segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

[Opinião Literária] Gritos Silenciosos - Patrícia M. Pereira

Título: Gritos Silenciosos
Autor: Patrícia M. Pereira
Número de páginas: 56

Opinião Literária:
Primeira opinião literária de um livro de poesia de 2015! Uma das coisas que quero melhorar nos meus hábitos literários é a quantidade de livros que poesia que leio - apesar de adorar poesia, leio muito poucos livros e antologias; algo a mudar este ano. De qualquer forma, este foi o último livro de poesia que li em 2014 e confesso que não morri de amores, o que é uma pena. A estrutura formal não tem qualquer tipo de embelezamento, nada demais - o que me incomodou no livro foi a forma como a autora exprimiu as suas sensações; todas as pessoas têm direito a exprimir-se livremente e não julgo de todo,apenas não achei sublime a forma como se mostrou ao mundo literário, ao ler senti algum impasse em libertar-se, o que acabou numa série de poemas demasiado forçados.
Apesar desta questão que me levou a dar apenas 3 estrelas ao livro, existe algo que torna a poesia de Patrícia M. Pereira singular - as suas temáticas. Penso que nunca li poemas tão realistas ao denunciar os vícios da socieidade e a descrever classes mais desfavorecidas; estes temas misturados com a sua escrita terminam numa poesia bastante descritiva e denunciadora.
Apesar de não ser um livro que irei reler, achei interessante a obra poética desta autora, especialmente ao analisá-la e a reparar que os seus medos e queixumes são similares aos dos outros poetas que já li. Ou talvez todos os poetas tenham os mesmos problemas, quem sabe?

Poemas da autora presentes nos Poemas da Quinzena: Quebrada  e Penso, penso, penso...


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

O que li em Janeiro e irei ler em Fevereiro...

Olá leitores, já não fazia um pequeno plano de leitura há meses! A verdade é que esta desintoxicação de planos fez-me bem - pude ler mais livremente e,estranhamente, organizar-me. De qualquer forma, não sei se voltarei a fazer estes planos mensais, quem sabe! 
Janeiro foi um mês relativamente produtivo, contudo, não senti essa produtividade pois as leituras foram um pouco de 'passagem' - terminei Hard Times de Charles Dickens, li A Menina que Não Sabia Ler de John Harding e Let it Snow the uma série de autores e, por último, recomecei a minha leitura de Os Miseráveis de Victor Hugo. O motivo pelo qual não senti a produtividade tem a sua explicação  - 2 destes livros não eram meus e li quase que 'obrigada' pois não sou de ficar muito tempo com empréstimos (sei o quão aborrecido é e não quero estragar as pontas dos livros!) e Os Miseráveis já é uma aventura muito antiga, pelo que não senti que fosse um começo.
Para Fevereiro, os planos não são muitos: tentar avançar ao máximo o meu calhamaço do momento e,quando as aulas começarem, ler Persuasão de Jane Austen e, se conseguir, As Horas de 
Michael Cunningham.

E vocês? que andam por aí a ler?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

[TAG] compra de livros

Olá a todos! Hoje trago-vos uma tag que vi há algum tempo no blog da Jen e simplesmente adorei. Quem quiser, que a utilize!

1- Onde compras os teus livros?

Na Fnac, no Continente, online e, raramente mas estou a tentar mudar este hábito, na Bertrand.

2- Fazes pré-ordem de livros? Se sim, fazes em lojas ou online?

Não.

3- Em média, quantos livros compras por mês?

Agora estou em contenção de custos mas há uns meses atrás comprar 1 a 3 livros por mês.

4- Usas a tua biblioteca local?

Não, utlizo a da minha faculdade.

5- Se sim, quantos livros podes trazer/ requisitar de cada vez?

Posso requisitar 5livros!


6- Qual a tua opinião acerca dos livros das bibliotecas?

Depende das bibliotecas e das condições que estas apresentam. A biblioteca da minha faculdade tem uma variedade enorme e os livros não estão em muito más condições; sem esquecer o facto de que o tempo que nos emprestam é maior do que nas bibliotecas municipais - 21dias.

7- Como te sentes em relação a lojas de caridade/livros em segunda mão?

Nunca fui a uma loja de caridade mas alfabarristas é sempre uma boa opção!

8- Mantens os teus livros lidos e por ler na mesma estante?

Não.

9- Planeias ler todos os livros que tens?

Sim!

10- O que fazes com livros que sentes que nunca irás ler/sentes que não irás gostar?

Não tenho um livro que sinto que não irei ler na minha estante,se os comprei é porque os desejo ler, com mais ou menos vontade. Se eventualmente não gostar, dou a alguém ou ponho à venda.

11- Alguma vez doaste livros?

Sim.

12- Alguma vez estiveste num período de abstenção de compra de livros?

Sim, estou neste preciso momento!

13- Achas que compras demasiados livros?

Sem dúvida. Não consigo ler todos os livros que tenho e nem acho que haja tanta necessidade - frequento uma biblioteca que apresenta ótimas condições e poderia investir mais em ler em e-book.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

[Opinião Literária] A rapariga que não sabia ler - John Harding


Olá a todos! Hoje temos um vídeo onde vos falo um pouco sobre um dos primeiros livros que li este ano. Foi uma surpresa agradável e não estava a espera de gostar tanto deste livro, visto que não sou grande fã de mistérios. Vejam e talvez vos interesse!

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Os Contos do Mês - Janeiro

Olá leitores! Continuando com as pequenas alterações que estão em marcha no blog, em 2015 começarei uma nova rúbrica intitulada Os Contos do Mês; confesso que sou uma grande amante de contos e decidi dar-lhes mais atenção ao ler os livros de contos que tenho em casa (que devem de ser mais de 15!) e trazer-vos umas pequenas opiniões sobre estes contos. Não é difícil encontrá-los e a maioria pertencem a autores mundialmente conhecidos.
Este mês decidi trazer-vos contos românticos, onde a base destes seja o amor. Já que São Valentim está próximo... ;)

O Rouxinol e a Rosa- Oscar Wilde 
Este conto fala-nos de um estudante que queria dançar com uma rapariga mas que esta apenas ofereceria a sua mão se este lhe desse uma rosa vermelha, algo que o estudante não consegue encontrar. Perto deste, cantava um rouxinol que ficara emocionado pela história de amor e decidi então partir à buscar da dita rosa.
Este conto é fabuloso apesar do seu lado triste e melancólico - demonstra o quão ingrato o amor é e como devíamos de dar mais valor a quem realmente merece a nossa atenção. Wilde traz-nos também 1 batalha entre o que é ser um artista e o que é ser um estudioso, o que achei bastante intrigante! Acima de tudo, é um conto onde o autor demonstra o que é ser um poeta e artista: entregar a arte a todos e receber nada!



De Viagem - Guy de Maupassant
A estrutura deste conto é feita de contos e ditos, resumidamente. O médico conta isto que conta aquilo a alguém... É curioso mas não me fascinou, especialmente devido às poucas págnias que utilizou para contar uma história de amor tão intensa - trata sobre uma nobre que estava gravemente doente e que,numa viagem de comboio, conhece 1senhor que lhe pede ajuda para abandonar a Rússia. Não adorei e é uma pena que não exista um livro sobre este amor!



Amor - Anton Tschekhov
Este conto traz-nos o amor de forma peculiar - a descrição de como conheceu quem viria a ser a mulher da sua vida. Tschekhov traz a nudez da personagem, todas as qualidades e defeitos, numa descrição quer física quer psicológica. Apesar de ter percebido a lógica do conto e o motivo pelo qual este o escreveu (amor prevalece e ninguém percebe porquê), não consegui evitar achar que a personagem simplesmente era cobarde! Manias.


A Fuga - Rainer Maria Rilke
Dos 5contos desta categoria, este é o meu segundo preferido (o primeiro lugar pertence a Wilde)! Sem vos dar grandes pistas, o conto é minúsculo mas fala de 2 jovens que estão, supostamente, enamorados. Em pequenas páginas, Rilke demonstra-nos o que os jovens acabam por ser - ridículos quando estão apaixonados e a necessidade que sentem em libertar-se das responsabilidades.


Hubert e Minnie - Aldous Huxley
Por último, trago-vos um conto de Aldous Huxley (um nome tão caricato :-P). Este conto, tal como o Amor, irrita-me bastante o facto que as personagens simpesmente são irritantes, cobardes e sedentárias - em vez de tentarem mudar a situação, resignam-se. Nestas páginas, conhecemos Hubert, um jovem de 20anos que é admirado por damas pela primeira vez e Minnie, uma jovem de 28 que já devia de ter casado mas não consegue evitar apaixonar-se por todos os homens e nenhum deles apresentar algum interesse nela. Acima de tudo, Minnie é um pouco parva e mal tratada e Hubert é egocêntrico. Tudo dito.


E pronto,foi esta a primeira coletânea de contos que vos trouxe! Já ouviram falar de algum destes contos? Ou dos autores? :-)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

[Opinião Literária] The Loveliest Chocolate Shop in Paris - Jenny Colgan

Título:  The Loveliest Chocolate Shop in Paris

Autor: Jenny Colgan
Número de páginas: 416

Sinopse:
"As dawn breaks over the Pont Neuf, and the cobbled alleyways of Paris come to life, Anna Trent is already awake and at work; mixing and stirring the finest, smoothest, richest chocolate; made entirely by hand, it is sold to the grandes dames of Paris. It's a huge shift from the chocolate factory she worked in at home in the north of England. But when an accident changed everything, Anna was thrown back in touch with her French teacher, Claire, who offered her the chance of a lifetime - to work in Paris with her former sweetheart, Thierry, a master chocolatier.With old wounds about to be uncovered and healed, Anna is set to discover more about real chocolate - and herself - than she ever dreamed." (mais em Goodreads)


"This is what you British do not understand about the French. You think you must work, work, work, work and open on Sundays and make mothers and fathers with families slave in supermarkets at three o'clock in the morning and make people leave their homes and their churches and their children and go shopping on Sundays."

 Opinião Literária:
Precisam de dar umas boas gargalhadas e rir a alto e bom som? Bem vindos ao mundo da Jenny Colgan! Sendo este o segundo livro dela (não acredito que ainda não escrevi a minh opinião em relação ao primeiro!),  Colgan traz-nos sempre histórias milaborantes e um pouco impossíveis de alguma vez serem reais, contudo, tão divertidas. O livro explora a típica rivalidade entre franceses e ingleses, mostrando que ambos os povos têm de aprender algo um do outro (aproveitando para mandar alguns bitaites e piadas...). As personagens estão muito bem descritas, confesso que praticamente imaginava todas as situações na minha mente ao ler o livro e os capítulos estão muito bem divididos (pequenos pormenores que fazem a diferença) - nem muito compridos ou curtos. Este livro tem uma particularidade que me fez gostar mais do que o Operation Sunshine; temos uma encruzilhada de tempos e de vozes que nos vão elucidando ao longo do texto, ou seja, acabamos por ler não uma...mas sim duas histórias; sendo que o final responde às duas histórias. Este tipo de livros customam ser sempre mais interessantes e fascinantes. Em relação ao final... Não irei dizer-vos mas, para quem quiser ler este livro, prepare-se!
Uns últimos pormenores em relação a The Loveliest Chocolate Shop in Paris - os cenários. Apesar de ser uma simples história de amor e de comédia, a descrição dos cenários está fabulosa. Confesso que o meu amor por Paris cresceu imenso graças a este livro!
Quanto à pontuação? Umas 4estrelas merecidas. O mundo literário atual não se resume a ditas 'obras de qualidade' - tem também literatura para as massas, acessível e fácil de se ler. É acessível? Sem dúvida mas essa caraterística não invalida que o livro tenha alguma qualidade e este tem - a brincar e a mandar umas piadas, Colgan mostra-nos Paris, as divergências culturais e aborda temas como o fim da vida e o amor quando vem tarde demais.


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

[Vídeo] Updates!

Novo vídeo no ar! Para começar este novo ciclo de vídeos, decidi trazer um pequeno update - o que ando a ler, como irá funcionar o Rabisco Esquecidos...Vejam!