Título: The Loveliest Chocolate Shop in Paris
Autor: Jenny Colgan
Número de páginas: 416
Sinopse:
"As dawn breaks over the
Pont Neuf, and the cobbled alleyways of Paris come to life, Anna Trent
is already awake and at work; mixing and stirring the finest, smoothest,
richest chocolate; made entirely by hand, it is sold to the grandes
dames of Paris. It's a huge shift from the chocolate factory she
worked in at home in the north of England. But when an accident changed
everything, Anna was thrown back in touch with her French teacher,
Claire, who offered her the chance of a lifetime - to work in Paris with
her former sweetheart, Thierry, a master chocolatier.With old
wounds about to be uncovered and healed, Anna is set to discover more
about real chocolate - and herself - than she ever dreamed." (mais em Goodreads)
"This is what you British do not understand about the French. You think
you must work, work, work, work and open on Sundays and make mothers
and fathers with families slave in supermarkets at three o'clock in the
morning and make people leave their homes and their churches and their
children and go shopping on Sundays."
Opinião Literária:
Precisam de dar umas boas gargalhadas e rir a alto e bom som? Bem vindos ao mundo da Jenny Colgan! Sendo este o segundo livro dela (não acredito que ainda não escrevi a minh opinião em relação ao primeiro!), Colgan traz-nos sempre histórias milaborantes e um pouco impossíveis de alguma vez serem reais, contudo, tão divertidas. O livro explora a típica rivalidade entre franceses e ingleses, mostrando que ambos os povos têm de aprender algo um do outro (aproveitando para mandar alguns bitaites e piadas...). As personagens estão muito bem descritas, confesso que praticamente imaginava todas as situações na minha mente ao ler o livro e os capítulos estão muito bem divididos (pequenos pormenores que fazem a diferença) - nem muito compridos ou curtos. Este livro tem uma particularidade que me fez gostar mais do que o Operation Sunshine; temos uma encruzilhada de tempos e de vozes que nos vão elucidando ao longo do texto, ou seja, acabamos por ler não uma...mas sim duas histórias; sendo que o final responde às duas histórias. Este tipo de livros customam ser sempre mais interessantes e fascinantes. Em relação ao final... Não irei dizer-vos mas, para quem quiser ler este livro, prepare-se!
Uns últimos pormenores em relação a The Loveliest Chocolate Shop in Paris - os cenários. Apesar de ser uma simples história de amor e de comédia, a descrição dos cenários está fabulosa. Confesso que o meu amor por Paris cresceu imenso graças a este livro!
Quanto à pontuação? Umas 4estrelas merecidas. O mundo literário atual não se resume a ditas 'obras de qualidade' - tem também literatura para as massas, acessível e fácil de se ler. É acessível? Sem dúvida mas essa caraterística não invalida que o livro tenha alguma qualidade e este tem - a brincar e a mandar umas piadas, Colgan mostra-nos Paris, as divergências culturais e aborda temas como o fim da vida e o amor quando vem tarde demais.
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
[Vídeo] Updates!
Novo vídeo no ar! Para começar este novo ciclo de vídeos, decidi trazer um pequeno update - o que ando a ler, como irá funcionar o Rabisco Esquecidos...Vejam!
domingo, 25 de janeiro de 2015
A Minha Biblioteca - Lord of the Rings
A Minha Biblioteca voltou! Admito que adoro esta categoria, acompanho outras similares a esta e delicio-me a ver os livros que as pessoas têm, a comparar edições... É a minha perdição. Menos mal enquanto apenas vejo e não compro!
Hoje trago-vos a triologia Lord of The Rings. Como podem verificar, o 1º livro é uma edição diferente dos outros dois livros - apesar de ser mais pequena e compacta, a capa tem mais qualidade e não fica tão marcada como a outra edição, algo que gostei bastante. O meu 2º livro tem uma lombada miserável :(
O motivo pelo qual estão em edições diferentes foi porque encontrei o primeiro livro por apenas 3€. Não,não estou a brincar, 3€. Aproveitei, mesmo sendo uma edição diferente!
Todas as edições têm mapas; o único problema que encontro nelas: o tamanho das letras. Tenho de estar muito bem disposta para ler livros com letras tão pequenas!
E vocês? Que edições é que têm?
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
[Opinião Literária] O Contrabaixo - Patrick Suskind
Título: O Contrabaixo
Autor: Patrick Suskind
Número de páginas: 92
Opinião Literária:
Este foi então o livro escolhido para a TBR de... Outubro?Outubro, penso eu. Não me recordo, escolhi uma péssima altura para começar a TBR. De qualquer modo, os eleitos tinham sido O Contrabaixo e Persuasão de Jane Austen. Foi uma situação relativamente caricata pois não ganhou nenhum deles: a disparidade do tamanho dos livros era imensa e as pessoas que votaram acharam que teria tempo para ler ambos. Numa situação normal teria mas, sendo que estava nas últimas semanas do semestre, não tive. Últimas semanas do semestre não são, de todo, uma situação normal.
O livro tem uma estrutura completamente fora do vulgar - é uma conversa onde só uma pessoa fala. Durante 92 páginas. Eu sei, não parece o livro mais interessante e maravilhoso de se ler mas eu gostei genuinamente dele. O livro é vulgar e, por vezes, precisamos disso - vulgaridade. Não posso dizer muito mais sobre a obra em si, visto que a estrutura é uma grande fala e a personagem.. bem, só há uma, não poderei fazer uma grande descrição pois nem há como comparar. A escrita do autor é corrida e agitada, como que saboreamos cada palavra que Suskind dizer. Como é um monólogo, quase que ouvimos a fala em voz alta, até porque todo o cenário foi montado para criar uma interação com o leitor.
O que vos posso dizer é que é um livro que tem de ser lido na sua altura. Para alguns, poderá ser uma leitura aborrecida e até acabarão por desistir. Para mim, como li numa fase eufórica e agitada da minha vida, relaxou-me bastante. Ficou com ótima impressão do autor e mal posso esperar para ler O Perfume.
Autor: Patrick Suskind
Número de páginas: 92
Opinião Literária:
Este foi então o livro escolhido para a TBR de... Outubro?Outubro, penso eu. Não me recordo, escolhi uma péssima altura para começar a TBR. De qualquer modo, os eleitos tinham sido O Contrabaixo e Persuasão de Jane Austen. Foi uma situação relativamente caricata pois não ganhou nenhum deles: a disparidade do tamanho dos livros era imensa e as pessoas que votaram acharam que teria tempo para ler ambos. Numa situação normal teria mas, sendo que estava nas últimas semanas do semestre, não tive. Últimas semanas do semestre não são, de todo, uma situação normal.
O livro tem uma estrutura completamente fora do vulgar - é uma conversa onde só uma pessoa fala. Durante 92 páginas. Eu sei, não parece o livro mais interessante e maravilhoso de se ler mas eu gostei genuinamente dele. O livro é vulgar e, por vezes, precisamos disso - vulgaridade. Não posso dizer muito mais sobre a obra em si, visto que a estrutura é uma grande fala e a personagem.. bem, só há uma, não poderei fazer uma grande descrição pois nem há como comparar. A escrita do autor é corrida e agitada, como que saboreamos cada palavra que Suskind dizer. Como é um monólogo, quase que ouvimos a fala em voz alta, até porque todo o cenário foi montado para criar uma interação com o leitor.
O que vos posso dizer é que é um livro que tem de ser lido na sua altura. Para alguns, poderá ser uma leitura aborrecida e até acabarão por desistir. Para mim, como li numa fase eufórica e agitada da minha vida, relaxou-me bastante. Ficou com ótima impressão do autor e mal posso esperar para ler O Perfume.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Textos Originais - Nascemos todos os dias
Olá a todos e bem vindos a mais um post no Cantinho dos Livros. Hoje irei estrear uma categoria... Eu bem vos avisei que novo ano, novo blog! Não prometo que esta categoria surja mensalmente mas irá aparecer algumas veres ao longo do ano. Quero que o blog se comprometa mais com as letras em si e não apenas com o interior dos livros e, para cumprir esse meu desejo, pensei que poderia aproximar-me mais desse objetivo ao trazer-vos alguns textos/poesia que escrevi. Espero que gostem e digam-me o que acham desta nova categoria!
Porque temos a oportunidade de nos inventarmos vezes sem conta. Nascemos todos os dias. O que fazemos perante este fenómeno? Sussurramos quando gritam por e para nós. A nossa personalidade vai sendo modificada aos poucos, não porque queremos mas porque não gritamos. Limitamo-nos a obedecer aos outros, esperamos pela mudança e nem nos lembramos que nós somos a mudança. Em vez de nos juntarmos e mudarmos juntos, caminhamos sozinhos e vamos contra a vida ou, pior, perdemos o rumo. Antero de Quental uma vez disse: 'Homens como nós mudam de ser moral todos os seis meses. Quantas almas tens tu já conhecido? E eu também, quantas?'. E vocês? Já conhecem o vosso 'eu' destes seis meses?
Cada memória, sensação, sentimento ou reação é renovada todos os dias.
O que acreditas é destruído, blocos de razão desabam. Um pestanejar traz
novidades, embarcamos num indefinido incalculável. Porquê?Porque temos a oportunidade de nos inventarmos vezes sem conta. Nascemos todos os dias. O que fazemos perante este fenómeno? Sussurramos quando gritam por e para nós. A nossa personalidade vai sendo modificada aos poucos, não porque queremos mas porque não gritamos. Limitamo-nos a obedecer aos outros, esperamos pela mudança e nem nos lembramos que nós somos a mudança. Em vez de nos juntarmos e mudarmos juntos, caminhamos sozinhos e vamos contra a vida ou, pior, perdemos o rumo. Antero de Quental uma vez disse: 'Homens como nós mudam de ser moral todos os seis meses. Quantas almas tens tu já conhecido? E eu também, quantas?'. E vocês? Já conhecem o vosso 'eu' destes seis meses?
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Poema da Quinzena
Caminho
I
Tenho sonhos cruéis; n'alma doente
Sinto um vago receio prematuro.
Vou a medo na aresta do futuro,
Embebido em saudades do presente...
Saudades desta dor que em vão procuro
Do peito afugentar bem rudemente,
Devendo, ao desmaiar sobre o poente,
Cobrir-me o coração dum véu escuro!...
Porque a dor, esta falta d'harmonia,
Toda a luz desgrenhada que alumia
As almas doidamente, o céu d'agora,
Sem ela o coração é quase nada:
Um sol onde expirasse a madrugada,
Porque é só madrugada quando chora.
Tenho sonhos cruéis; n'alma doente
Sinto um vago receio prematuro.
Vou a medo na aresta do futuro,
Embebido em saudades do presente...
Saudades desta dor que em vão procuro
Do peito afugentar bem rudemente,
Devendo, ao desmaiar sobre o poente,
Cobrir-me o coração dum véu escuro!...
Porque a dor, esta falta d'harmonia,
Toda a luz desgrenhada que alumia
As almas doidamente, o céu d'agora,
Sem ela o coração é quase nada:
Um sol onde expirasse a madrugada,
Porque é só madrugada quando chora.
-Camilo Pessnha,Clepsydra
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
[Opinião Literária] The Rape of the Lock - Alexander Pope
Título: The Rape of the LockAutor: Alexander Pope
Número de páginas: 53
Opinião Literária:
Decidi fazer logo esta opinião pois já li este texto duas vezes, ambas num contexto universitário; é, portanto, uma obra cansativa e sem grande interesse por si só, as suas maravilhas encontram-se na estrutura do poema e no contexto histórico.
O poema fala-nos então do roubo de 1 caracol de 1rapariga. O cenário é neoclássico, onde a frivolidade e o fútil demonstram o seu esplendor. De forma a honrar a jovem, Pope escreve este poema longo contando toda a história, de forma a que toda a corte saiba do sucedido (não importa o que a rapariga sente, apenas o que a corte acha...). Todo o poema é heróico e satírico ao mesmo tempo: a descrição da rapariga indo para um baile como se fosse para a guerra, um concílio de figuras mitológicas para tecerem o destino da rapariga... A maquinaria que este poema apresenta é incrível, das melhores que já vi. Tal como disse, poderá não ser o poema mais marcante ou interessante alguma vez já criado mas definitivamente tem o seu valor histórico e é uma leitura obrigatória para quem gosta de história no papel.
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