Olá a todos! Muitos de vocês provavelmente já viram o meu último vídeo no canal e portanto saberão que estou a organizar uma maratona! É já um sonho antigo meu, que adiei por medo, maioritariamente. Não queria organizar algo e depois ficar a olhar, sem qualquer tipo de resultado. Queria saber que existiam leitores curiosos e interessados nesta partilha de experiências e agora finalmente chegou a altura!
A maratona irá decorrer do dia 14 a 21 de Dezembro e chama-se Solstício de Inverno (não é o melhor nome de sempre mas terá de servir!). Criei 5 desafios que gostaria que respeitassem - podem ler o que quiserem, é apenas 1 questão de manter o espírito da maratona :)
1- Um livro com detalhes azuis na capa
2- Um livro oferecido por alguém
3- Um livro cuja acção se passe nas férias e/ou Natal
4- Um livro que aches que irá aquecer o teu coração
5- Ler, no mínimo, 2 livros
Os desafios são relativamente simples, decidi que seria melhor fazer algo assim do género para toda a gente se sentir à vontade para participar. Também não queria fazer algo muito elaborado pois é a minha primeira vez a organizar e não quero confusão!
Quem por aqui irá participar? Adorava ter alguma companhia! ;-)
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domingo, 29 de novembro de 2015
sábado, 28 de novembro de 2015
Texto Original #7
Braços de Areia
Os meus braços estão cobertos de areia,
Tomo banho e nada muda.
Passo a mão pelo meu corpo
E sinto algo desagradável.
É areia?
'Areia outra vez'
Deixada no mar, espero que as ondas
Me tragam coisas boas,
Me tragam a cor.
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
[Opinião Literária] O Vencedor está só - Paulo Coelho
Sinopse:
"O vencedor está só é, segundo Paulo Coelho, uma fotografia do mundo em que vivemos. A ação se passa em 24 horas, durante o Festival de Cannes. Produtores, atores consagrados, candidatas a atriz, top models, estilistas e um assassino em série, movimentam-se nos bastidores da festa - um retrato da Superclasse, a elite da elite que define os rumos de nossos dias. Levando ao leitor detalhes de como vivem e se comportam personagens baseados na vida real, o autor faz de seu romance um testemunho da crise de valores de um universo centrado nas aparências."
Opinião Literária:
Este foi o segundo livro que li do autor e afirmo já que foi uma valente desilusão. Apesar da ideia construída ter sido boa, não é original - seguimos um assassino que pretende destruir toda a sociedade milionária em Cannes, a considerada Superclasse. Até aí, nada de original foi introduzido. A parte mais interessante está na forma como essas mortes são executadas.
As personagens não são interessantes ou originais, caindo um pouco no cliché de homem sedutor e mulheres que o acompanham e sem grande inteligência. O pior disto é mesmo o facto de não ter conseguido encontrar qualquer tipo de ligação com as personagens. Não me identifiquei com elas e não consegui aceitar os motivos do assassino, pareceram-me demasiado fracos.
No geral, não aconselho o livro. Demora demasiado tempo a acontecer algo que nem tem uma justificação assim tão forte. Foi uma pena!
Título: O Vencedor Está Só
Autor: Paulo Coelho
Número de páginas: 397
Publicado em: 2008
Goodreads: aqui
Pontuação: 2 Estrelas
"O vencedor está só é, segundo Paulo Coelho, uma fotografia do mundo em que vivemos. A ação se passa em 24 horas, durante o Festival de Cannes. Produtores, atores consagrados, candidatas a atriz, top models, estilistas e um assassino em série, movimentam-se nos bastidores da festa - um retrato da Superclasse, a elite da elite que define os rumos de nossos dias. Levando ao leitor detalhes de como vivem e se comportam personagens baseados na vida real, o autor faz de seu romance um testemunho da crise de valores de um universo centrado nas aparências."
Opinião Literária:
Este foi o segundo livro que li do autor e afirmo já que foi uma valente desilusão. Apesar da ideia construída ter sido boa, não é original - seguimos um assassino que pretende destruir toda a sociedade milionária em Cannes, a considerada Superclasse. Até aí, nada de original foi introduzido. A parte mais interessante está na forma como essas mortes são executadas.
As personagens não são interessantes ou originais, caindo um pouco no cliché de homem sedutor e mulheres que o acompanham e sem grande inteligência. O pior disto é mesmo o facto de não ter conseguido encontrar qualquer tipo de ligação com as personagens. Não me identifiquei com elas e não consegui aceitar os motivos do assassino, pareceram-me demasiado fracos.
No geral, não aconselho o livro. Demora demasiado tempo a acontecer algo que nem tem uma justificação assim tão forte. Foi uma pena!
Título: O Vencedor Está Só
Autor: Paulo Coelho
Número de páginas: 397
Publicado em: 2008
Goodreads: aqui
Pontuação: 2 Estrelas
domingo, 22 de novembro de 2015
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Momentos de Leitura #6
Olá olá! Apesar de só fazer 1 post por mês desta categoria, acho que é algo que irei investir mais para o próximo mês - quem sabe, talvez começar a fazer 2 vezes por mês? Adoro estes pequenos bocadinhos onde posso partilhar 1 foto das minhas leituras e dar-vos umas impressões iniciais! É, sem dúvida, uma das minhas rubricas preferidas aqui no blog :-)
Li este livro para o Halloween - não me senti realmente inspirada para fazer algo, não me mascarei, não fui a nenhuma festa (só 1 jantar normalzito)... Não estive nesse mood. Contudo, não quis deixar a ocasião passar em branco e decidi começar este livro no próprio dia, onde li cerca de 40 páginas. Agora finalmente terminei-o! Não achei nada demais, foi uma leitura agradável e divertida mas às vezes demasiado imatura; apenas deu para entrar no ambiente fantasmagórico que o dia requer!
O que andaram a ler durante o Halloween?
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
[Opinião Literária] Histórias da Terra e do Mar - Sophia de Mello Breyner Andresen
Sinopse:
"O mundo da infância foi
assim, para Sophia, além do Porto e da Granja, das tradições nórdicas e
da língua portuguesa, o caminho para um encontro aos doze anos com
Homero e a luz mediterrânica, a nostalgia do «divino como convém ao
real», tornado-a «uma mistura de Norte e Sul», uma mistura de Atlântico e
Mediterrâneo, de um veio nórdico e de um veio helénico, que um mesmo
sangue fez inseparáveis."
Opinião Literária:
Li este livro quando andava no 8ºano e nunca mais peguei nele - no ano passado, reencontrei-o nas estantes e decidi entrar numa leitura mais nostálgica. E que nostalgia! Valeu a pena relê-lo.
Penso que toda a gente sabe mais ou menos a estrutura deste livro pois é de leitura obrigatória na escola e,para quem não o leu na escola, de certeza que sabe os mínimos sobre ele. É um livro de contos que nada têm a ver uns com os outros e que, no entanto, têm 1 atmosfera parecida e contínua. Há alguns contos que gostei mais do que outros mas são todos igualmente bons.
A escrita de Sophia é incrível, um pouco mais desenvolvida que os contos infantis mas de português acessível; contudo, não é infantil nem primário. É algo que simplesmente adoro nesta autora - nunca me sinto deslocada nem fora da minha zona de conforto, Sophia faz-nos sentir em casa.
Os contos que mais gostei foram os dedicados à descrição, especialmente de cenários. A descrição é rica mas térrea, sem grandes complexidades mas graciosa. Conseguimos imaginar tudo o que estamos a ler, é algo que valorizo imenso - é possível imaginar e entrar no seu mundo.
Não preciso de dizer mais nada, pois não? ;-)
Título: Histórias da Terra e do Mar
Autora: Sophia de Mello Breyner Andresen
Número de páginas: 120
Publicado em: 1984
Goodreads: aqui
Pontuação: 5 Estrelas
"O mundo da infância foi
assim, para Sophia, além do Porto e da Granja, das tradições nórdicas e
da língua portuguesa, o caminho para um encontro aos doze anos com
Homero e a luz mediterrânica, a nostalgia do «divino como convém ao
real», tornado-a «uma mistura de Norte e Sul», uma mistura de Atlântico e
Mediterrâneo, de um veio nórdico e de um veio helénico, que um mesmo
sangue fez inseparáveis."Opinião Literária:
Li este livro quando andava no 8ºano e nunca mais peguei nele - no ano passado, reencontrei-o nas estantes e decidi entrar numa leitura mais nostálgica. E que nostalgia! Valeu a pena relê-lo.
Penso que toda a gente sabe mais ou menos a estrutura deste livro pois é de leitura obrigatória na escola e,para quem não o leu na escola, de certeza que sabe os mínimos sobre ele. É um livro de contos que nada têm a ver uns com os outros e que, no entanto, têm 1 atmosfera parecida e contínua. Há alguns contos que gostei mais do que outros mas são todos igualmente bons.
A escrita de Sophia é incrível, um pouco mais desenvolvida que os contos infantis mas de português acessível; contudo, não é infantil nem primário. É algo que simplesmente adoro nesta autora - nunca me sinto deslocada nem fora da minha zona de conforto, Sophia faz-nos sentir em casa.
Os contos que mais gostei foram os dedicados à descrição, especialmente de cenários. A descrição é rica mas térrea, sem grandes complexidades mas graciosa. Conseguimos imaginar tudo o que estamos a ler, é algo que valorizo imenso - é possível imaginar e entrar no seu mundo.
Não preciso de dizer mais nada, pois não? ;-)
Título: Histórias da Terra e do Mar
Autora: Sophia de Mello Breyner Andresen
Número de páginas: 120
Publicado em: 1984
Goodreads: aqui
Pontuação: 5 Estrelas
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Poema da Quinzena
Crepuscular
Há no ambiente um murmúrio de queixume,
De desejos de amor, d'ais comprimidos...
Uma ternura esparsa de balidos,
Sente-se esmorecer como um perfume.
As madressilvas murcham nos silvados
E o aroma que exalam pelo espaço,
Tem delíquios de gozo e de cansaço,
Nervosos, femininos, delicados,
Sentem-se espasmos, agonias d'ave,
Inapreensíveis, mínimas, serenas...
Tenho entre as mãos as tuas mãos pequenas,
O meu olhar no teu olhar suave.
As tuas mãos tão brancas d'anemia...
Os teus olhos tão meigos de tristeza...
É este enlanguescer da natureza,
Este vago sofrer do fim do dia.
De desejos de amor, d'ais comprimidos...
Uma ternura esparsa de balidos,
Sente-se esmorecer como um perfume.
As madressilvas murcham nos silvados
E o aroma que exalam pelo espaço,
Tem delíquios de gozo e de cansaço,
Nervosos, femininos, delicados,
Sentem-se espasmos, agonias d'ave,
Inapreensíveis, mínimas, serenas...
Tenho entre as mãos as tuas mãos pequenas,
O meu olhar no teu olhar suave.
As tuas mãos tão brancas d'anemia...
Os teus olhos tão meigos de tristeza...
É este enlanguescer da natureza,
Este vago sofrer do fim do dia.
-Camilo Pessanha, Clepsydra
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