. Não sei se no próximo livro terás tanta sorte!
“The town was paper, but the memories were not.”
Autor: John Green
Publicado em: 2009
Número de páginas: 305
Goodreads: aqui
Pontuação:

terça-feira, 28 de abril de 2015
[Opinião Literária] As Horas - Michael Cunningham
Sinopse:«The Hours tells the story of three women: Virginia Woolf, beginning to write Mrs. Dalloway as she recuperates in a London suburb with her husband in 1923; Clarissa Vaughan, beloved friend of an acclaimed poet dying from AIDS, who in modern-day New York is planning a party in his honor; and Laura Brown, in a 1949 Los Angeles suburb, who slowly begins to feel the constraints of a perfect family and home. By the end of the novel, these three stories intertwine in remarkable ways, and finally come together in an act of subtle and haunting grace.»
“Beauty is a whore, I like money better.”
Opinião Literária:
A melhor palavra para descrever este livro é a seguinte: subtileza. E sublime. Este livro é, acima de tudo, sublime. É acima de qualquer palavra que o possa descrever, acima de falas sem conteúdo, rodeios desnecessários ou elementos mágicos e fantástico. É sublime por si só. Não conta uma história extraordinária, apenas relata um dia de três pessoas extraordinárias. Só um dia, não é preciso mais do que isso para mudar a realidade. As personagens são apresentadas com uma das melhores descrições que já vi, são ricas, com material para trabalhar e aprender. O enredo não é nada demais - apesar de apresentar aquele efeito surpresa, não o torna um livro de mistério, muito pelo contrário. Cunningham trabalha muito bem todos os acontecimentos, de forma a não tornar a leitura aborrecida (as três mulheres têm direito a vários capítulos feitos para elas).
Este é um verdadeiro livro de cinco estrelas. É um livro que lês e, ao terminar, sentes que ultrapassaste um patamar na tua vida, que algumas dúvidas desapareceram. Acima de tudo, é um livro que nos relembra a nossa condição - somos humanos, não somos super-heróis. O existencialismo neste livro é brilhante e toda a ideia de que não conseguimos fazer mais, por melhores e mais fortes que as nossas intenções sejam. E o melhor que podemos fazer, é resignar-nos. Sabem o poema de Ricardo Reis sobre a Lídia à beira do rio? Aqui está ele, em prosa.
Autor: Michael Cunningham
Número de Páginas: 226
Publicado em: 1998
Goodreads: aqui
«I don't have any regrets, really, except that one. I wanted to write
about you, about us, really. Do you know what I mean? I wanted to write
about everything, the life we're having and the lives we might have had.
I wanted to write about all the ways we might have died.»
sexta-feira, 10 de abril de 2015
[Opinião Literária] 2 mini-clássicos em 1
Olá a todos! Hoje trago-vos as opiniões de 2 short stories que li, sendo estas considerados clássicos. Apesar de nacionalidades diferentes (1 é americana, a outra é alemã), achei ambas interessantes e com particularidades engraçadas de se descobrir; o que une estas 2 é a sua crítica a algo ou a alguém. Para estas opiniões serem de melhor compreensão (e também mais rápidas, visto que são short stories...), serão escritas em tópicos

Young Goodman Brown, Nathaniel Hawthorne
*Clara crítica ao pensamento americano, mais especificamente, ao puritano;
*Satiriza a 'natureza selvagem' ao serviço do Homem;
*Demonstra que os americanos não são predestinados mas sim meros humanos com as suas crenças - também pecam e estão próximos do diabo;
*Escrita complexa, sem fáceis acessos;
*Várias metáforas,exige um conhecimento histórico prévio.
O Tenente Gustl, Arthur Schnitzler
*Crítica ao sector militar da Alemanha e do seu código de conduta;
*Demonstra a frivolidade da época e da falta de consciência e maturidade;
*De fácil leitura, fluída e rápida;
*Divertido e de uma leitura gulosa, não apresenta grandes figuras de estulo;
*Reflexão quanto à fragilidade da vida,por vezes, devido ao orgulho.

E é tudo por hoje! São pequenas opiniões, maioritariamente por serem autores relativamente conhecidos que merecem um pouco de atenção. Tenham um bom fim de semana!

Young Goodman Brown, Nathaniel Hawthorne
*Clara crítica ao pensamento americano, mais especificamente, ao puritano;
*Satiriza a 'natureza selvagem' ao serviço do Homem;
*Demonstra que os americanos não são predestinados mas sim meros humanos com as suas crenças - também pecam e estão próximos do diabo;
*Escrita complexa, sem fáceis acessos;
*Várias metáforas,exige um conhecimento histórico prévio.
O Tenente Gustl, Arthur Schnitzler
*Crítica ao sector militar da Alemanha e do seu código de conduta;
*Demonstra a frivolidade da época e da falta de consciência e maturidade;
*De fácil leitura, fluída e rápida;
*Divertido e de uma leitura gulosa, não apresenta grandes figuras de estulo;
*Reflexão quanto à fragilidade da vida,por vezes, devido ao orgulho.

E é tudo por hoje! São pequenas opiniões, maioritariamente por serem autores relativamente conhecidos que merecem um pouco de atenção. Tenham um bom fim de semana!
domingo, 29 de março de 2015
[Opinião Literária] And the Mountains Echoed - Khaled Hosseini
Bom domingo, leitores! Por hoje, temos um vídeo com a minha opinião do livro And the Mountains Echoed de Khaled Hosseini, um dos livros finais de 2014.
sexta-feira, 20 de março de 2015
[Opinião Literária] Jane Austen - Persuasion
Sinopse:
"Twenty-seven-year old Anne Elliot is Austen's most adult heroine. Eight years before the story proper begins, she is happily betrothed to a naval officer, Frederick Wentworth, but she precipitously breaks off the engagement when persuaded by her friend Lady Russell that such a match is unworthy. The breakup produces in Anne a deep and long-lasting regret. When later Wentworth returns from sea a rich and successful captain, he finds Anne's family on the brink of financial ruin and his own sister a tenant in Kellynch Hall, the Elliot estate. All the tension of the novel revolves around one question: Will Anne and Wentworth be reunited in their love?"
"I hate to hear you talk about all women as if they were fine ladies instead of rational creatures. None of us want to be in calm waters all our lives.”
Opinião Literária:
Antes de começar a opinião propriamente dita, fica aqui o registo: dei a este livro 3,5estrelas, não apenas 3; infelizmente, não existe esse mecanismo de avaliaçã no Goodreads!
Parti para esta leitura com expectativas relativamente altas e penso que, de certa forma, foram e não foram correspondidas. A elegância, subtileza e delicadeza do texto encontra-se presente - as personagens incrivelmente frágeis, as regras da sociedade a serem respeitadas, amores por trocas de olhares; as falas requitandas e os cenários foram elementos que também me cativaram bastante. Acima de tudo, considerei-o um excelente clássico para desanuviar um pouco de leituras mais pesadas e também aumentar o nosso conhecimento em termos de clássicos. O que faltou para as 5estrelas? Ação e efeito surpresa. Apesar de ter lido este livro relativamente rápido, achei que continha várias páginas sem qualquer tipo de interesse para a história - não avançava e não parava de caraterizar personagens de quem já tinha uma ideia geral. Quanto ao efeito surpresa, não havia nada disso,0%. Tudo foi bastante óbvio, não houve grandes reviravoltas, como se o livro avançasse lentamente tal como a vida das personagens (pormenores interessantes!). No geral, foi um livro cativante e de leitura agradável mas dificilmente poderá ser 1 objeto de ensino (tirando detalhes histórico-culturais,claro) ou poderá ser O livro; é simplesmente algo simples e sem grandes enredos.
Título: Persuasion
Autora: Jane Austen
Data da Publicação: 1818
Número de páginas: 249
Lido em: Hardcover
Mais informações em: Goodreads
Classificação:
"Twenty-seven-year old Anne Elliot is Austen's most adult heroine. Eight years before the story proper begins, she is happily betrothed to a naval officer, Frederick Wentworth, but she precipitously breaks off the engagement when persuaded by her friend Lady Russell that such a match is unworthy. The breakup produces in Anne a deep and long-lasting regret. When later Wentworth returns from sea a rich and successful captain, he finds Anne's family on the brink of financial ruin and his own sister a tenant in Kellynch Hall, the Elliot estate. All the tension of the novel revolves around one question: Will Anne and Wentworth be reunited in their love?"
"I hate to hear you talk about all women as if they were fine ladies instead of rational creatures. None of us want to be in calm waters all our lives.”
Opinião Literária:
Antes de começar a opinião propriamente dita, fica aqui o registo: dei a este livro 3,5estrelas, não apenas 3; infelizmente, não existe esse mecanismo de avaliaçã no Goodreads!
Parti para esta leitura com expectativas relativamente altas e penso que, de certa forma, foram e não foram correspondidas. A elegância, subtileza e delicadeza do texto encontra-se presente - as personagens incrivelmente frágeis, as regras da sociedade a serem respeitadas, amores por trocas de olhares; as falas requitandas e os cenários foram elementos que também me cativaram bastante. Acima de tudo, considerei-o um excelente clássico para desanuviar um pouco de leituras mais pesadas e também aumentar o nosso conhecimento em termos de clássicos. O que faltou para as 5estrelas? Ação e efeito surpresa. Apesar de ter lido este livro relativamente rápido, achei que continha várias páginas sem qualquer tipo de interesse para a história - não avançava e não parava de caraterizar personagens de quem já tinha uma ideia geral. Quanto ao efeito surpresa, não havia nada disso,0%. Tudo foi bastante óbvio, não houve grandes reviravoltas, como se o livro avançasse lentamente tal como a vida das personagens (pormenores interessantes!). No geral, foi um livro cativante e de leitura agradável mas dificilmente poderá ser 1 objeto de ensino (tirando detalhes histórico-culturais,claro) ou poderá ser O livro; é simplesmente algo simples e sem grandes enredos.
Título: Persuasion
Autora: Jane Austen
Data da Publicação: 1818
Número de páginas: 249
Lido em: Hardcover
Mais informações em: Goodreads
Classificação:
quinta-feira, 12 de março de 2015
[Opinião Literária] Let it Snow - Vários Autores
Sinopse:
" Sparkling white
snowdrifts, beautiful presents wrapped in ribbons, and multicolored
lights glittering in the night through the falling snow. A Christmas Eve
snowstorm transforms one small town into a romantic haven, the kind you
see only in movies. Well, kinda. After all, a cold and wet hike from a
stranded train through the middle of nowhere would not normally end with
a delicious kiss from a charming stranger. And no one would think that a
trip to the Waffle House through four feet of snow would lead to love
with an old friend. Or that the way back to true love begins with a
painfully early morning shift at Starbucks. Thanks to three of today’s
bestselling teen authors—John Green, Maureen Johnson, and Lauren
Myracle—the magic of the holidays shines on these hilarious and charming
interconnected tales of love, romance, and breathtaking kisses."
Opinião Literária:
Um livro de Natal que acabou por receber esta opinião apenas na Primavera... De facto, é uma pena mas apenas consegui agendar esta opinião agora. A estrutura deste livro é interessante - personagens diferentes mas interligadas ao longo dos contos. Os contos eram relativamente grandes, o que me agradou bastante pois pudemos compreender melhor a dinâmica das personagens. No geral, foi um livro leve e divertido, sem qualquer tipo de reflexão ou mensagem - apenas algumas gargalhadas e a típica luta pelo 'verdadeiro amor'. Em termos de autores, John Green foi o autor que menos gostei neste livro - achei as personagens relativamente fracas e sem grande descrição ou relevo, sem contar com os diálogos exagerados e sem grande sentido. Johnson e Myracle apresentaram uma escrita relativamente homogénea, penso que não existem grandes vacilos. A pontuação que atribuí justifica-se pela estrutura do livro, gostei bastante da ideia e do facto de terem cooperado para que tenha funcionado.
Um livro light e sem grande 'ciência' atrás dele - apenas o espírito natalício.
Título: Let it Snow
Autor: John Green, Maureen Johnson, Lauren Myracle
Número de páginas: 352
Lido em: Paperback
Mais informações em: Goodreads
Classificação:
" Sparkling white
snowdrifts, beautiful presents wrapped in ribbons, and multicolored
lights glittering in the night through the falling snow. A Christmas Eve
snowstorm transforms one small town into a romantic haven, the kind you
see only in movies. Well, kinda. After all, a cold and wet hike from a
stranded train through the middle of nowhere would not normally end with
a delicious kiss from a charming stranger. And no one would think that a
trip to the Waffle House through four feet of snow would lead to love
with an old friend. Or that the way back to true love begins with a
painfully early morning shift at Starbucks. Thanks to three of today’s
bestselling teen authors—John Green, Maureen Johnson, and Lauren
Myracle—the magic of the holidays shines on these hilarious and charming
interconnected tales of love, romance, and breathtaking kisses." Opinião Literária:
Um livro de Natal que acabou por receber esta opinião apenas na Primavera... De facto, é uma pena mas apenas consegui agendar esta opinião agora. A estrutura deste livro é interessante - personagens diferentes mas interligadas ao longo dos contos. Os contos eram relativamente grandes, o que me agradou bastante pois pudemos compreender melhor a dinâmica das personagens. No geral, foi um livro leve e divertido, sem qualquer tipo de reflexão ou mensagem - apenas algumas gargalhadas e a típica luta pelo 'verdadeiro amor'. Em termos de autores, John Green foi o autor que menos gostei neste livro - achei as personagens relativamente fracas e sem grande descrição ou relevo, sem contar com os diálogos exagerados e sem grande sentido. Johnson e Myracle apresentaram uma escrita relativamente homogénea, penso que não existem grandes vacilos. A pontuação que atribuí justifica-se pela estrutura do livro, gostei bastante da ideia e do facto de terem cooperado para que tenha funcionado.
Um livro light e sem grande 'ciência' atrás dele - apenas o espírito natalício.
Título: Let it Snow
Autor: John Green, Maureen Johnson, Lauren Myracle
Número de páginas: 352
Lido em: Paperback
Mais informações em: Goodreads
Classificação:
quarta-feira, 4 de março de 2015
[Opinião Literária] Urfaust - J.W. Goethe
Opinião Literária:
Mais um livro onde a sinopse existe mas é tão rara de se encontrar...! Especialmente em inglês ou em português. Aproveito já para vos contar os rodeios desta leitura - foi feita de forma académica, acompanhada pelo regente da cadeira, e foi toda em alemão; portanto, o que vos poderei dizer é que não é,de todo, uma leitura fácil, mesmo sendo em inglês (dei uma espreitadela na versão inglesa e assustei-me). Apesar destes pormenores, é um dos maiores clássicos europeus e, mais concretamente, alemães, e é uma pena não o ler, até porque trouxe temas que agora são bastante explorados.
A história fala-nos de um professor académico que se sente limitado pela sua condição humana e que já viu e experimentou tudo - decide então comunicar com o outro mundo e tentar subir de posição; conseguindo fazer um contrato com o diabo, este promete-lhe ficar seu servo se não lhe conseguir mostrar algum prazer na vida que Faust ainda não tenha vivido. O prazer vencedor desta aposta foi o amor (algo cliché mas morbidamente bonito neste caso).
Apesar da leitura não ser fácil, o livro não é grande e a maioria das versões apresenta logo a continuação (este livro foi o primeiro estudo que Goethe fez da história), o que é excelente considerando que poderemos ler mais cenas para nos ajudarem a compreender melhor o enredo sem ter de comprar individualmente cada livro. As personagens são, na minha opinião, a melhor parte desta história - o desenvolvimento de Faust é o mais cru, mais abrupto e, apesar de bem feito, mais inconsistente. Sem saber o que realmente deseja na vida, assume os seus desejos animalescos e segue as suas vontades sem pensar em qualquer tipo de consequências; achei-o imaturo, irracional e egoísta, o que acabou por nao me fazer gostar do personagem, apenas refletir sobre o seu comportamento. Quanto a Gretchen, considero-a a personagem principal - tem um crescimento ao longo do texto tremendo, algo que me deixou triste e com uma certa pena da personagem (faz sentido ter pena de personagens? :-P). Penso que Gretchen tem um papel importantíssimo pois tanto representa a importância que a mulher começa a ter na sociedade ao poder escolher o que quer fazer, mesmo essas escolhas podendo arruiná-la; a personagem é também uma metáfora para o que o nosso crescimento é - a perda de inocência, a morte de parte de nós, a noção dos nossos atos,etc.
No geral, é um livro com muita matéria para se analisar e nos fazer enriquecer, penso que notou pelo tamanho desta review! Vale a pena perder algum tempo neste livro e perceber como é que as mentalidades foram mudando até chegarmos ao século XXI.
Autor: J.W.Goethe
Título: Urfaust
Nº de páginas: 71
Data da Publicação: 1932 (mas terminado em 1887)
Informações no Goodreads: clica aqui
Mais um livro onde a sinopse existe mas é tão rara de se encontrar...! Especialmente em inglês ou em português. Aproveito já para vos contar os rodeios desta leitura - foi feita de forma académica, acompanhada pelo regente da cadeira, e foi toda em alemão; portanto, o que vos poderei dizer é que não é,de todo, uma leitura fácil, mesmo sendo em inglês (dei uma espreitadela na versão inglesa e assustei-me). Apesar destes pormenores, é um dos maiores clássicos europeus e, mais concretamente, alemães, e é uma pena não o ler, até porque trouxe temas que agora são bastante explorados.
A história fala-nos de um professor académico que se sente limitado pela sua condição humana e que já viu e experimentou tudo - decide então comunicar com o outro mundo e tentar subir de posição; conseguindo fazer um contrato com o diabo, este promete-lhe ficar seu servo se não lhe conseguir mostrar algum prazer na vida que Faust ainda não tenha vivido. O prazer vencedor desta aposta foi o amor (algo cliché mas morbidamente bonito neste caso).
Apesar da leitura não ser fácil, o livro não é grande e a maioria das versões apresenta logo a continuação (este livro foi o primeiro estudo que Goethe fez da história), o que é excelente considerando que poderemos ler mais cenas para nos ajudarem a compreender melhor o enredo sem ter de comprar individualmente cada livro. As personagens são, na minha opinião, a melhor parte desta história - o desenvolvimento de Faust é o mais cru, mais abrupto e, apesar de bem feito, mais inconsistente. Sem saber o que realmente deseja na vida, assume os seus desejos animalescos e segue as suas vontades sem pensar em qualquer tipo de consequências; achei-o imaturo, irracional e egoísta, o que acabou por nao me fazer gostar do personagem, apenas refletir sobre o seu comportamento. Quanto a Gretchen, considero-a a personagem principal - tem um crescimento ao longo do texto tremendo, algo que me deixou triste e com uma certa pena da personagem (faz sentido ter pena de personagens? :-P). Penso que Gretchen tem um papel importantíssimo pois tanto representa a importância que a mulher começa a ter na sociedade ao poder escolher o que quer fazer, mesmo essas escolhas podendo arruiná-la; a personagem é também uma metáfora para o que o nosso crescimento é - a perda de inocência, a morte de parte de nós, a noção dos nossos atos,etc.
No geral, é um livro com muita matéria para se analisar e nos fazer enriquecer, penso que notou pelo tamanho desta review! Vale a pena perder algum tempo neste livro e perceber como é que as mentalidades foram mudando até chegarmos ao século XXI.
Autor: J.W.Goethe
Título: Urfaust
Nº de páginas: 71
Data da Publicação: 1932 (mas terminado em 1887)
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
[Opinião Literária] Operation Sunshine - Jenny Colgan
Título: Operation Sunshine Autora: Jenny Colgan
Número de páginas: 320
Mais opiniões literárias:
The Loveliest Chocolate Shop in Paris, Jenny Colgan
Sinopse:
"Evie needs a good holiday. Not just because she’s been working all hours in her job, but also because every holiday she has ever been on in her life has involved sunburn, arguments and projectile vomiting – sometimes all three at once. Why can’t she have a normal holiday, like other people seem to have – some sun, sand, sea and (hopefully) sex?
So when her employers invite her to attend a conference with them in the south of France, she can’t believe her luck. It’s certainly going to be the holiday of a lifetime – but not quite in the way Evie imagines!" (mais em Goodreads)
Opinião Literária:
Começo por dizer que apenas li 2 livros desta autora e que este foi o que menos gostei. A sinopse não é brilhante, pelo contrário, é tão banal que não me pareceu que fosse divertir o leitor. A verdade é que acabei por acertar. Evie tem alguns traços na sua personalidade que incitam a comédia, contudo, não é tão engraçada com as personagens de The Loveliest Chocolate Shop in Paris - talvez demasiado impulsiva em termos físicos e não tão inteligente?
Não é um livro maravilhoso em criou qualquer tipo de impacto em mim, contudo, foi um livro divertido de se ler durante o Verão; as personagens que rodeim Evie são caricatas, há uma série de situações que nos convidam a rir... Colgan tentou tornar as coisas um pouco mais apimentadas que acabaram por cair no ridículo. Não foi um mau livro; apenas não foi o melhor chick-lit de sempre.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
[Opinião Literária] Hard Times - Charles Dickens
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