sábado, 30 de agosto de 2014

Tag - "A julgar pela capa"

Não faço a mínima se já existe alguma tag sobre este assunto mas, que tenha visto, não existe. Há uns dias atrás estava a vasculhar pelas minhas prateleiras e vi quantas capas bonitas tinha e pensei 'porque não falar sobre elas?'.
Vai ser um pouco 'inventado' mas nunca fiz uma tag! Claramente uma nova experiência. Ora aqui vai.

a)Mostra a capa de um livro que te marcou na infância.
 Posso admitir que a minha infância e pré-adolescência foi uma diversão ao ler os livros da super conhecida coleção Uma Aventura!
 
b)Qual é a capa que menos gostas?
Na minha estante esta é, de longe, a pior capa que tenho. É infantil, é desinteressante, é...é mesmo muito má e não faz jus à história que adorei quando a li. Ao contrário da capa e do título, o livro é relativamente maduro para adolescentes, aborda problemáticas interessantes. É uma pena que não tenham aproveitado bem a história.

c)Qual é a  capa que reflecte melhor a história?
Não é preciso dizer nada,pois não?

 d) Mostra a capa do livro que mais te marcou.
Não consigo considerar completamente o livro que mais me marcou, contudo, é mesmo um dos melhores que tenho na minha estante.

 e) Qual é a saga/trilogia com as melhores capas?
Esta triologia inacabada tem esta edição que é simplesmente maravilhosa. É cativante e relembra a época representada no livro. Para melhorar, existe também uma edição em branca que são ainda mais lindas!

f) Qual é a tua capa preferida?
Não foi o meu livro preferido, não pelo tema abordado pois esse é interessante e considero invulgar mas sim pela maneira como a história abordada. De qualquer forma, eu ADORO a capa! As cores são tão lindas. 

E aqui está a TAG! Espero que gostem e, se quiserem, façam-na também!


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

[Top five] Os 5 livros que gostaria de comprar na feira do livro no Porto

Pois é, a feira do livro aproxima-se! Apesar de não ter podido ir à feira do livro em Lisboa (tentarei ir próximo ano), sempre terei a feira do livro na minha cidade, que promete muito - aparentemente, todas as bancas foram vendidas e estão a tentar resolver a falta de espaço que poderá haver. Para um leitor, isto é uma maravilha!
Como tal, decidi fazer um top 5 de livros que gostaria de comprar (de preferência,a bom preço) nesta feira. Muito provavelmente, não conseguirei comprar os 5 livros, até porque, caso encontre algum livro que me desperte o interesse e esse esteja a bom preço, darei prioridade.

-O Livro do Desassossego, Fernando Pessoa - há anos que desejo ter este livro e poder lê-lo mas parece que estamos sempre a ser separados pelo destino - ou só encontro versões caras, ou encontro versões acessíveis mas, naquele momento, não poderia gastar dinheiro em livros. Vejamos se é desta vez que me junto a Bernando Soares!

-A Sonhadora, Andreia Rosa - Este livro tem sido um pouco falado pelos blogs/canais que sigo: isto porque foi publicado por uma booktuber. A sinopse que me apresentaram parece-me bastante interessante e, como são contos, gostaria imenso de experimentar a ler a primeira obra da autora.

-Livro de mágoas, Florbela Espanca - Após ter lido o livro de contos desta autora e uma pequena coletânea desta, apaixonei-me pela sua escrita e desejo imenso poder ter todos os seus livros. Para tal, decidi iniciar esta aventura ao procurar o 1º livro dela.

-Primaveras Românticas ou Raios de Extincta Luz, Antero Quental -Isto sim será uma missão impossível mas queria tanto conseguir encontrar os 2 livros de poesia que me faltam deste autor!

 The perks of being a wallflower - Stephen Chbosky - Vi o filme e apaixonei-me completamente pela história. Só me falta apaixonar-me pelo livro.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Deambulando...O que faz um escritor em Portugal?

Isto irá sair como que um desabafo; poderá ser um pouco faccioso e acabar por ser apenas um grito de revolta mas cá vai.
O que faz um escritor em Portugal?
Um escritor faz tudo. Escreve o que gosta. Ajeita o que escreveu para que os outros, mesmo que não gostem do contéudo, pelo menos gostem da linguagem (tal como nós somos 70% de água ou sabe-se lá a percentagem correta, os escritores são 70% nomes, verbos, conjunções, pronomes, advérbios, onomatopeias, interjeições, anáforas e pleonasmos. E muito mais.).
Um escritor tem fome. Para comer, vende o que escreve. Para vender, o escritor dá o poder a um desconhecido qualquer, casado,solteiro, viúvo,não interessa, de entrar na sua mente; afinal de contas, um livro não te pertence?
Um escritor passa por um processo ridiculamente complicado até ser publicado. Não sabem? Primeiro, procuras uma lista infinita de editoras e alfarrabistas que talvez tenham interesse no teu livro. Depois, fazes um e-mail modelo que se resume a copy paste e passas uma tarde a enviar para correios eletrónicos demasiado aterafados para ti.
E a seguir?
Recebes muitos 'não', uns 'assim assim', outros até 'temos um plano de publicações anual e já não dá para mais'. Quando recebes um 'sim' que, por vezes, vem após meio ano à espera, segue-se toda uma panóplia de e-mails e chamadas sobre o preço, a capa, o contrato, a venda da tua alma e mais umas complicaçõezitas.
E que vem ainda mais?
Enfrentares olhares curiosos quando dizes 'publiquei um livro'. A maioria pensará 'tão nova, o livro não irá valer nada' ou 'a editora só lhe roubou dinheiro'. Teres de implorar para que os comprem porque tens um contrato a manter, o investimento foi enorme, tens de vender a homem, a cão, a gato. Livros é uma luta contra o tempo, tens meses para vender centenas de exemplares, um objetivo numérico até deixarem traduzir a tua obra e muito mais. Ler é uma luta contra o tempo e também contra o autor - que segredos guarda o autor? Não é isso que pensam os estudiosos? 'Vamos estudar a poesia de x autor e compará-la com a sua vida'. Se escrever determinada palavra, talvez pensem 'coitada, está deprimida'. A lista de adjetivos continua.
Um escritor em Portugal é tudo - é inventor, é editor, é artista, é contabilista, é secretário, até pedinte é.

domingo, 24 de agosto de 2014

[Opinião Literária] O Bom Inverno - João Tordo

Título: O Bom Inverno
Autor: João Tordo
Número de páginas: 302


Sinopse:
"Quando o narrador, um escritor prematuramente frustrado e hipocondríaco, viaja até Budapeste para um encontro literário, está longe de imaginar até onde a literatura o pode levar. Coxo, portador de uma bengala, e planeando uma viagem rápida e sem contratempos, acaba por conhecer Vincenzo Gentile, um escritor italiano mais jovem, mais enérgico, e muito pouco sensato, que o convence a ir da Hungria até Itália, onde um famoso produtor de cinema tem uma casa de província no meio de um bosque, escondida de olhares curiosos, e onde passa a temporada de Verão à qual chama, enigmaticamente, de O Bom Inverno. O produtor, Don Metzger, tem duas obsessões: cinema e balões de ar quente. Entre personagens inusitadas, estranhos acontecimentos, e um corpo que o atraiçoa constantemente, o narrador apercebe-se que em casa de Metzger as coisas não são bem o que parecem. Depois de uma noite agitada, aquilo que podia parecer uma comédia transforma-se em tragédia: Metzger é encontrado morto no seu próprio lago. Porém, cada um dos doze presentes tem uma versão diferente dos acontecimentos. Andrés Bosco, um catalão enorme e ameaçador, que constrói os balões de ar quente de Metzger, toma nas suas mãos a tarefa de descobrir o culpado e isola os presentes na casa do bosque. Assustadas, frágeis, e egoístas, as personagens começam a desabar, atraiçoando-se e acusando-se mutuamente, sob a influência do carismático e perigoso Bosco, que desaparece para o interior do bosque, dando início a um cerco. E, um a um, os protagonistas vão ser confrontados com os seus piores medos, num pesadelo assassino que parece só poder terminar quando não sobrar ninguém para contar a história." (mais no Goodreads)

Opinião Literária:
 Vi este livro à venda no Continente e fiquei intrigada - já tinha ouvido falar de Tordo e pareceu-me um autor a investir, que realmente iria gostar dos seus livros; contudo, não quis arriscar...
...Até que,no mesmo dia, fui à biblioteca municipal e vi-o lá! Achei que não podia mesmo desperdiçar esta oportunidade e requisitei-o logo, ansiosa por devorá-lo.
Confesso que houve um pequeno choque inicial; a verdade é que não sabia muito bem com o que contar e a sua escrita surpreendeu-me tanto pela positiva, fiquei maravilhada. Penso que o maior choque foi mesmo a forma como abordou uma questão tão importante como a existência humana. João Tordo apresenta-nos um leque de personagens tão reais, únicas e diversificadas que, mal terminei o livro, tive de consultar o google pois pensei que talvez existissem! Consegue prender-nos constantemente - se não for pelo enredo, definitivamente será pela beleza das suas descrições. É um livro maravilhoso que, inicialmente, pareceu-me como que um monólogo sobre como os humanos se resingam à sua qualidade de pessoa e que, lentamente, termina num thriller cheio de ação e emoção. Definitivamente, voltarei a ler algo deste autor!

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

[Opinião Literária] Pequenos Gestos de Amor Eterno - Danny Scheinmann

Título:Random Acts of Heroic Love
Autor: Danny Scheinmann
Número de páginas:352


Sinopse:  
"Quanto tempo esperaria por amor?
Seria capaz de dar a vida pela memória de um beijo?

1917. Moritz Daniecki consegue sobreviver à Revolução Russa. Decidido a voltar para a sua amada Lotte, foge da prisão da Sibéria e inicia uma longa e rigorosa viagem pela Ásia e Europa. O que Moritz teme é que Lotte já não esteja à sua espera.
1992. Leo Dakin acorda numa cama de hospital algures no Equador. A sua namorada está morta e ele não se lembra do que pode ter acontecido. Culpando-se pela morte, entra numa espiral de loucura e desespero. Mas o que Leo não sabe é que, muito em breve, fará uma descoberta que mudará a sua vida para sempre.
Nesta estonteante estreia, Danny Schneimann pinta um retrato dramático de dois homens que se agarram à vida pela memória do amor. Dois homens cuja ligação misteriosa é revelada num espectacular desenlace a que não ficará certamente indiferente." (Mais informações em Goodreads)                                                                                                   
Opinião Literária:
Este foi daqueles livros que irei considerar como uma das melhores revelações que tive em 2014. Emprestado por um familiar meu, não foi bem recebido pois, admito, a capa fez-me julgar a qualidade do livro. Guardei-o para o verão e pensei que seria uma má história de amor, que são sempre tão agradáveis de se ler após um ano de leituras pesadas e teorias históricas e literárias (ai,faculdade).
Como eu estava enganada.
Este livro não representa, de todo, uma história de amor banal. Um homem perdeu o amor da sua vida e culpabiliza-se pelo erro.Outro, é obrigado a deixar a sua amada e encontra-se num campo de batalha entre a rússia e o império austro-húngaro. Não há quaisquer traços de leviandade ou alegria - é um livro que retrata a realidade nua e crua dos campos de batalha na Iguerra mundial, de como a população era tratada, das consequências que a rússia recebeu ao implantar-se o comunismo, no dia a dia na sibéria. Enquanto mais lia, mais interessada ficava na parte histórico-social e mais me apaixonava por Moritz, uma personagem tão cativante.
Infelizmente, e o que me levou a dar as 4estrelas ao livro, o desenvolvimento de Leo não acompanhou o de Moritz. A história de amor de Leo surgiu como algo enfadonho e forçado, que não me cativou. Sempre que surgia um capítulo sobre Leo,apenas pensava 'lá vem ele outra vez'; o próprio final desta personagem foi fácil de adivinhar.
O final deste livro é surpreendente, apanhou-me completamente desprevenida - ainda mais a última página do livro (quem leu este livro irá perceber porquê)! 
No geral, é um dos melhores livros que li em 2014, com um enredo interessante, um tanto educativo e que demonstra o poder e a capacidade que um ser humano tem.


“We define ourselves by comparing ourselves to the things around us. But what if all those things against which you compare yourself weren't there. How tall would you be then?”
― Danny Scheinmann, Random Acts Of Heroic Love 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Poema da Quinzena

Mon Coeur mis a nu
"Mas é isto vida,
manter dourada pregação no nada?
Montar selim 
com debaixo nada
e cavalgar a noite?!"

-Ruy Cinnatti

domingo, 17 de agosto de 2014

[Opinião Literária] A Cabana - Wm. Paul Young

Título: The Shack: Where Tragedy Confronts Eternity

Autor:Wm. Paul Young
Número de páginas:252

Sinopse:
"Mackenzie Allen Philips' youngest daughter, Missy, has been abducted during a family vacation, and evidence that she may have been brutally murdered is found in an abandoned shack deep in the Oregon wilderness. Four years later in the midst of his "Great Sadness," Mack receives a suspicious note, apparently from God, inviting him back to that shack for a weekend. Against his better judgment he arrives at the shack on a wintry afternoon and walks back into his darkest nightmare. What he finds there will change Mack's world forever." (mais informações no Goodreads)

Opinião Literária:
Antes de começar esta opinião, gostaria de deixar claro que não discutirei bases religiosas ou espirituais, apenas irei avaliar o livro enquanto livro, enquanto texto literário. Tais assuntos não são do interesse deste blog e respeito as crenças de cada leitor.
Li este livro pois foi uma recomendação de uma amiga, não tinha qualquer conhecimento em relação ao assunto do livro, apenas li porque confiei na opinião dessa minha amiga; como tal, foi um choque quando me apercebi da profundidade e dimensão que o livro representava. A acrescentar a este acontecimento, li este livro aos 15/16anos, uma idade que não acho apropriada para tais livros, especialmente para uma jovem como que eu naquela altura, sem qualquer tipo de fé ou base espiritual.
A escrita achei um pouco aborrecida, como que se arrastasse e não terminasse as suas descrições - quando não eram descrições, eram falas um pouco exageradas, para realçar o desespero em que se encontrava a personagem principal. A base da história e impressionante e bastante criativa, contudo, não foi bem explorada. De todo. Acabou por se tornar monótono, com demasiadas revelações e choques em tão poucas páginas. Todas as questões de identidade e de crença da personagem tornaram-se repetitivas e, por vezes, forçadas; houve momentos em que o livro parecia um guia de auto-ajuda e não um livro literário. O que é mau porque nunca vi este livro nas prateleiras de auto-ajuda.
No geral, achei o livro bastante confuso, sem qualquer tipo de identidade, uma miscelânea de questões polémicas e respostas que agradam ao público em geral.