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terça-feira, 26 de maio de 2015

[Opinião Literária] O Fiel Jardineiro - John Le Carré

Sinopse:
"Justin Quayle é um funcionário do Foreign Office destinado no Quénia. A morte da sua mulher, Tessa, ocorrida em misteriosas circunstâncias, incita-o a iniciar por si próprio uma investigação para esclarecer o caso. Justin remonta passo a passo o caminho que conduziu à morte da sua esposa, uma atrevida activista de organizações humanitárias, e durante as suas pesquisas vai descobrindo cada um dos fios de uma trama internacional de corrupção, em que os interesses duvidosos de políticos e burocratas se emaranham com as lucrativas acções sem escrúpulos da poderosa indústria farmacêutica. "


Opinião Literária:
Apesar de já ter ouvido falar maravilhas sobre John Le Carré, nunca tinha lido nada sobre este autor até então. Penso que é o seu nome que me irrita, para ser honesta. Os capas portuguesas também não  ajudam - sempre que olhava para as capas, nada me atraía. Comemos com os olhos, é verdade.
Este livro acabou por tornar-se uma agradável surpresa. As personagens são um pouco egocêntricas e egoístas, todas elas, não consigo esconder essa sensação. Para além disso, demorei demasiado tempo a entrar no desenrolar da acção, sentia que existiam demasiados detalhes que não interessavam nem ao menino Jesus. A própria temática não foi maravilhosa - por mais interessada que seja em relação à sociedade internacional, fármacos e a produção destes não é a minha especialidade, de todo. O que me fez gostar deste livro foi o aparente estudo que Le Carré teve de realizar para poder escrever a obra. A escrita é fluída, entretém e tem alguma substância. Também demonstra preocupação e interesse pelo assunto, algo que valorizo sempre. Se todos os livros forem como este, talvez seja um bom substituto do Dan Brown!

Título: The Constant Gardener
Autor: John Le Carré
Publicado em: 2000
Goodreads: aqui

 Pontuação:

terça-feira, 19 de maio de 2015

[Opinião Literária] The Great Gatsby - F. Scott Fitzgerald

Sinopse:
"A portrait of the Jazz Age in all of its decadence and excess, The Great Gatsby captured the spirit of the author's generation and earned itself a permanent place in American mythology. Self-made, self-invented millionaire Jay Gatsby embodies some of Fitzgerald's--and his country's--most abiding obsessions: money, ambition, greed, and the promise of new beginnings. "Gatsby believed in the green light, the orgiastic future that year by year recedes before us. It eluded us then, but that's no matter--tomorrow we will run faster, stretch out our arms farther.... And one fine morning--"Gatsby's rise to glory and eventual fall from grace becomes a kind of cautionary tale about the American Dream."

“I hope she'll be a fool -- that's the best thing a girl can be in this world, a beautiful little fool.” 

Opinião Literária:
Há algum tempo atrás,dei a minha opinião sobre este livro; contudo, tinha-o lido em português e tinha sido uma experiência péssima! A tradução arruinou tudo. As metáforas, os diálogos demasiado irritantes, as personagens excessivamente frívolas (não que elas se tornem subitamente geniais na versão original)... Foi um completo desastre e aconselho vivamente a que leiam este livro na sua língua materna. O enredo é plano e simples - famílias ricas, com diferentes estatutos sociais, dramas que ocorrem no seio deste mundo à parte num país onde o dinheiro é como a água. Muito jazz, traição, festas extraordinárias e sentimentos furiosos - não pensem que encontrarão algum tipo de filosofia ou pausas para pensarem na situação, não encontrarão. Ou melhor, só encontrarão através de Nick, o narrador e também personagem do livro. Apreendemos tudo dos seus olhos,o que poderá levar-nos a certas conclusões que poderão ou não ser verdade. O genial desta obra (e aqui irei inserir algumas coisas que aprendi na faculdade...) é o facto do narrador e do personagem se separarem,por vezes. Eu sei,parece impossível mas,ao longo do texto, vamos notando que existem uns certos distanciamentos e juízos de valor que são mesmo de Nick enquanto personagem. Achei esta características interessantíssima e brilhante. 5 estrelas para a narração.

Quanto às personagens, são todas irritantes. Todas. A única que suporto e compreendo o seu comportamento é Jordan Baker e, por vezes, Nick. Daisy e Tom, por mais diferentes que sejam um do outro, a verdade é que são 'careless people'. Eles querem dinheiro, felicidade rápida e prazer modo 'take-away express'. Não há tempo para se renderem às verdadeiras emoções e ao mundo que lhes rodeia. Daisy é particularmente interessante, visto que, por vezes, parece que tem noção da sua própria 'condição'; contudo, não tenta pará-la. Quanto a Gatsby... Gatsby é um sonhador louco e crente, acima de tudo. Nós tendemos a criar na nossa mente 1 versão diferente da pessoa de quem gostamos e Gastby fez isso - tal como criou-se a si próprio, criou o amor da sua vida. Foi um idealista.

Para não alongar esta opinião (que já está enorme!), é um livro que aconselho vivamente a que leiam e que aproveitem.  Tem uma história dramática, curiosa e inesperada - lembra-nos o quão simples e minúsculo o ser humano é. Limitamo-nos a desejos e vontades, não é verdade?

"Reserving judgements is a matter of infinite hope."

Título: The Great Gatsby
Autor: F.Scott Fitzgerald
Publicado em: 1925
Goodreads: aqui
Pontuação: 


 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

[Opinião Literária] Paper Towns - John Green

Sinopse:
"Quentin Jacobsen has spent a lifetime loving the magnificently adventurous Margo Roth Spiegelman from afar. So when she cracks open a window and climbs into his life—dressed like a ninja and summoning him for an ingenious campaign of revenge—he follows. After their all-nighter ends, and a new day breaks, Q arrives at school to discover that Margo, always an enigma, has now become a mystery. But Q soon learns that there are clues—and they're for him. Urged down a disconnected path, the closer he gets, the less Q sees the girl he thought he knew..."

“What a treacherous thing to believe that a person is more than a person.”

Opinião Literária:

Acho que os meus seguidores já sabem a minha opinião em relação ao John Green - demasiado valorizado, com personagens mal descritas e bastante subjectivas. Bem, digamos que este livro não esteve assim tão longe da minha opinião geral; o enredo por si não é nada demais e todo aquele mistério perante o seu desaparecimento foi muito mal aproveitado e descrito, parecia que estavam a brincar aos polícias. Com isto tudo, o que quero dizer é que o enredo ficou aquém das minhas expectativas. O registo de escrita de Green é bastante simplificado, o que tira alguma beleza à história mas também torna-a mais rápido de se ler (são opcções).
Então, o que me fez dar 4estrelas a este livro? Pela primeira vez da vida daquele homem, as personagens são interessantes. Apaixonei-me completamente por Margo e Quentin e consegui relacionar-me tanto com eles que tornou-se um pouco impossível dar menos pontuação; penso que, em qualquer ponto da nossa vida, todos nós seremos o Quentin e a Margo. Obcecados pelo desejo de mudança e, finalmente, sermos a mudança. Sermos nós mesmo, quebrarmos tudo à nossa volta, a busca imparável pela liberdade - Margo era liberdade (e irresponsabilidade, imaturidade e tudo mais que esse adjectivo acarreta). Confesso que gostei mais desta história do que de The Fault in Our Stars - consegui encontrar-me naquelas personagens e aprendi algo com elas.
Desta vez safaste-te, John Green. Não sei se no próximo livro terás tanta sorte!

“The town was paper, but the memories were not.”  

Autor: John Green
Publicado em: 2009
Número de páginas: 305
Goodreads: aqui
Pontuação:



terça-feira, 28 de abril de 2015

[Opinião Literária] As Horas - Michael Cunningham

Sinopse:
«The Hours tells the story of three women: Virginia Woolf, beginning to write Mrs. Dalloway as she recuperates in a London suburb with her husband in 1923; Clarissa Vaughan, beloved friend of an acclaimed poet dying from AIDS, who in modern-day New York is planning a party in his honor; and Laura Brown, in a 1949 Los Angeles suburb, who slowly begins to feel the constraints of a perfect family and home. By the end of the novel, these three stories intertwine in remarkable ways, and finally come together in an act of subtle and haunting grace.»

“Beauty is a whore, I like money better.”  

Opinião Literária:
A melhor palavra para descrever este livro é a seguinte: subtileza. E sublime. Este livro é, acima de tudo, sublime. É acima de qualquer palavra que o possa descrever, acima de falas sem conteúdo, rodeios desnecessários ou elementos mágicos e fantástico. É sublime por si só. Não conta uma história extraordinária, apenas relata um dia de três pessoas extraordinárias. Só um dia, não é preciso mais do que isso para mudar a realidade. As personagens são apresentadas com uma das melhores descrições que já vi, são ricas, com material para trabalhar e aprender. O enredo não é nada demais - apesar de apresentar aquele efeito surpresa, não o torna um livro de mistério, muito pelo contrário. Cunningham trabalha muito bem todos os acontecimentos, de forma a não tornar a leitura aborrecida (as três mulheres têm direito a vários capítulos feitos para elas).
Este é um verdadeiro livro de cinco estrelas. É um livro que lês e, ao terminar, sentes que ultrapassaste um patamar na tua vida, que algumas dúvidas desapareceram. Acima de tudo, é um livro que nos relembra a nossa condição - somos humanos, não somos super-heróis. O existencialismo neste livro é brilhante e toda a ideia de que não conseguimos fazer mais, por melhores e mais fortes que as nossas intenções sejam. E o melhor que podemos fazer, é resignar-nos. Sabem o poema de Ricardo Reis sobre a Lídia à beira do rio? Aqui está ele, em prosa.



Autor: Michael Cunningham
Número de Páginas: 226
Publicado em: 1998
Goodreads: aqui

«I don't have any regrets, really, except that one. I wanted to write about you, about us, really. Do you know what I mean? I wanted to write about everything, the life we're having and the lives we might have had. I wanted to write about all the ways we might have died.»

terça-feira, 14 de abril de 2015

[Opinião Literária] On the Road - Jack Kerouac

Sinopse: On the Road chronicles Jack Kerouac's years traveling the North American continent with his friend Neal Cassady, "a sideburned hero of the snowy West." As "Sal Paradise" and "Dean Moriarty," the two roam the country in a quest for self-knowledge and experience. Kerouac's love of America, his compassion for humanity, and his sense of language as jazz combine to make On the Road an inspirational work of lasting importance.

Opinião Literária:  Mais um livro que li graças à minha licenciatura e que, felizmente, adorei! Começo por relembrar que este livro é um clássico da literatura norte americana contemporânea e que representa uma geração problemática, presa e atormentada por várias guerras e pelo capitalismo americano. Acima de tudo, procuravam a essência americana, sem qualquer tipo de barreiras ou compromissos com o 'mundo real': empregos, famílias, responsabilidades. 
A escrita é bastante agitada e turbulenta, sem grande organização,o que torna o livro mais entusiasmante. Quanto ao seu poder de palavra, Kerouac escolhe as melhores palavras e frases - todo o texto está homogéneo, segue o mesmo ritmo acelerado e desordenado, contudo, com lógica. 
Quanto às personagens, estas são reais (pormenores que dependem se estão a ler The Original Scroll ou não), o que torna toda a história mais excitante. São loucas, não perdem qualquer segundo a ponderar em filosofias, sentem tudo genuinamente, como que desfazendo a sua vida aos bocados - tudo à volta de Dean Moriarty/Neal Cassady. 
No geral, o que interessa não são os enredos ou as personagens mas sim a sensação que recebes ao ler este livro. Quando o terminei, senti que era capaz de vencer mesmo quando fosse perder, que a vida era uma constante viagem e que era necessário avançar; que tudo o que temos à nossa volta é acessório e que,futuramente, irei começar a minha definitiva viagem.
Um maravilhoso livro, com tudo o que e crucial para marcar um leitor; com várias frases e mensagens que sublinhei e que irei reler!



Título: On the Road
Autor: Jack Kerouac
Número de páginas: 307
Publicado em: 1957
Goodreads: aqui

sexta-feira, 10 de abril de 2015

[Opinião Literária] 2 mini-clássicos em 1

Olá a todos! Hoje trago-vos as opiniões de 2 short stories que li, sendo estas considerados clássicos. Apesar de nacionalidades diferentes (1 é americana, a outra é alemã), achei ambas interessantes e com particularidades engraçadas de se descobrir; o que une estas 2 é a sua crítica a algo ou a alguém.  Para estas opiniões serem de melhor compreensão (e também mais rápidas, visto que são short stories...), serão escritas em tópicos

















domingo, 29 de março de 2015

[Opinião Literária] And the Mountains Echoed - Khaled Hosseini

Bom domingo, leitores! Por hoje, temos um vídeo com a minha opinião do livro And the Mountains Echoed de Khaled Hosseini, um dos livros finais de 2014.

sexta-feira, 20 de março de 2015

[Opinião Literária] Jane Austen - Persuasion

Sinopse:
"Twenty-seven-year old Anne Elliot is Austen's most adult heroine. Eight years before the story proper begins, she is happily betrothed to a naval officer, Frederick Wentworth, but she precipitously breaks off the engagement when persuaded by her friend Lady Russell that such a match is unworthy. The breakup produces in Anne a deep and long-lasting regret. When later Wentworth returns from sea a rich and successful captain, he finds Anne's family on the brink of financial ruin and his own sister a tenant in Kellynch Hall, the Elliot estate. All the tension of the novel revolves around one question: Will Anne and Wentworth be reunited in their love?"

"I hate to hear you talk about all women as if they were fine ladies instead of rational creatures. None of us want to be in calm waters all our lives.” 

Opinião Literária:
Antes de começar a opinião propriamente dita, fica aqui o registo: dei a este livro 3,5estrelas, não apenas 3; infelizmente, não existe esse mecanismo de avaliaçã no Goodreads!
Parti para esta leitura com expectativas relativamente altas e penso que, de certa forma, foram e não foram correspondidas. A elegância, subtileza e delicadeza do texto encontra-se presente - as personagens incrivelmente frágeis, as regras da sociedade a serem respeitadas, amores por trocas de olhares; as falas requitandas e os cenários foram elementos que também me cativaram bastante. Acima de tudo, considerei-o um excelente clássico para desanuviar um pouco de leituras mais pesadas e também aumentar o nosso conhecimento em termos de clássicos. O que faltou para as 5estrelas? Ação e efeito surpresa. Apesar de ter lido este livro relativamente rápido, achei que continha várias páginas sem qualquer tipo de interesse para a história - não avançava e não parava de caraterizar personagens de quem já tinha uma ideia geral. Quanto ao efeito surpresa, não havia nada disso,0%. Tudo foi bastante óbvio, não houve grandes reviravoltas, como se o livro avançasse lentamente tal como a vida das personagens (pormenores interessantes!). No geral, foi um livro cativante e de leitura agradável mas dificilmente poderá ser 1 objeto de ensino (tirando detalhes histórico-culturais,claro) ou poderá ser O livro; é simplesmente algo simples e sem grandes enredos.

Título: Persuasion
Autora: Jane Austen
Data da Publicação: 1818
Número de páginas: 249
Lido em: Hardcover
Mais informações em: Goodreads
Classificação:

quinta-feira, 12 de março de 2015

[Opinião Literária] Let it Snow - Vários Autores

 Sinopse:
" Sparkling white snowdrifts, beautiful presents wrapped in ribbons, and multicolored lights glittering in the night through the falling snow. A Christmas Eve snowstorm transforms one small town into a romantic haven, the kind you see only in movies. Well, kinda. After all, a cold and wet hike from a stranded train through the middle of nowhere would not normally end with a delicious kiss from a charming stranger. And no one would think that a trip to the Waffle House through four feet of snow would lead to love with an old friend. Or that the way back to true love begins with a painfully early morning shift at Starbucks. Thanks to three of today’s bestselling teen authors—John Green, Maureen Johnson, and Lauren Myracle—the magic of the holidays shines on these hilarious and charming interconnected tales of love, romance, and breathtaking kisses."
 Opinião Literária:
 Um livro de Natal que acabou por receber esta opinião apenas na Primavera... De facto, é uma pena mas apenas consegui agendar esta opinião agora. A estrutura deste livro é interessante - personagens diferentes mas interligadas ao longo dos contos. Os contos eram relativamente grandes, o que me agradou bastante pois pudemos compreender melhor a dinâmica das personagens. No geral, foi um livro leve e divertido, sem qualquer tipo de reflexão ou mensagem - apenas algumas gargalhadas e a típica luta pelo 'verdadeiro amor'. Em termos de autores, John Green foi o autor que menos gostei neste livro - achei as personagens relativamente fracas e sem grande descrição ou relevo, sem contar com os diálogos exagerados e sem grande sentido. Johnson e Myracle apresentaram uma escrita relativamente homogénea, penso que não existem grandes vacilos. A pontuação que atribuí justifica-se pela estrutura do livro, gostei bastante da ideia e do facto de terem cooperado para que tenha funcionado.
Um livro light e sem grande 'ciência' atrás dele - apenas o espírito natalício.


Título: Let it Snow
Autor: John Green, Maureen Johnson, Lauren Myracle
Número de páginas: 352
Lido em: Paperback
Mais informações em: Goodreads
Classificação: 



quarta-feira, 4 de março de 2015

[Opinião Literária] Urfaust - J.W. Goethe

Opinião Literária:
Mais um livro onde a sinopse existe mas é tão rara de se encontrar...! Especialmente em inglês ou em português. Aproveito já para vos contar os rodeios desta leitura - foi feita de forma académica, acompanhada pelo regente da cadeira, e foi toda em alemão; portanto, o que vos poderei dizer é que não é,de todo, uma leitura fácil, mesmo sendo em inglês (dei uma espreitadela na versão inglesa e assustei-me). Apesar destes pormenores, é um dos maiores clássicos europeus e, mais concretamente, alemães, e é uma pena não o ler, até porque trouxe temas que agora são bastante explorados.
A história fala-nos de um professor académico que se sente limitado pela sua condição humana e que já viu e experimentou tudo - decide então comunicar com o outro mundo e tentar subir de posição; conseguindo fazer um contrato com o diabo, este promete-lhe ficar seu servo se não lhe conseguir mostrar algum prazer na vida que Faust ainda não tenha vivido. O prazer vencedor desta aposta foi o amor (algo cliché mas morbidamente bonito neste caso).

Apesar da leitura não ser fácil, o livro não é grande e a maioria das versões apresenta logo a continuação (este livro foi o primeiro estudo que Goethe fez da história), o que é excelente considerando que poderemos ler mais cenas para nos ajudarem a compreender melhor o enredo sem ter de comprar individualmente cada livro. As personagens são, na minha opinião, a melhor parte desta história - o desenvolvimento de Faust é o mais cru, mais abrupto e, apesar de bem feito, mais inconsistente. Sem saber o que realmente deseja na vida, assume os seus desejos animalescos e segue as suas vontades sem pensar em qualquer tipo de consequências; achei-o imaturo, irracional e egoísta, o que acabou por nao me fazer gostar do personagem, apenas refletir sobre o seu comportamento. Quanto a Gretchen, considero-a a personagem principal - tem um crescimento ao longo do texto tremendo, algo que me deixou triste e com uma certa pena da personagem (faz sentido ter pena de personagens? :-P). Penso que Gretchen tem um papel importantíssimo pois tanto representa a importância que a mulher começa a ter na sociedade ao poder escolher o que quer fazer, mesmo essas escolhas podendo arruiná-la; a personagem é também uma metáfora para o que o nosso crescimento é - a perda de inocência, a morte de parte de nós, a noção dos nossos atos,etc.

No geral, é um livro com muita matéria para se analisar e nos fazer enriquecer, penso que notou pelo tamanho desta review! Vale a pena perder algum tempo neste livro e perceber como é que as mentalidades foram mudando até chegarmos ao século XXI.



Autor: J.W.Goethe
Título: Urfaust
Nº de páginas: 71
Data da Publicação: 1932  (mas terminado em 1887)
Informações no Goodreads: clica aqui


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

[Opinião Literária] Operation Sunshine - Jenny Colgan

Título: Operation Sunshine

Autora: Jenny Colgan
Número de páginas: 320

Mais opiniões literárias:
The Loveliest Chocolate Shop in Paris, Jenny Colgan

Sinopse:
"Evie needs a good holiday. Not just because she’s been working all hours in her job, but also because every holiday she has ever been on in her life has involved sunburn, arguments and projectile vomiting – sometimes all three at once. Why can’t she have a normal holiday, like other people seem to have – some sun, sand, sea and (hopefully) sex?
So when her employers invite her to attend a conference with them in the south of France, she can’t believe her luck. It’s certainly going to be the holiday of a lifetime – but not quite in the way Evie imagines!" (mais em Goodreads)


Opinião Literária:
Começo por dizer que apenas li 2 livros desta autora e que este foi o que menos gostei. A sinopse não é brilhante, pelo contrário, é tão banal que não me pareceu que fosse divertir o leitor. A verdade é que acabei por acertar. Evie tem alguns traços na sua personalidade que incitam a comédia, contudo, não é tão engraçada com as personagens de The Loveliest Chocolate Shop in Paris - talvez demasiado impulsiva em termos físicos e não tão inteligente?
Não é um livro maravilhoso em criou qualquer tipo de impacto em mim, contudo, foi um livro divertido de se ler durante o Verão; as personagens que rodeim Evie são caricatas, há uma série de situações que nos convidam a rir... Colgan tentou tornar as coisas um pouco mais apimentadas que acabaram por cair no ridículo. Não foi um mau livro; apenas não foi o melhor chick-lit de sempre.



sábado, 21 de fevereiro de 2015

[Opinião Literária] Nómada - Stephanie Meyer

Título: Nómada
Autor: Stephanie Meyer
Número de páginas: 620

Sinopse:
"Melanie Stryder refuses to fade away. The earth has been invaded by a species that take over the minds of human hosts while leaving their bodies intact. Wanderer, the invading "soul" who has been given Melanie's body, didn't expect to find its former tenant refusing to relinquish possession of her mind.
As Melanie fills Wanderer's thoughts with visions of Jared, a human who still lives in hiding, Wanderer begins to yearn for a man she's never met. Reluctant allies, Wanderer and Melanie set off to search for the man they both love." (mais em Goodreads)

“It's not the face, but the expressions on it. 
It's not the voice, but what you say. It's not how you look in that body, but the thing you do with it. You are beautiful.” 

Opinião Literária:
Este livro tinha todo um cenário para me afastar dele e não o desejar ler - aliens dentro de humanos, Terra dominada, almas que caminham? Não, obrigada. Contudo, posso dizer que este livro mereceu as 4 estrelas que lhe dei e foi surpreendemente bom. Apesar de demorar a entrar na história, não foi em parte alguma aborrecido, pelo contrário; devorei o livro rapidamente, a escrita é deliciosa e, apesar do livro ser enorme, o tamanho da fonte é relativamente grande, o que faz com que a leitura flua mais naturalmente. Sem contar com o facto de que os capítulos são pequenos! Estes pequenos pormenores ajudam a que o leitor leia sem se aperceber da quantidade de folhas e sem ter de prestar muita atenção ao fio condutor.
Apesar de cair em alguns clichés (aviões todos xpto, aquela ideia de rebelião), a ideia geral até é bastante inovadora: não são aliens 'físicos' mas sim uns seres um pouco parecidos com bactérias que entram no corpo das personagens, a ideia  de que o amor não tem qualquer tipo de fronteiras (mesmo estas sendo entre galáxias!) e que nem tudo o que é exterior ao nosso campo de conhecimento é necessariamente mau.
Sem querer alongar muito mais esta opinião, é um livro mediano - não é brilhante nem traz nada de extraordinário mas também não é medíocre pois tem vários detalhes que fazem deste um livro com certa qualidade: a descrição dos espaços, alguns pormenores interessantes, a própria estrutura... Penso que o seu maior erro estará então na descrição de algumas personagens que deixou um pouco a desejar.

“Perhaps there could be no joy on this planet without an equal weight of pain to balance it out on some unknown scale.” 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

sábado, 14 de fevereiro de 2015

[Opinião Literária] Hymns to the Night - Novalis

Título: Hymns to the Night
Autor: Novalis
Número de páginas: 55

Opinião Literária:
Quem estuda literatura alemã e chega ao período Romântico, é necessário fazer uma pausa em Novalis. Este autor teve a típica vida de um poeta romântico - a sua amada morreu bastante nova e ele também, devido à tuberculose. Hymns to the Night é a primeira obra deste após a morte da rapariga que cortejava, pelo que tem uma carga bastante melancólica e pesssimista. A obra divide-se em 6 partes, cada uma dedicada 1 espécide de 'temática' diferente, contudo, as sensações são as mesmas. É uma coletânica que considerei relativamente maçadora se lida de uma só vez - poderá tornar-se demasiado pesado e até exagerado, pelo que necessitamos de uma pausa após a leitura de cada parte, para intepretarmos melhor os sentimentos de Novalis. A riqueza desta obra é imensa pelo simples facto de conter vários tipos de expressão: prosa, poesia, poesia prosaica... Dentro da poesia, temos vários esquemas de rima, o que mostra a grande preparação que o autor tinha em termos didáticos.
Acima de tudo, é uma obra 'sem papas na língua', onde Novalis se exprime sem ter qualquer tipo de receio em chocar em emocionar a plateia - apenas deseja mostrar-se ao mundo tal como é, sem qualquer desejo de mudar. Em termos de estudo, simplesmente adorei a obra pela importância que esta tem em relação ao movimento.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

[Opinião Literária] Gritos Silenciosos - Patrícia M. Pereira

Título: Gritos Silenciosos
Autor: Patrícia M. Pereira
Número de páginas: 56

Opinião Literária:
Primeira opinião literária de um livro de poesia de 2015! Uma das coisas que quero melhorar nos meus hábitos literários é a quantidade de livros que poesia que leio - apesar de adorar poesia, leio muito poucos livros e antologias; algo a mudar este ano. De qualquer forma, este foi o último livro de poesia que li em 2014 e confesso que não morri de amores, o que é uma pena. A estrutura formal não tem qualquer tipo de embelezamento, nada demais - o que me incomodou no livro foi a forma como a autora exprimiu as suas sensações; todas as pessoas têm direito a exprimir-se livremente e não julgo de todo,apenas não achei sublime a forma como se mostrou ao mundo literário, ao ler senti algum impasse em libertar-se, o que acabou numa série de poemas demasiado forçados.
Apesar desta questão que me levou a dar apenas 3 estrelas ao livro, existe algo que torna a poesia de Patrícia M. Pereira singular - as suas temáticas. Penso que nunca li poemas tão realistas ao denunciar os vícios da socieidade e a descrever classes mais desfavorecidas; estes temas misturados com a sua escrita terminam numa poesia bastante descritiva e denunciadora.
Apesar de não ser um livro que irei reler, achei interessante a obra poética desta autora, especialmente ao analisá-la e a reparar que os seus medos e queixumes são similares aos dos outros poetas que já li. Ou talvez todos os poetas tenham os mesmos problemas, quem sabe?

Poemas da autora presentes nos Poemas da Quinzena: Quebrada  e Penso, penso, penso...


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

[Opinião Literária] A rapariga que não sabia ler - John Harding


Olá a todos! Hoje temos um vídeo onde vos falo um pouco sobre um dos primeiros livros que li este ano. Foi uma surpresa agradável e não estava a espera de gostar tanto deste livro, visto que não sou grande fã de mistérios. Vejam e talvez vos interesse!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

[Opinião Literária] The Loveliest Chocolate Shop in Paris - Jenny Colgan

Título:  The Loveliest Chocolate Shop in Paris

Autor: Jenny Colgan
Número de páginas: 416

Sinopse:
"As dawn breaks over the Pont Neuf, and the cobbled alleyways of Paris come to life, Anna Trent is already awake and at work; mixing and stirring the finest, smoothest, richest chocolate; made entirely by hand, it is sold to the grandes dames of Paris. It's a huge shift from the chocolate factory she worked in at home in the north of England. But when an accident changed everything, Anna was thrown back in touch with her French teacher, Claire, who offered her the chance of a lifetime - to work in Paris with her former sweetheart, Thierry, a master chocolatier.With old wounds about to be uncovered and healed, Anna is set to discover more about real chocolate - and herself - than she ever dreamed." (mais em Goodreads)


"This is what you British do not understand about the French. You think you must work, work, work, work and open on Sundays and make mothers and fathers with families slave in supermarkets at three o'clock in the morning and make people leave their homes and their churches and their children and go shopping on Sundays."

 Opinião Literária:
Precisam de dar umas boas gargalhadas e rir a alto e bom som? Bem vindos ao mundo da Jenny Colgan! Sendo este o segundo livro dela (não acredito que ainda não escrevi a minh opinião em relação ao primeiro!),  Colgan traz-nos sempre histórias milaborantes e um pouco impossíveis de alguma vez serem reais, contudo, tão divertidas. O livro explora a típica rivalidade entre franceses e ingleses, mostrando que ambos os povos têm de aprender algo um do outro (aproveitando para mandar alguns bitaites e piadas...). As personagens estão muito bem descritas, confesso que praticamente imaginava todas as situações na minha mente ao ler o livro e os capítulos estão muito bem divididos (pequenos pormenores que fazem a diferença) - nem muito compridos ou curtos. Este livro tem uma particularidade que me fez gostar mais do que o Operation Sunshine; temos uma encruzilhada de tempos e de vozes que nos vão elucidando ao longo do texto, ou seja, acabamos por ler não uma...mas sim duas histórias; sendo que o final responde às duas histórias. Este tipo de livros customam ser sempre mais interessantes e fascinantes. Em relação ao final... Não irei dizer-vos mas, para quem quiser ler este livro, prepare-se!
Uns últimos pormenores em relação a The Loveliest Chocolate Shop in Paris - os cenários. Apesar de ser uma simples história de amor e de comédia, a descrição dos cenários está fabulosa. Confesso que o meu amor por Paris cresceu imenso graças a este livro!
Quanto à pontuação? Umas 4estrelas merecidas. O mundo literário atual não se resume a ditas 'obras de qualidade' - tem também literatura para as massas, acessível e fácil de se ler. É acessível? Sem dúvida mas essa caraterística não invalida que o livro tenha alguma qualidade e este tem - a brincar e a mandar umas piadas, Colgan mostra-nos Paris, as divergências culturais e aborda temas como o fim da vida e o amor quando vem tarde demais.


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

[Opinião Literária] O Contrabaixo - Patrick Suskind

Título: O Contrabaixo
Autor: Patrick Suskind
Número de páginas: 92

Opinião Literária:
Este foi então o livro escolhido para a TBR de... Outubro?Outubro, penso eu. Não me recordo, escolhi uma péssima altura para começar a TBR. De qualquer modo, os eleitos tinham sido O Contrabaixo e Persuasão de Jane Austen. Foi uma situação relativamente caricata pois não ganhou nenhum deles: a disparidade do tamanho dos livros era imensa e as pessoas que votaram acharam que teria tempo para ler ambos. Numa situação normal teria mas, sendo que estava nas últimas semanas do semestre, não tive. Últimas semanas do semestre não são, de todo, uma situação normal.
O livro tem uma estrutura completamente fora do vulgar - é uma conversa onde só uma pessoa fala. Durante 92 páginas. Eu sei, não parece o livro mais interessante e maravilhoso de se ler mas eu gostei genuinamente dele. O livro é vulgar e, por vezes, precisamos disso - vulgaridade. Não posso dizer muito mais sobre a obra em si, visto que a estrutura é uma grande fala e a personagem.. bem, só há uma, não poderei fazer uma grande descrição pois nem há como comparar. A escrita do autor é corrida e agitada, como que saboreamos cada palavra que Suskind dizer. Como é um monólogo, quase que ouvimos a fala em voz alta, até porque todo o cenário foi montado para criar uma interação com o leitor.
 O que vos posso dizer é que é um livro que tem de ser lido na sua altura. Para alguns, poderá ser uma leitura aborrecida e até acabarão por desistir. Para mim, como li numa fase eufórica e agitada da minha vida, relaxou-me bastante. Ficou com ótima impressão do autor e mal posso esperar para ler O Perfume.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

[Opinião Literária] The Rape of the Lock - Alexander Pope

Título: The Rape of the Lock
Autor: Alexander Pope
Número de páginas: 53

Opinião Literária:
Decidi fazer logo esta opinião pois já li este texto duas vezes, ambas num contexto universitário; é, portanto, uma obra cansativa e sem grande interesse por si só, as suas maravilhas encontram-se na estrutura do poema e no contexto histórico.
O poema fala-nos então do roubo de 1 caracol de 1rapariga. O cenário é neoclássico, onde a frivolidade e o fútil demonstram o seu esplendor. De forma a honrar a jovem, Pope escreve este poema longo contando toda a história, de forma a que toda a corte saiba do sucedido (não importa o que a rapariga sente, apenas o que a corte acha...). Todo o poema é heróico e satírico ao mesmo tempo: a descrição da rapariga indo para um baile como se fosse para a guerra, um concílio de figuras mitológicas para tecerem o destino da rapariga... A maquinaria que este poema apresenta é incrível, das melhores que já vi. Tal como disse, poderá não ser o poema mais marcante ou interessante alguma vez já criado mas definitivamente tem o seu valor histórico e é uma leitura obrigatória para quem gosta de história no papel.



domingo, 11 de janeiro de 2015

[Opinião Literária] The Princess Diaries - Meg Cabot

Título: The Princess Diaries
Autora: Meg Cabot
Número de volumes: 10


Opinião Literária:
Decidi que esta opinião teria de ser sobre toda a saga pois li-a há vários anos atrás - foi a saga da minha infância e pré-adolescência. É verdade, não vou mentir, não foi Harry Potter, foi mesmo The Princess Diaries. Acima de tudo e sendo parcial, esta saga merece mais amor e atenção. É feminina e sonhadora mas,ao mesmo tempo, ensina alguns valores importantes e não apresenta qualquer tipo 'más influências', apenas quer ajudar-nos a crescer a ter esperanças em relação ao nosso futuro. Adorei a saga e cresci tanto com ela, foi algo que me acompanhou e que aconselho.
Passando agora para a parte mais imparcial,vamos falar da saga. A saga fala-nos de Mia, uma jovem que vive em Nova Iorque com a sua mãe, uma artista. O seu pai, separado delas... é o príncipe de Genóvia. Ao longo dos livros, vamos então seguindo o crescimento da Mia como pessoa e a sua aprendizagem em como ser uma verdadeira princesa (e ao mesmo tempo, uma adolescente normal.).
A escrita é fluída e bastante simplificada mas não se torna infantil, pelo contrário, é bastante divertida. As personagens são caricatas e engraçadas, é impossível não nos rirmos ao longo dos livros. O que também acho importante nesta saga é que nem tudo é um mar de rosas - sim, também chorei!
Acima de tudo, é uma saga que marcou uma determinada geração e que refletiu todos os nossos interesses e 'pancas' na nossa época. Por vezes, vale a pena voltar ao antigamente e ler para recordar!