domingo, 17 de maio de 2015

Top 5 - Séries que quero começar ou terminar

Olá a todos! Espero que tenham um bom Domingo. Por aqui, temos um vídeo... Quem quer ler estas sagas ou já as terminou?

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Textos Originais #3

Pensei em não usar este caderno para assuntos tão feios. Pensei em mostrar-te estes assuntos feios - para quê? Se tu és a causa deles... Sim, tu. Para quê tratar-me tão mal? Será assim tão grave amar-te?
Não,eu não te amo. Esses tempos viajaram e eu não os quis de volta. Saíram de casa. Para quê? Que desperdício de tempo, desespero dentro de mim!


terça-feira, 12 de maio de 2015

Poema da Quinzena

Viagem
Quantas mortes,
Quantos renascimentos
Uma só alma contém! 
Viagens já esquecidas,
Mágoas que deixaram invisíveis feridas!
Há quem renasça mais forte,
Há quem renasça mais fraco
E após tantos renascimentos
Renasci mais de mil vezes
Entre a força e a fraqueza
Desta minha condição humana,
Procurando respostas sem saber onde as encontrar!
Caminho, respiro, alimento meu corpo...
Mas não sei onde fiquei nestas minhas últimas mortes!
Onde ficou minha alma?
Onde ficou minha essência?
O meu eu e o que consigo fazer?!
Adormeci e não acordei livre...
Mendigando amor onde não existe
Porque aquele que amei ou amo
Me feriu incessantemente
Como uma criatura cruel e sem noção dos seus actos.
Devo estar espalhada pelo universo
Em partículas minúsculas,
Invisível como microrganismos ou átomos!

O meu corpo procura-me
Mas estando ele tão fraco,
Assim como a minha alma,
Contaminada pela dor, mágoa e desconfiança
Ou pura e simplesmente
Desilusão,
Não pode encontrar-me.
-Gritos Silenciosos, Patrícia M.Pereira

quinta-feira, 7 de maio de 2015

[Opinião Literária] Paper Towns - John Green

Sinopse:
"Quentin Jacobsen has spent a lifetime loving the magnificently adventurous Margo Roth Spiegelman from afar. So when she cracks open a window and climbs into his life—dressed like a ninja and summoning him for an ingenious campaign of revenge—he follows. After their all-nighter ends, and a new day breaks, Q arrives at school to discover that Margo, always an enigma, has now become a mystery. But Q soon learns that there are clues—and they're for him. Urged down a disconnected path, the closer he gets, the less Q sees the girl he thought he knew..."

“What a treacherous thing to believe that a person is more than a person.”

Opinião Literária:

Acho que os meus seguidores já sabem a minha opinião em relação ao John Green - demasiado valorizado, com personagens mal descritas e bastante subjectivas. Bem, digamos que este livro não esteve assim tão longe da minha opinião geral; o enredo por si não é nada demais e todo aquele mistério perante o seu desaparecimento foi muito mal aproveitado e descrito, parecia que estavam a brincar aos polícias. Com isto tudo, o que quero dizer é que o enredo ficou aquém das minhas expectativas. O registo de escrita de Green é bastante simplificado, o que tira alguma beleza à história mas também torna-a mais rápido de se ler (são opcções).
Então, o que me fez dar 4estrelas a este livro? Pela primeira vez da vida daquele homem, as personagens são interessantes. Apaixonei-me completamente por Margo e Quentin e consegui relacionar-me tanto com eles que tornou-se um pouco impossível dar menos pontuação; penso que, em qualquer ponto da nossa vida, todos nós seremos o Quentin e a Margo. Obcecados pelo desejo de mudança e, finalmente, sermos a mudança. Sermos nós mesmo, quebrarmos tudo à nossa volta, a busca imparável pela liberdade - Margo era liberdade (e irresponsabilidade, imaturidade e tudo mais que esse adjectivo acarreta). Confesso que gostei mais desta história do que de The Fault in Our Stars - consegui encontrar-me naquelas personagens e aprendi algo com elas.
Desta vez safaste-te, John Green. Não sei se no próximo livro terás tanta sorte!

“The town was paper, but the memories were not.”  

Autor: John Green
Publicado em: 2009
Número de páginas: 305
Goodreads: aqui
Pontuação:



terça-feira, 5 de maio de 2015

Uma nova maratona?

Boa tarde, leitores! Como podem adivinhar pelo título, é verdade, envolvi-me numa nova maratona e espero mesmo que corra bem! Como é de esperar vindo de mim, já estou atrasada - preciso de terminar o livro que estou a ler de momento e ler 'Song of Solomon' de Toni Morisson antes de poder mergulhar nesta maratona; sem contar com o facto de que irei parar a maratona de vez em quando para ler outros livros. Mesmo assim, não pude evitar inscrever-me é uma maratona sobre As Crónicas Gelo e Fogo, de G.R.R.Martin. É verdade, aqueles livros estão a apanhar pó nas minhas estantes há demasiado tempo e agora encontrar a energia que me faltava! Esta maratona está a ser organizada pela Cláudia do A Mulher que Ama Livros, pelo que também irei responder aos seus desafios :)

Quanto ao primeiro desafio, o meu interesse por esta colecção surgiu graças ao meu melhor amigo, há demasiados anos atrás. Para perceberem a gravidade, andávamos no 9ºano e agora estamos no 2º ano de faculdade. Ele tem TUDO o que possam imaginar, desde mapas A1 a t-shirts autografadas pelo G.R.R.Martin. Digamos que o venero por ser um verdadeiro fã, mesmo antes de a série surgir. Obrigou-me a ver a primeira temporada de uma só vez (vergonha por não ter continuado, confesso) e quase que obrigou-me a comprar os primeiros 3 livros desta saga. Digamos que ele deverá estar orgulhoso de mim, visto que agora irei também ler a saga!


Estejam atentos às novidades desta maratona ;)

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Os Contos do Mês - Abril

TGIF pessoal! Espero que tenham um bom fim de semana - por aqui, terei uma semana de férias maravilhosas graças à Queima das Fitas. Hoje trago-vos uma mini opinião dos 3contos que li em Abril. São todos relacionados com aventuras.

A Armadilha, Martin Waddell


Sem querer alongar-me em grandes explicações,este conto ficou muito aquém das minhas expectativas - com personagens relativamente interessantes e um início curioso e abrupto sobre ditaduras e conspirações, esperava que, quando a acção começasse, esta fosse intensa. No lugar disto, o final ocorreu em meia dúzia de linhas, sem grandes explicações. Desiludiu-me.

O Urso Bailarino, John Christopher



Apesar da pontuação dada ser melhor relativamente ao outro conto, não significa que seja melhor. O tempo é numa época diferente (invasões bárbaras) e descreve alguns cenários de guerra bem, contudo, as personagens são um pouco infantis e lineares. Apesar de me interessar pelo assunto, o conto não me cativou - e nem percebemos porque é que o conto tem este título.

O Pernilongo, Robert Westall



Este foi então o único conto que realmente gostei! Fala sobre a II Guerra Mundial e uma criança que fica presa em casa devido a uma invasão alemã. Achei a história bastante engraçada, como que uma chamada de atenção para o nosso lado humano. O conto funciona quase como um apelo à paz, o que gostei bastante. Fiquei com curiosidade em relação a Westall e já escolhi alguns livros do autor que gostaria de ler.

E pronto, aqui estão os contos de Abril, de Waddell, Christopher e Westall - no geral, não foi um mês muito produtivo em termos de contos pois foi difícil ler algo que gostasse; contudo, sempre li algo destes autores, o que por si já vale a pena!
Quem por aqui já ouviu falar destes autores?

terça-feira, 28 de abril de 2015

[Opinião Literária] As Horas - Michael Cunningham

Sinopse:
«The Hours tells the story of three women: Virginia Woolf, beginning to write Mrs. Dalloway as she recuperates in a London suburb with her husband in 1923; Clarissa Vaughan, beloved friend of an acclaimed poet dying from AIDS, who in modern-day New York is planning a party in his honor; and Laura Brown, in a 1949 Los Angeles suburb, who slowly begins to feel the constraints of a perfect family and home. By the end of the novel, these three stories intertwine in remarkable ways, and finally come together in an act of subtle and haunting grace.»

“Beauty is a whore, I like money better.”  

Opinião Literária:
A melhor palavra para descrever este livro é a seguinte: subtileza. E sublime. Este livro é, acima de tudo, sublime. É acima de qualquer palavra que o possa descrever, acima de falas sem conteúdo, rodeios desnecessários ou elementos mágicos e fantástico. É sublime por si só. Não conta uma história extraordinária, apenas relata um dia de três pessoas extraordinárias. Só um dia, não é preciso mais do que isso para mudar a realidade. As personagens são apresentadas com uma das melhores descrições que já vi, são ricas, com material para trabalhar e aprender. O enredo não é nada demais - apesar de apresentar aquele efeito surpresa, não o torna um livro de mistério, muito pelo contrário. Cunningham trabalha muito bem todos os acontecimentos, de forma a não tornar a leitura aborrecida (as três mulheres têm direito a vários capítulos feitos para elas).
Este é um verdadeiro livro de cinco estrelas. É um livro que lês e, ao terminar, sentes que ultrapassaste um patamar na tua vida, que algumas dúvidas desapareceram. Acima de tudo, é um livro que nos relembra a nossa condição - somos humanos, não somos super-heróis. O existencialismo neste livro é brilhante e toda a ideia de que não conseguimos fazer mais, por melhores e mais fortes que as nossas intenções sejam. E o melhor que podemos fazer, é resignar-nos. Sabem o poema de Ricardo Reis sobre a Lídia à beira do rio? Aqui está ele, em prosa.



Autor: Michael Cunningham
Número de Páginas: 226
Publicado em: 1998
Goodreads: aqui

«I don't have any regrets, really, except that one. I wanted to write about you, about us, really. Do you know what I mean? I wanted to write about everything, the life we're having and the lives we might have had. I wanted to write about all the ways we might have died.»